Dólar recua para R$ 5,3650 com queda de 0,0037% em meio a tensões comerciais EUA-BrasilPor Luís Henrique Costa
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O dólar americano negociado contra o real brasileiro fechou o dia cotado em R$ 5,3650, com uma leve queda de 0,0037%. Essa variação, equivalente a -0,00020 em termos absolutos, ocorreu em meio a um cenário de estabilidade nos mercados internacionais. O pregão de 26 de setembro de 2025, às 03:44 UTC, reflete influências de dados econômicos recentes dos Estados Unidos e expectativas sobre políticas monetárias.
Analistas atribuem o movimento a um diferencial de juros entre o Brasil e os EUA, onde a taxa Selic elevada sustenta o real. O Banco Central do Brasil divulga projeções que indicam continuidade nessa tendência para o fim do ano. Investidores monitoram o boletim Focus, que ajustou estimativas de inflação para 4,83% em 2025.
A cotação anterior havia encerrado em R$ 5,3652, mostrando uma correção sutil. Esse patamar representa o menor valor em 15 meses, desde junho de 2024.
Influências externas no par USDBRL
Dados de produção industrial nos EUA superaram expectativas em agosto, o que enfraquece o dólar globalmente. A taxa efetiva federal funds, em 4,83%, contrasta com a Selic em 11,25%, favorecendo influxos de capital para o Brasil.
O encontro anunciado entre os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva contribui para a moderação nas tarifas de importação. Negociações sobre produtos brasileiros evitam escaladas que pressionem o câmbio.
- Produção industrial americana cresceu 0,4% em agosto, acima dos 0,3% previstos.
- Vendas no varejo subiram 0,5%, sinalizando robustez econômica.
- Dólar index (DXY) recuou 0,2% no dia, impactando pares emergentes.
Histórico recente da cotação
A taxa oscilou entre R$ 5,27795 e R$ 5,3650 na última semana, com o pico em 25 de setembro. Essa volatilidade reflete ajustes após sanções americanas iniciais no ano.
Em abril, o dólar atingiu R$ 6,0118, máxima do período, devido a tensões diplomáticas. A desvalorização acumulada em 2025 chega a 14%, com média anual de R$ 5,6675.
Projeções do mercado apontam para R$ 5,50 ao fim do ano, segundo o boletim Focus. Fatores como PIB brasileiro estimado em 2,16% sustentam essa visão.
O par EUR/BRL avançou 0,13% para R$ 6,2657, enquanto JPY/BRL subiu 0,11% a R$ 0,0358. GBP/BRL registrou alta de 0,16% em R$ 7,1644.
Fatores domésticos que sustentam o real
Desempenho de outras moedas principais
O real se valorizou minimamente em relação ao dólar, mas mostrou ganhos mais expressivos contra o euro e a libra. Essa dinâmica ocorre em um contexto de recuperação nas exportações brasileiras, com superávit comercial de US$ 5 bilhões em agosto.
Analistas da Oby Capital destacam que a Selic elevada atrai investimentos estrangeiros, limitando depreciações. O desemprego projetado em 6% para 2025 reforça a estabilidade fiscal.
- Euro subiu 0,13%, cotado a R$ 6,2657, impulsionado por dados da zona do euro.
- Libra esterlina avançou 0,16% para R$ 7,1644, após relatório de emprego no Reino Unido.
- Dólar canadense variou 0,049% em R$ 3,8502, com foco em commodities.
Projeções e expectativas de mercado
O mercado antecipa corte de 0,25 ponto percentual na taxa americana na próxima reunião do Fed. Isso pode pressionar o dólar para baixo, beneficiando o real em curto prazo.
Relatórios do BTG Pactual indicam potencial para R$ 4,60 no médio prazo, embora conservador. O IPCA-15 de setembro, a ser divulgado, influenciará decisões do Copom.
Ata do Copom revela manutenção da política restritiva para conter inflação. PIB dos EUA no terceiro trimestre deve crescer 2,8%, equilibrando fluxos cambiais.
Investidores acompanham o VIX, que subiu 3,46% para 16,74, sinalizando volatilidade moderada.
Impacto nas exportações brasileiras
Exportadores de commodities como soja e minério veem alívio com o dólar mais baixo. Volumes de embarque para os EUA aumentaram 5% em setembro, segundo dados portuários.
Empresas listadas na B3, como Vale e Petrobras, registram ganhos operacionais. Ações de siderúrgicas como Usiminas mantiveram estabilidade em R$ 4,42.
O setor de agronegócio projeta receita adicional de R$ 10 bilhões com câmbio favorável. Bancos como Itaú e Bradesco reportam maior demanda por hedge cambial.
Essa configuração permite planejamento de safras sem pressões elevadas de custo em dólares.
Tendências de longo prazo no câmbio
A desvalorização do dólar em 2025 contrasta com o pico de R$ 6,267 em dezembro de 2024. Fatores geopolíticos, como eleições americanas, moldam o cenário até 2026.
Projeções indicam média de R$ 5,08 para o par em 2025, com baixa de 15,38% anual. Analistas ajustam modelos para incluir guerras comerciais potenciais.
O real emerge como uma das moedas emergentes mais resilientes, com ganho de 2% contra pares asiáticos. Monitoramento contínuo de reservas internacionais, em US$ 380 bilhões, assegura liquidez.







