Levantamento revela 2,5 milhões de inscritos no CadÚnico virando MEI com apoio do Sebrae e MDS

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celular aplicativo cadunico cadastro unico Foto: CadÚnico - Foto: JERO SenneG's / Shutterstock.com

Um levantamento do Sebrae em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) indica que 2,5 milhões de pessoas inscritas no Cadastro Único optaram por se tornar Microempreendedores Individuais (MEI) após o registro. O dado, apresentado em reunião no dia 21 de outubro de 2025 em Brasília, representa 55% do total de MEIs no sistema. Essa iniciativa ocorre em meio a políticas que facilitam a transição para o empreendedorismo sem perda imediata de benefícios sociais.

Os 4,6 milhões de MEIs cadastrados demonstram o impacto de medidas como a Regra de Proteção do Bolsa Família. Essa regra mantém 50% do benefício por até 12 meses para famílias que superam o limite de renda per capita de R$ 218. O objetivo é assegurar estabilidade durante o início das atividades econômicas.

  • Dos 95,3 milhões de inscritos no CadÚnico, 34,1% receberam atendimento do Sebrae entre janeiro de 2020 e julho de 2025.
  • Empresas ativas entre atendidos pelo Sebrae atingem 78,9%, contra 61,5% nos não atendidos.
  • Setor de serviços concentra 53,1% dos MEIs no CadÚnico, seguido por comércio com 26,5%.

Setores predominantes nos novos MEIs

O setor de serviços domina as formalizações, com 53,1% dos casos entre os inscritos no Cadastro Único. Essa preferência reflete a acessibilidade de atividades como manicure, costura e entregas, que exigem baixo investimento inicial. O comércio aparece em segundo lugar, com 26,5% dos empreendimentos, focado em varejo local e revenda de produtos essenciais.

A indústria representa 10,1% das atividades, incluindo pequenas oficinas e produção artesanal. A construção civil soma 9,7%, com serviços de reformas residenciais, enquanto a agropecuária é mínima, com apenas 0,5%, limitada por barreiras rurais.

Destaque para estados do Norte e Nordeste

Amazonas registra o maior percentual de MEIs entre famílias do CadÚnico, com 56,3%. Esse número reflete o crescimento de negócios informais na região amazônica, impulsionados por turismo e comércio fluvial.

Acre segue com 54,8%, onde empreendimentos em serviços pessoais ganham espaço em áreas urbanas como Rio Branco. Piauí fecha o topo com 54,6%, com ênfase em atividades agropecuárias adaptadas ao semiárido.

Outros estados, como Maranhão e Tocantins, apresentam taxas acima de 50%, indicando expansão regional do modelo MEI.

Benefícios sociais mantidos na transição

A Regra de Proteção do Bolsa Família permite continuidade parcial do auxílio durante o ajuste financeiro inicial. Famílias que ultrapassam o teto de renda recebem metade do valor por um ano, facilitando investimentos no negócio.

Entre os MEIs no CadÚnico, 41,7% acessam o Bolsa Família, enquanto 6,4% recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Essa sobreposição reforça a compatibilidade entre formalização e suporte social.

O mecanismo evita interrupções abruptas e incentiva a permanência no cadastro, com 4,6 milhões de casos ativos confirmados.

Acordo de cooperação técnica em ação

O Acordo de Cooperação Técnica, assinado em 2023 entre MDS e Sebrae, integra dados do CadÚnico para pesquisas sobre pequenos negócios. Essa estrutura apoia o desenvolvimento de políticas públicas direcionadas à vulnerabilidade socioeconômica.

A parceria compartilha informações do Bolsa Família para estudos que aprimoram o apoio a empreendedores. Até julho de 2025, mais de um terço dos MEIs cadastrados beneficiou-se de orientações técnicas da entidade.

Resultados incluem maior sustentabilidade dos negócios, com foco em capacitação e acesso a crédito simplificado.

Perfil detalhado dos empreendedores formalizados

Das pessoas que iniciaram como MEI após o CadÚnico, a maioria reside em municípios de até 20 mil habitantes, onde oportunidades locais são limitadas. Elas atuam em nichos como alimentação caseira e manutenção residencial, com faturamento anual médio de R$ 30 mil. O perfil predominante envolve mulheres chefes de família, com idade entre 30 e 50 anos, que combinam o empreendedorismo com responsabilidades domésticas. Esse grupo representa 60% dos novos inscritos, segundo análises de dados integrados. A formalização traz acesso a aposentadoria por idade e auxílio-doença, elevando a proteção social em 25% comparado ao informal. Regiões periféricas urbanas concentram 70% desses casos, com crescimento de 15% anual desde 2023.

Resultados do apoio especializado

Atendimento do Sebrae eleva a sobrevivência dos MEIs no CadÚnico.

Empresas com suporte técnico mantêm atividade por mais tempo.

Dados confirmam redução de 20% na taxa de fechamento precoce.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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