Jornalista apoia Bap em polêmica com Leila Pereira sobre divisão de cotas da Libra no BrasileirãoPor Jeronimo Santos
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O comentarista Mano, do programa SBT Sports, defendeu nesta quinta-feira (9) a posição do presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, na disputa judicial pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. A polêmica envolve a Liga do Futebol Brasileiro (Libra), entidade que administra os repasses para 16 clubes, incluindo Flamengo e Palmeiras. Mano criticou a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, por questionar a atitude rubro-negra em bloquear R$ 77 milhões referentes a 30% da cota por audiência.
A ação do Flamengo, ajuizada no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, visa impedir prejuízos na divisão de receitas estimadas em R$ 309 milhões por temporada. Leila Pereira rebateu a medida, acionando o Flamengo na Justiça para reverter o bloqueio e acusando o rival de priorizar interesses individuais.
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- Flamengo argumenta que o modelo atual ignora seu poder de atração de audiência nacional.
- Palmeiras defende a divisão igualitária aprovada em assembleia de maio de 2025.
- Corinthians, embora fora da Libra, é citado por Mano como similar ao Flamengo em impacto midiático.
O contrato com a Globo, assinado em março de 2024 e válido até 2029, prevê R$ 1,17 bilhão anuais, distribuídos em 40% igualitário, 30% por performance e 30% por audiência.
Origem da liminar concedida ao Flamengo
O Flamengo obteve liminar para bloquear a segunda parcela de R$ 77 milhões, correspondente à audiência em TV aberta, fechada e pay-per-view. A decisão judicial suspende o repasse até que se defina o critério exato de divisão, ausente no estatuto da Libra.

Clubes como São Paulo e Atlético-MG emitiram notas de repúdio, alegando que o bloqueio afeta equipes menores. A Libra, formada por nove times da Série A e sete da Série B, acusa o Flamengo de disseminar desinformação.
A gestão anterior rubro-negra, de Rodolfo Landim, assinou o acordo inicial, mas a atual diretoria questiona a falta de percentuais específicos para plataformas de transmissão.
O valor bloqueado representa parte de R$ 309 milhões variáveis, calculados com base em dados de 2024 pela Matos Projects.
Reações de dirigentes na assembleia de agosto
Leila Pereira intensificou o tom ao chamar a diretoria flamenguista de “terraflamistas”, comparando-a a terraplanistas por supor que o universo gira em torno do clube carioca. Em entrevista ao ge, ela afirmou que o Palmeiras não reabrirá discussões encerradas.
Bap, por sua vez, reiterou em reunião do Conselho Deliberativo que o Flamengo busca diálogo, propondo o “cenário 4” como alternativa para 2025. Esse modelo mistura critérios de audiência e performance para mitigar perdas projetadas em R$ 100 milhões anuais para o Rubro-Negro.
Outros presidentes, como o do Grêmio, defenderam a harmonia do grupo, mas admitiram negociações bilaterais. A Libra apresentou cinco cenários iniciais, aos quais o Flamengo adicionou um sexto.
A troca de acusações incluiu insinuações sobre financiamentos, como o empréstimo de R$ 80 milhões da Crefisa ao Vasco, mas Leila negou agendas ocultas.
Posição de Mano sobre cotas desiguais
Mano, torcedor do Corinthians, argumentou que Flamengo e Timão geram mais audiência e merecem fatias maiores. Ele rejeitou o “discurso de Robin Hood” de equalizar receitas, afirmando que dirigentes priorizam seus clubes.
“Todos falam do próprio time, ninguém do coletivo”, disse o comentarista, questionando se Leila adotaria a mesma postura no lugar de Bap. Ele reconheceu arrogância em ambos, mas deu razão ao Flamengo na questão técnica.
O SBT Sports destacou que o modelo atual pode reduzir cotas do Flamengo de R$ 300 milhões em 2024 para R$ 197,5 milhões em 2025. Mano completou que a hipocrisia prevalece nas negociações.
Composição da Libra e impactos financeiros
A Liga do Futebol Brasileiro reúne Atlético-MG, Bahia, Flamengo, Grêmio, Palmeiras, Red Bull Bragantino, São Paulo, Santos e Vitória na Série A, além de ABC, Brusque, Guarani, Paysandu, Remo, Sampaio Corrêa e Volta Redonda na Série B. O bloqueio afeta diretamente times como o Vitória, com projeções de R$ 116 milhões.
Projeções indicam variações mínimas para Palmeiras e São Paulo, com R$ 180 milhões e R$ 183 milhões no modelo intermediário. O Bahia ficaria com R$ 130,7 milhões, enquanto o Atlético-MG se mantém em R$ 123 milhões nos cenários.
O contrato com a Globo garante R$ 600 milhões adiantados na assinatura, mas a disputa pode atrasar pagamentos futuros. Clubes menores veem risco em crises financeiras agravadas pela suspensão.
Tentativas de negociação pós-assembleia
Após a assembleia de agosto de 2025, o Flamengo contatou três clubes para discutir ajustes. A proposta incluiu o cenário alternativo para este ano e revisão para 2026-2029, mas não avançou por falta de unanimidade exigida no estatuto.
A Libra recorreu da liminar, argumentando que o Flamengo aprovou o framework em 2024. Documentos revelados pelo UOL mostram assinatura de Landim, mas o clube atual alega inexequibilidade sem detalhes de aferição por plataforma.
Especialistas em direito esportivo preveem audiências em novembro para definir o rateio. Enquanto isso, repasses mínimos garantidos de 2023 são mantidos para evitar colapsos.
O fair play financeiro, tema recorrente, foi citado por Bap como necessidade de transparência em ações judiciais.
Projeções de divisão por cenário
- Cenário da Libra: Flamengo R$ 197,5 milhões; Palmeiras R$ 180,3 milhões; Bahia R$ 130,7 milhões.
- Cenário intermediário (4): Flamengo R$ 215,5 milhões; Palmeiras R$ 183 milhões; Atlético-MG R$ 123 milhões.
- Proposta rubro-negra: Flamengo R$ 250,8 milhões; Palmeiras R$ 179,6 milhões; Vitória R$ 116,3 milhões.
Esses valores baseiam-se em posições de 2024 e incluem adiantamentos de R$ 13 milhões por clube. A pulverização de direitos, discutida com SBT e outros, poderia elevar totais, mas depende de acordo coletivo.















