Flamengo consolida liderança com 21,2% e Corinthians cai para 11,9% em ranking de torcidas do BrasilPor Luís Henrique Costa
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Flamengo reforça posição como maior torcida do Brasil em pesquisa divulgada, realizada pelo jornal O Globo em parceria com o instituto Ipsos-Ipec. O levantamento ouviu 2 mil brasileiros acima de 16 anos, de forma presencial, entre 5 e 9 de junho, em 132 municípios de todas as regiões do país. Cada respondente pôde citar até dois clubes de preferência, o que ampliou a base de dados para capturar simpatias múltiplas.
Os resultados mostram o clube carioca com 21,2% das menções, uma leve redução de 21,8% em relação a 2022, mas dentro da margem de erro de 1,8 ponto percentual. Essa estabilidade permitiu ao Flamengo ampliar a distância para o segundo colocado, o Corinthians, que registrou a maior queda do levantamento: de 15,5% para 11,9%, variação superior à margem de erro de 1,4 ponto percentual. A pesquisa destaca que o crescimento de brasileiros sem torcida fixa, agora em 32,1%, contribui para as oscilações gerais observadas nos clubes.
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Outros times do eixo Rio-São Paulo também enfrentaram retrações, como o São Paulo, que caiu de 8,2% para 6,4%. Já o Palmeiras se manteve estável em 6,5%, com oscilação dentro da margem de erro. Esses números equivalem a cerca de 45 milhões de torcedores para o Flamengo e 25 milhões para o Corinthians, considerando a população brasileira acima de 16 anos.
- Flamengo: 21,2% (cerca de 45 milhões de torcedores)
- Corinthians: 11,9% (cerca de 25 milhões)
- Palmeiras: 6,5% (cerca de 14 milhões)
Metodologia adotada na pesquisa
O instituto Ipsos-Ipec aplicou margens de erro específicas para cada clube, ajustadas ao tamanho da torcida, o que eleva a precisão dos resultados. Essa abordagem inédita no Brasil considera que torcidas maiores, como a do Flamengo, têm intervalos de variação mais amplos, entre 1,8 e 2,2 pontos percentuais no geral. As entrevistas ocorreram em áreas urbanas e rurais, garantindo representatividade nas cinco regiões.
A coleta de dados permitiu respostas espontâneas, sem indução, e incluiu simpatizantes da seleção brasileira como categoria separada. Essa inclusão evitou subestimar o desinteresse por clubes, que subiu de 28,5% em 2022 para 32,1% agora. Analistas apontam que fatores como transmissões digitais e desempenho recente influenciam as preferências, mas a pesquisa foca em tendências espontâneas declaradas.
Os respondentes de classes A e B mostraram maior adesão a clubes tradicionais do Sudeste, enquanto classes D e E ampliaram apoio a times regionais no Nordeste. Essa divisão socioeconômica reforça a abrangência nacional do estudo, com equilíbrio entre gêneros e faixas etárias.
Clubes que registraram crescimento
Bahia avançou de 1,7% para 2,2%, assumindo a nona posição com ganho dentro da margem de erro. Atlético-MG subiu de 2,1% para 2,3%, empatando com Cruzeiro na oitava colocação. Botafogo cresceu de 1,3% para 1,5%, beneficiado por resultados recentes em competições nacionais.
Esses aumentos ocorrem em um contexto de retração geral nas torcidas dos grandes centros, onde o desinteresse pelo futebol clubístico ganha espaço. O Bahia, por exemplo, ampliou sua base no Nordeste, região com maior engajamento fanático segundo recortes regionais da pesquisa. Atlético-MG e Botafogo registram avanços modestos, mas consistentes, em meio a investimentos em infraestrutura.
Sport também progrediu, de 1,2% para 1,3%, mantendo presença forte em Pernambuco. Esses movimentos positivos contrastam com quedas em times como Internacional e Fluminense, que perderam 0,5 e 0,2 pontos percentuais, respectivamente.
