A inflação oficial, medida pelo IPCA, subiu 0,48% em setembro de 2025, maior alta para o mês em quatro anos, segundo o IBGE. O aumento foi impulsionado pela alta de 10,3% nas tarifas de energia elétrica, após o fim do “Bônus de Itaipu” e a manutenção da bandeira tarifária vermelha Patamar 2. O índice reverte a deflação de 0,11% de agosto e fica acima dos 0,44% de setembro de 2024. O acumulado em 12 meses atingiu 5,17%, acima do teto da meta de 4,5% do Conselho Monetário Nacional.
- Principais fatores: Alta nas contas de luz e manutenção da bandeira tarifária.
- Impacto no IPCA: 0,48% em setembro, maior variação desde 2021 (1,16%).
- Projeção futura: Banco Central prevê IPCA em 4,2% até março de 2026.
Alta nas tarifas de energia
O aumento de 10,3% nas contas de luz foi o principal responsável pela inflação de setembro. A bandeira tarifária vermelha Patamar 2, que adiciona R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos, foi mantida pela Aneel. O fim do “Bônus de Itaipu”, desconto médio de R$ 11,59 aplicado em agosto, também contribuiu para o encarecimento.
Alimentos em queda
Os preços de alimentos e bebidas caíram 0,26% em setembro, quarto mês consecutivo de recuo. A alimentação no domicílio registrou baixa de 0,41%, com destaque para tomate (-11,52%) e cebola (-10,16%). Frutas (2,4%) e óleo de soja (3,57%) foram os itens com maiores altas. Alimentação fora de casa desacelerou, com variação de 0,11%, ante 0,5% em agosto.
Variação por grupos
A habitação liderou as altas entre os grupos do IPCA, com aumento de 2,97%, puxada pelas tarifas elétricas. Outros grupos tiveram variações menores, como vestuário (0,63%) e despesas pessoais (0,51%). Artigos de residência (-0,4%) e comunicação (-0,17%) registraram quedas. Transportes (0,01%) e educação (0,07%) apresentaram estabilidade. Saúde e cuidados pessoais subiram 0,17%, com impacto menor no índice geral.
Acima da meta
O IPCA acumulado em 12 meses subiu de 5,13% para 5,17%, acima do teto da meta de 4,5% pelo 12º mês consecutivo. O Banco Central projeta retorno ao intervalo da meta (1,5% a 4,5%) em 2026.
Metodologia do IPCA
O IPCA mede a variação de preços de 377 itens consumidos por famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos. A coleta ocorre em 11 regiões metropolitanas e cinco municípios, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

