Dólar hoje e mercado financeiro: cotação opera em queda para R$ 5,37 com Ibovespa em recorde de 147 mil pontos nesta terçaPor Bruna
Atualizado 5 min de leitura
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O mercado financeiro brasileiro registra movimentos positivos nesta terça-feira, 28 de outubro de 2025, impulsionados por expectativas de corte de juros nos Estados Unidos e alívio em tensões comerciais globais. O dólar comercial inicia o pregão em baixa, cotado a R$ 5,37 na abertura, após máxima de R$ 5,41 e mínima de R$ 5,36 registradas nas primeiras horas.
A Bolsa de Valores de São Paulo, representada pelo Ibovespa, avança 1,2% e atinge 147 mil pontos, renovando recordes históricos. Esse desempenho ocorre em meio a um volume negociado superior a R$ 15 bilhões, com destaque para ações de commodities e bancos.
O cenário reflete a influência de dados econômicos recentes, como o IPCA-15 abaixo do esperado, que reforça apostas em uma Selic mais baixa no Brasil. Investidores monitoram também a reunião do Federal Reserve, prevista para esta semana, que pode reduzir as taxas em 0,25 ponto percentual.
Cotação do dólar em foco
O dólar comercial apresenta variação negativa de 0,8% em relação ao fechamento anterior, operando a R$ 5,37. Essa queda acompanha o enfraquecimento da moeda norte-americana no exterior, onde o índice DXY recua 0,1%.
No mercado futuro, contratos para novembro indicam estabilidade em R$ 5,38, sinalizando continuidade da tendência descendente. Bancos como Itaú e Bradesco reportam maior demanda por proteção cambial entre exportadores.
Desempenho do Ibovespa e ações principais
O principal índice da B3 sobe 1,2% e alcança 147 mil pontos, impulsionado por blue chips. Ações da Vale avançam 2,1%, beneficiadas por preços estáveis do minério de ferro na China.
Petrobras registra ganho de 1,8% nas preferenciais, após relatório de produção acima das metas trimestrais. Bancos como Itaú Unibanco sobem 1,5%, com analistas destacando margens de crédito em expansão.
- Volume negociado na Vale: R$ 2,5 bilhões, maior da sessão.
- Petrobras PN: alta de 1,8%, volume de R$ 1,9 bilhão.
- Itaú: ganho de 1,5%, com foco em empréstimos corporativos.

Avanço das criptomoedas no dia
Bitcoin registra alta de 1,5% e supera US$ 120 mil, após máxima intradiária de US$ 120.800. Esse movimento segue influxos em ETFs nos Estados Unidos, que captaram US$ 500 milhões na véspera.
Ethereum avança 4% para US$ 4.169, impulsionado por atualizações na rede que melhoram a escalabilidade. Outras altcoins, como Solana, sobem 3,2% para US$ 250.
O mercado cripto totaliza US$ 3 trilhões em capitalização, com volume de transações diário acima de US$ 100 bilhões.
Movimentos no setor de commodities
Preços do petróleo Brent sobem 0,9% para US$ 85 por barril, apoiados por demanda asiática. No Brasil, isso beneficia exportadoras como a Petrobras, cujas ações reagem positivamente.
Minério de ferro mantém cotação em US$ 120 por tonelada, sustentando ganhos na Vale. Soja e milho registram leves altas na CBOT, com contratos futuros para dezembro em US$ 10,50 por bushel.
Exportações brasileiras de commodities somam US$ 25 bilhões em outubro até o momento, 5% acima do mês anterior.
Perspectivas para índices globais
O S&P 500 futuro indica abertura em alta de 0,5%, enquanto o Nasdaq avança 0,7% em pré-mercado. Esses ganhos refletem otimismo com balanços corporativos, como o da Netflix, esperado para esta semana.
Na Europa, o FTSE 100 sobe 0,4%, impulsionado por setor financeiro. Ásia encerra mista, com Nikkei em +0,6% após dados de exportação japoneses.
Dicas operacionais para investidores
Manter diversificação entre renda fixa e variável reduz exposição a volatilidades cambiais.
- Priorize títulos prefixados com vencimento em 2026, rendendo acima de 12% ao ano.
- Acompanhe ETFs de Ibovespa para exposição passiva ao índice.
- Em criptos, limite alocação a 5% do portfólio para mitigar riscos.
Relatórios de casas como XP Investimentos sugerem foco em setores de consumo essencial, com yield projetado de 8% em dividendos para 2026.
Análise de riscos no pregão
Volatilidade implícita no VIX permanece em 15 pontos, indicando apetite moderado por risco. No Brasil, o risco-país mede 180 pontos-base, estável após leilão de títulos soberanos.
Fatores como payroll americano, divulgado na sexta, podem alterar trajetórias. Bancos centrais monitoram inflação global em 3,2% anual.
Tendências em fundos e alocações
Fundos multimercado captam R$ 10 bilhões em outubro, com foco em estratégias macro. Fundos de ações brasileiras acumulam patrimônio de R$ 500 bilhões, alta de 15% no ano.
Investidores institucionais aumentam posições em small caps, que rendem 18% em 2025.
Estratégias para renda fixa atual
Tesouro Selic rende 0,9% ao mês, atrativo para liquidez imediata. CDBs de bancos médios oferecem 110% do CDI, com proteção do FGC até R$ 250 mil.
Debêntures incentivadas de infraestrutura pagam IPCA + 6%, isentas de IR para pessoas físicas.
Influências externas no mercado
Decisão do Fed na quarta-feira guia fluxos globais, com 96% de chance de corte de 0,25%. Conversas EUA-China sobre comércio aliviam pressões tarifárias.
No Brasil, Boletim Focus projeta Selic em 12,5% para fim de 2025, com PIB em 2,1%.
Fechamento parcial e projeções
Às 14h, Ibovespa consolida ganhos em 146.800 pontos, com giro de R$ 18 bilhões. Dólar testa R$ 5,35, mínimo do dia.
Analistas preveem fechamento positivo, com alvo em 148 mil pontos para o índice até novembro.







