Novo programa federal amplia acesso à casa própria para rendas acima de R$ 12 mil com teto de imóvel maior
Governo federal anuncia novo modelo de crédito imobiliário. A medida beneficia famílias de classe média em todo o país. O lançamento ocorreu em 10 de outubro de 2025, em São Paulo, durante o evento Incorpora 2025. O objetivo é ampliar recursos para o Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e facilitar a compra de imóveis.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a necessidade de opções para rendas acima de R$ 12 mil mensais. Anteriormente, essas famílias dependiam de linhas com juros de mercado. Agora, o SFH inclui imóveis de maior valor e percentual financiado maior. A Caixa Econômica Federal lidera as operações.
Principais alterações incluem:
- Elevação do teto de imóvel de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.
- Financiamento de até 80% do valor, contra 70% anterior.
- Uso integral de recursos da poupança para o setor habitacional.
Alterações no SFH impulsionam acesso a imóveis
O Sistema Financeiro de Habitação agora abrange imóveis de até R$ 2,25 milhões. Essa mudança permite que famílias com renda entre R$ 12 mil e R$ 20 mil usem o FGTS para entrada ou amortização. Os juros ficam limitados a 12% ao ano, abaixo da taxa Selic atual de 15%.
A Caixa Econômica Federal retoma o financiamento de 80% do valor do imóvel via Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Essa retomada ocorre após ajustes em novembro de 2024 que reduziram o limite para 70%.
Recursos da poupança ganham nova destinação
Atualmente, 65% dos depósitos em poupança vão para crédito habitacional, 20% para compulsórios no Banco Central e 15% para uso livre. O novo modelo acaba com os compulsórios gradualmente. A partir de 2027, o total depositado serve de referência para o volume de crédito.
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Instituições que captam R$ 1 milhão no mercado e direcionam para habitação podem usar igual valor da poupança em aplicações livres por até cinco anos. Essa flexibilidade incentiva mais financiamentos, com 80% sob regras do SFH.
Durante a transição em 2025, os compulsórios caem para 15%, e 5% seguem o novo regime.
Impacto esperado no mercado imobiliário
O governo projeta R$ 111 bilhões em crédito no primeiro ano, R$ 52,4 bilhões acima do anterior. Desse montante, R$ 36,9 bilhões liberam-se imediatamente. A Caixa deve financiar 80 mil novas moradias até 2026.
Esses valores estimulam a construção civil e geram empregos. Em 2024, a Caixa contratou R$ 223,6 bilhões em financiamentos, recorde histórico. No primeiro semestre de 2025, o saldo da carteira atingiu R$ 875,5 bilhões.
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Famílias de classe média agora acessam condições subsidiadas. O ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que as mudanças atendem a uma faixa populacional antes excluída.
O setor da construção apoia as regras. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, vê elevação na oferta de moradias. As entidades do setor colaboram para implementar as propostas.
Linha de crédito para reformas residenciais
O governo cria programa para reformas com até R$ 30 mil por imóvel. A iniciativa foca em melhorias de salubridade, segurança e acessibilidade. Famílias de baixa renda priorizam, mas a classe média também qualifica.
Os recursos vêm de fundos habitacionais e poupança direcionada. As obras incluem adaptações para sustentabilidade e conforto. Bancos oferecem juros reduzidos, limitados a 12% ao ano.
Essa linha complementa o SFH e reduz o déficit habitacional urbano.
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Transição gradual garante estabilidade
A implementação inicia em 2025 com redução progressiva de obrigações atuais. Até janeiro de 2027, o modelo pleno vigora, sem direcionamentos obrigatórios de 65%. Os compulsórios de R$ 150 bilhões liberam-se ao longo do período.
Bancos testam o sistema híbrido no primeiro ano. A competição aumenta, pois instituições sem captação de poupança participam via depósitos interfinanceiros.
O vice-presidente Geraldo Alckmin enfatizou que o crédito alcança o direito à moradia.
Regras operacionais para financiamentos
- Taxas de juros: até 12% ao ano no SFH, com variação por perfil do cliente.
- Prazo: até 35 anos para pagamento.
- Entrada: uso de FGTS para reduzir o valor inicial.
- Modalidades: SAC ou Price, com cota de 80% em SAC.
Essas condições aplicam-se a imóveis novos ou usados. A Caixa orienta simulações online para clientes.
O novo modelo moderniza o SBPE e responde a saques na poupança. Em 2023 e 2024, retiradas líquidas somaram R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões. Em 2025, o resgate já atinge R$ 78,5 bilhões.

