Vitória e Remo fecharam o grupo de altas, com 0,8% e 0,5%, refletindo lealdade local em estados como Bahia e Pará.
Quedas expressivas no eixo Sudeste
Corinthians sofreu a maior retração, perdendo 3,6 pontos percentuais e abrindo espaço para rivais regionais. São Paulo caiu 1,8 ponto, saindo do pódio e cedendo terreno para Palmeiras. Vasco registrou declínio de 4,2% para 3,4%, ainda dentro da margem de erro.
Essas reduções superam em magnitude as oscilações de 2022, período marcado por instabilidades administrativas nos clubes afetados. Grêmio e Santos também recuaram, para 3% e 2%, respectivamente, com variações mínimas. A pesquisa indica que o aumento de torcedores sem preferência clubística impacta mais os times metropolitanos.
Cruzeiro desceu de 3,1% para 2,3%, empatando com Atlético-MG apesar de esforços de recuperação pós-SAF. Fortaleza e Ceará completam as baixas notáveis, caindo para 0,7% cada, em um Nordeste onde o Flamengo domina com 25% das preferências.
Ranking completo das 21 maiores torcidas
A lista detalha as porcentagens nacionais, com comparações a 2022 e margens de erro aplicadas. Flamengo lidera isolado, seguido por Corinthians em distância crescente. Os dados somam mais de 90% das respostas, excluindo os 32,1% sem torcida.
- Flamengo: 21,2% (queda de 0,6 p.p., margem 1,8%)
- Corinthians: 11,9% (queda de 3,6 p.p., margem 1,4%)
- Palmeiras: 6,5% (queda de 0,9 p.p., margem 1,0%)
- São Paulo: 6,4% (queda de 1,8 p.p., margem 1,0%)
- Vasco: 3,4% (queda de 0,8 p.p., margem 0,7%)
- Grêmio: 3,0% (queda de 0,2 p.p., margem 0,7%)
- Cruzeiro: 2,3% (queda de 0,8 p.p., margem 0,6%)
- Atlético-MG: 2,3% (alta de 0,2 p.p., margem 0,6%)
- Bahia: 2,2% (alta de 0,5 p.p., margem 0,6%)
- Santos: 2,0% (queda de 0,2 p.p., margem 0,6%)
- Internacional: 1,7% (queda de 0,5 p.p., margem 0,5%)
- Botafogo: 1,5% (alta de 0,2 p.p., margem 0,5%)
- Sport: 1,3% (alta de 0,1 p.p., margem 0,5%)
- Fluminense: 0,9% (queda de 0,2 p.p., margem 0,4%)
- Seleção Brasileira: 0,9% (alta de 0,2 p.p., margem 0,4%)
- Vitória: 0,8% (alta de 0,1 p.p., margem 0,4%)
- Fortaleza: 0,7% (queda de 0,6 p.p., margem 0,4%)
- Ceará: 0,7% (queda de 0,1 p.p., margem 0,4%)
- Santa Cruz: 0,6% (estável, margem 0,4%)
- Athletico-PR: 0,5% (estável, margem 0,3%)
- Remo: 0,5% (alta de 0,1 p.p., margem 0,3%)
Variações regionais no apoio aos clubes
No Norte, Flamengo concentra 28% das preferências, superando rivais locais como Remo. Nordeste registra domínio rubro-negro com 25%, seguido por Bahia em 7,4%. No Sudeste, Corinthians lidera com 20%, mas Flamengo avança para 18% em São Paulo.
Sul mostra equilíbrio, com Grêmio em 23% e Internacional em 18%, enquanto Flamengo e Corinthians empatam em 9%. Centro-Oeste favorece Atlético-MG com 15%, mas Flamengo atinge 22% na região. Essas disparidades regionais destacam a expansão nacional do líder, impulsionada por mídias digitais e transmissões amplas.
O recorte por idade revela maior adesão jovem ao Flamengo, com 24% entre 16-24 anos, contrastando com preferências mais velhas por clubes tradicionais no Sul.















