Governo planeja limitar antecipação do saque-aniversário do FGTS a dois anos
O Conselho Curador do FGTS analisa nesta terça-feira (7) uma proposta para restringir a antecipação de valores do saque-aniversário, limitando-a a duas parcelas anuais. A medida, proposta pelo Ministério do Trabalho, visa proteger o saldo das contas dos trabalhadores e evitar o endividamento excessivo por meio de contratos com bancos. Atualmente, algumas instituições oferecem antecipações de até 12 anos, com juros, o que compromete os recursos do fundo. A decisão será tomada em reunião com representantes do governo, trabalhadores e empresários.
A proposta também busca limitar o número de contratos de antecipação que um trabalhador pode firmar com diferentes instituições financeiras. Dos 42 milhões de trabalhadores com carteira assinada, cerca de 21,5 milhões aderiram ao saque-aniversário, que permite saques anuais de parte do saldo no mês de nascimento. A restrição pretende equilibrar a proteção do fundo e o acesso dos trabalhadores a recursos.
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- Objetivo da medida: Preservar o saldo do FGTS e reduzir compromissos financeiros de longo prazo.
- Impacto esperado: Menor endividamento e maior segurança financeira para trabalhadores.
- Contexto: A antecipação atual pode comprometer até 12 anos de saques.
Proposta do Ministério do Trabalho
O Ministério do Trabalho, liderado por Luiz Marinho, defende a restrição desde o início do governo. A pasta considera que a antecipação prolongada prejudica a sustentabilidade do FGTS. A mudança nas regras não exige aprovação do Congresso, sendo competência do Conselho Curador.
Limitação de contratos
A proposta também inclui impedir múltiplos contratos de antecipação com diferentes bancos. Hoje, trabalhadores podem firmar vários acordos, aumentando o risco de endividamento. A restrição visa maior controle sobre as operações financeiras vinculadas ao FGTS. O limite de duas parcelas será votado como prioridade na reunião.

Contexto do saque-aniversário
O saque-aniversário, criado em 2019, permite retiradas anuais de parte do saldo do FGTS. Cerca de 50% dos trabalhadores formais optaram por essa modalidade. A antecipação de valores é oferecida por bancos com juros, o que reduz o saldo disponível. O governo avalia que a prática compromete a função social do fundo, como financiar habitação.
Debate sobre o fim do saque-aniversário
Luiz Marinho já manifestou interesse em extinguir o saque-aniversário. Essa mudança, porém, exige aprovação legislativa, o que ainda não foi proposto.
Impacto para trabalhadores
A limitação a duas parcelas pode reduzir a disponibilidade imediata de recursos. Por outro lado, protege o saldo do FGTS para usos futuros, como compra de imóveis ou aposentadoria. A proposta reflete a preocupação com a saúde financeira dos trabalhadores. Bancos, no entanto, podem resistir, pois lucram com os juros das antecipações.
Próximos passos
A decisão do Conselho Curador será crucial para definir o futuro do saque-aniversário. Caso aprovada, a nova regra pode entrar em vigor em breve, impactando milhões de trabalhadores. O governo também planeja avaliar outras medidas para fortalecer o FGTS.

















