Pular para o conteúdo
Menu
Mix Vale

Deputados da Câmara dos Deputados aprovaram nesta quarta-feira, 1º de outubro de 2025, o Projeto de Lei 1087/2025, que estabelece isenção total do Imposto de Renda para rendas mensais até R$ 5 mil. A medida, proposta pelo governo federal, visa ampliar o alívio tributário para trabalhadores de baixa e média renda e entra em vigor em janeiro de 2026. O texto, relatado por Arthur Lira (PP-AL), passou por votação simbólica unânime após debates em plenário.

Atualmente, a isenção cobre apenas quem recebe até R$ 3.060 mensais, ou dois salários mínimos. Com a aprovação, o limite sobe para R$ 5 mil, beneficiando cerca de 10 milhões de contribuintes adicionais, segundo estimativas da Receita Federal.

A proposta inclui redução parcial para faixas até R$ 7.350 e compensações fiscais por meio de alíquotas extras em rendas altas. O projeto agora segue para o Senado Federal.

Nova faixa de isenção total

A isenção total zera a cobrança na fonte para salários e rendimentos até R$ 5 mil por mês, ou R$ 60 mil anuais. Essa mudança simplifica a retenção mensal para empregados formais e autônomos nessa faixa.

O relator Arthur Lira manteve o texto aprovado em comissão especial, com ajustes mínimos para neutralidade orçamentária. A medida atende a uma das prioridades do Executivo, enviada ao Congresso em março de 2025.

Cerca de 65% dos declarantes de IRPF, totalizando 26,6 milhões de pessoas, ficarão isentos com a nova regra.

Redução parcial para rendas intermediárias

O texto prevê descontos graduais para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350 mensais, com alíquotas iniciais de 7,5% reduzidas progressivamente. Essa faixa beneficia 500 mil contribuintes extras em relação ao projeto original.

A dedução automática garante que o imposto devido não ultrapasse valores que zerem o ganho líquido abaixo do limite de isenção. Trabalhadores nessa transição, como professores e técnicos, terão economia média de R$ 2.000 anuais.

O ajuste do teto para R$ 7.350, incorporado por Lira, reflete negociações com líderes partidários. A correção anual pela inflação, via IPCA, mantém o valor atualizado.

  • Faixa de R$ 5.001 a R$ 6.000: alíquota de 5% com dedução de R$ 375.
  • Faixa de R$ 6.001 a R$ 7.000: alíquota de 7,5% com dedução de R$ 562,50.
  • Faixa de R$ 7.001 a R$ 7.350: alíquota de 10% com dedução de R$ 650.

Taxação adicional em rendas elevadas

Rendas acima de R$ 50 mil mensais, ou R$ 600 mil anuais, enfrentarão alíquota mínima progressiva de até 10%. Essa compensação cobre a renúncia fiscal de R$ 25,8 bilhões em 2026, afetando 0,13% dos contribuintes.

A progressão inicia em 2,5% para R$ 600 mil a R$ 800 mil anuais e atinge 10% a partir de R$ 1,2 milhão. Acionistas com dividendos acima de R$ 50 mil por empresa pagarão 10% de IR.

Lira excluiu títulos incentivados, como LCIs e LCAs, da base de cálculo para dividendos até dezembro de 2025. O excedente de arrecadação, estimado em R$ 12,7 bilhões até 2027, financia repasses a estados e municípios.

O Dieese projeta que a taxação eleva a alíquota efetiva média de 2,54% para 7,5% nessa faixa, garantindo equilíbrio nas contas públicas.

Detalhes da tramitação recente

A votação ocorreu após dois horas de discursos de líderes partidários, com todas as bancadas orientando sim. Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, iniciou a sessão às 10h e priorizou a pauta em regime de urgência desde agosto.

Emendas como a de Claudio Cajado (PP-BA), para elevar descontos via CSLL de bancos, foram rejeitadas. Outra, de Tabata Amaral (PSB-SP), propunha alíquota de 20% para rendas acima de R$ 1,2 milhão, mas não avançou.

O quórum reuniu 513 deputados, acima do mínimo exigido. O texto final inclui programa de regularização de dívidas para devedores com rendas até R$ 5 mil, com descontos na quitação.

Programa de regularização tributária

O projeto incorpora adesão voluntária para regularização de débitos com a Receita Federal, exclusiva para contribuintes de baixa renda. Devedores nessa faixa poderão parcelar dívidas com redução de multas em até 50%.

Essa novidade abrange atrasos em declarações passadas e facilita o acesso a benefícios fiscais. A Receita estima adesão de 2 milhões de pessoas, injetando R$ 5 bilhões em regularizações.

O programa opera via portal eletrônico, com prazos de 60 dias para inscrição após sanção da lei.

Aprovada em comissão em julho, a proposta destravou após pressão de senadores como Renan Calheiros (MDB-AL), que relatou texto similar na CAE. Líderes preveem análise no Senado até novembro, com sanção presidencial em dezembro.

O Ministério da Fazenda atualiza tabelas em janeiro de 2026, com simulações disponíveis no site oficial.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

Notícias relacionadas

Mais lidas

  1. Destaques

    Polícia descarta investigar por homicídio namorado de jovem que caiu do 7º andar

  2. Destaques

    Júnior Bauru tem Porsche cercado na Lagoa e assaltante acaba baleado no Rio de Janeiro

  3. Destaques

    Detran-RJ emite Carteira de Identificação da Mãe Atípica sem custo

  4. Economia

    Gasolina com 35% de etanol: testes do governo avaliam mistura e mecânicos alertam para riscos em carros no Brasil

  5. Brasil

    Fibras de pitanga e cambuci reduzem a viabilidade de células de câncer colorretal em laboratório, diz USP

  6. Destaques

    Bob Dylan se encontra com o Papa Leão XIV no Vaticano após mediação cultural

  7. Destaques

    Tornado no Aeroporto de Chapecó atinge 126 km/h, arranca teto de terminal e cancela voos em Santa Catarina

  8. Destaques

    Janaína Barbosa, ex-apresentadora do TV Fama, morre aos 48 anos em São Paulo

  9. Serasa

    Feirão Limpa Nome da Serasa oferece descontos de até 99% para quitar dívidas no Brasil até 6 de dezembro

  10. Benefícios

    13º salário 2026: empresas devem pagar 1ª parcela até 30 de novembro no Brasil com metade do rendimento sem desconto

Sua privacidade

O Mix Vale usa cookies para medir audiência e exibir anúncios que sustentam a redação. Você escolhe. Política de privacidade.