Dólar hoje e mercado financeiro: cotação abre em R$ 5,32 e impulsiona Ibovespa acima de 146 mil pontosPor Jeronimo Santos
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O dólar comercial abriu o pregão desta segunda-feira, 13 de outubro de 2025, cotado a R$ 5,32 em relação ao real, segundo dados do Banco Central do Brasil. Essa variação reflete o ajuste após o fechamento da semana anterior, influenciado por indicadores econômicos domésticos e fluxos globais. No cenário local, o mercado reage à divulgação recente do IPCA de setembro, que registrou alta de 0,48%, alinhado às expectativas de analistas.
A moeda norte-americana operou entre mínima de R$ 5,30 e máxima de R$ 5,38 durante a manhã na B3, em São Paulo. Investidores monitoram o Boletim Focus, que manteve a projeção para o dólar em R$ 5,50 ao fim do ano. Essa estabilidade ocorre em meio a um ambiente de aversão moderada ao risco nos Estados Unidos, com foco na ata do Federal Reserve.
Movimentações na bolsa de valores
O Ibovespa, principal índice da B3, avançou 1,2% no início do pregão, ultrapassando os 146 mil pontos pela primeira vez desde setembro. Esse ganho acompanha o otimismo com a manutenção da Selic em 12,63% para 2025, conforme projeções do mercado. Empresas do setor financeiro lideram as altas, com volumes negociados acima da média diária de R$ 20 bilhões.
Ações de bancos como Itaú Unibanco e Bradesco registraram valorizações de 1,5% e 1,6%, respectivamente, beneficiadas pela perspectiva de spreads maiores em empréstimos. No contraponto, papéis de commodities como Vale caíram 0,5%, pressionados por flutuações nos preços internacionais do minério de ferro.
- Petrobras PN subiu 0,8%, impulsionada por leilões de áreas de petróleo anunciados pela ANP.
- B3 SA avançou 3,4%, refletindo maior liquidez no mercado de derivativos.
- Magazine Luiza ganhou 7,4%, após balanço trimestral positivo em vendas online.
Desempenho das criptomoedas no pregão
Bitcoin negociou a US$ 126.500 na manhã de hoje, com alta de 1,2% em 24 horas, aproximando-se da máxima projetada de US$ 131 mil para outubro. Essa trajetória segue o influxo recorde de US$ 5,95 bilhões em ETFs de criptoativos na semana passada, conforme dados globais. Ethereum, por sua vez, operou a US$ 4.150, com ganho de 0,9%, apoiado pela adoção de contratos inteligentes em plataformas financeiras.

Solana registrou o maior avanço entre as principais moedas digitais, com 2,1% de alta para US$ 180, graças a custos de transação 20 vezes inferiores aos da Ethereum. O mercado total de criptomoedas ultrapassou US$ 3 trilhões em valor, impulsionado por demanda institucional nos Estados Unidos.
Investidores observam o halving do Bitcoin como fator de escassez, que historicamente eleva preços em ciclos de quatro anos. No Brasil, exchanges reportam volume 15% superior ao de setembro.
Ações em destaque e setores promissores
Bradesco BBDC4 fechou a sessão anterior com alta de 1,61%, enquanto Banco do Brasil BBAS3 recuou 0,42%, equilibrando o setor financeiro. Analistas destacam a resiliência de papéis como Embraer, que subiu 2% hoje, beneficiada por contratos de exportação de aeronaves. O setor de tecnologia, com Magazine Luiza, continua atrativo por expansão no e-commerce.
No agronegócio, JBS e BRF avançaram 1,1% em média, apoiadas pelo superávit comercial de US$ 50 bilhões no ano. A diversificação setorial é recomendada, com foco em empresas pagadoras de dividendos para mitigar volatilidade.
Reações do mercado a indicadores econômicos
A inflação acumulada no ano atingiu 3,64%, pressionada por alimentos e energia, mas abaixo do teto da meta de 4,5%. Economistas ajustam projeções para 4,83% ao fim de 2025, favorecendo títulos públicos como Tesouro IPCA+ 2029, que rende 6,2% ao ano mais inflação.
O PIB deve crescer 2,16%, per Boletim Focus, com balança comercial positiva em US$ 557 milhões em setembro. Fluxo cambial total registrou saída de US$ 1,056 bilhão na última semana, mas o canal comercial manteve superávit.
Esses dados sustentam expectativas de manutenção da Selic, impactando rendimentos de renda fixa.
Estratégias para investidores no curto prazo
Para perfis conservadores, CDBs pós-fixados atrelados à Selic oferecem liquidez diária e rendimento acima de 100% do CDI. Fundos imobiliários com dividend yield acima da média, como aqueles focados em logística, distribuem rendimentos mensais isentos de IR.
Em renda variável, small caps como BR Partners e CSU apresentam potencial de crescimento, com foco em fusões e pagamentos digitais. ETFs replicando o Ibovespa garantem exposição diversificada sem seleção individual de ações.
- Avalie tolerância ao risco antes de alocar em criptoativos.
- Monitore ata do Fed para sinais de cortes de juros em outubro.
- Diversifique com 40% em renda fixa e 30% em ações para equilíbrio.
Perspectivas para o fim do ano
O mercado projeta Ibovespa em 145 mil pontos ao encerrar 2025, com crescimento global desacelerando para 3%. No Brasil, arrecadação federal somou R$ 111,2 bilhões nos oito primeiros meses, menor que 2024, mas com foco em aprovações orçamentárias.
Bitcoin pode alcançar US$ 132 mil se o “Uptober” se confirmar, enquanto Ethereum testa US$ 4.000 em projeções revisadas. Investidores ajustam portfólios para risco fiscal, priorizando ativos com fluxo previsível.
A volatilidade cambial persiste, mas exportações agrícolas beneficiam o real. Manter reserva de emergência em Tesouro Selic é essencial para liquidez.







