Flamengo garante vaga na final da Libertadores 2025 após empate dramático com Racing na ArgentinaPor Thiago Lemos
Atualizado 4 min de leitura
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Flamengo assegurou sua vaga na grande final da Copa Libertadores da América de 2025 ao empatar em 0 a 0 com o Racing, na noite desta quarta-feira (29), no Estádio El Cilindro, em Avellaneda, Grande Buenos Aires. A classificação foi confirmada graças à vitória por 1 a 0 no jogo de ida, no Maracanã. Mesmo atuando com um jogador a menos por cerca de 40 minutos do segundo tempo, a equipe brasileira demonstrou resiliência, defendendo-se com organização para resistir à pressão argentina e carimbar seu passaporte para a decisão.
A final, a quarta do Flamengo em sete anos (desde 2019), será disputada no dia 29 de novembro, no Estádio Monumental de Lima, no Peru. O adversário sairá do confronto entre Palmeiras e LDU, que se enfrentam nesta quinta-feira (30), com ampla vantagem para os equatorianos, que venceram o jogo de ida por 3 a 0. O time rubro-negro, que busca seu terceiro título continental na história, celebrou uma classificação conquistada com foco tático e espírito de luta.
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Postura tática e chances desperdiçadas no primeiro tempo
O Racing, impulsionado pelo intenso apoio de sua torcida, iniciou a partida com marcação alta, buscando sufocar a saída de bola do time carioca. Contudo, o Flamengo não se intimidou e, com a volta de Léo Ortiz e a escolha por Plata mais centralizado no ataque móvel, conseguiu ter maior posse e criar as melhores chances. A estratégia de Filipe Luís, com jogadores como Carrascal, Arrascaeta e Luiz Araújo se movimentando bastante, rendeu oportunidades de finalização, mas o placar permaneceu inalterado.
Apesar da pressão ambiente, o time carioca conseguiu ser superior tecnicamente na primeira etapa.
- Carrascal, Varela e Arrascaeta arriscaram chutes perigosos.
- Luiz Araújo teve duas finalizações de fora da área que assustaram.
- A melhor chance do Racing foi uma cabeçada defendida por Rossi aos 11 minutos.
Reação argentina após expulsão e a defesa rubro-negra
A dinâmica do confronto mudou drasticamente aos 10 minutos do segundo tempo, quando o atacante Plata foi expulso após revidar com um tapa em Marcos Rojo, em um lance sem bola. Embora a atitude tenha sido considerada infantil, o cartão vermelho forçou o técnico Filipe Luís a realizar mudanças imediatas, sacrificando a criatividade de Arrascaeta e Carrascal por mais solidez defensiva, com as entradas de Danilo, Royal e Saúl.
Com um a menos em campo, o Flamengo recuou suas linhas e se dedicou à estratégia de sobrevivência, especialmente diante do ‘bombardeio aéreo’ do Racing, que explorou cruzamentos na área. A equipe argentina, no entanto, esbarrou na limitação técnica e na noite inspirada do sistema defensivo brasileiro.
Atuações decisivas de Rossi e Léo Pereira
Neste cenário de intensa pressão, o goleiro argentino Agustín Rossi e o zagueiro Léo Pereira se destacaram como pilares da classificação. Rossi, seguro em diversos momentos, fez defesas importantes e soube “esfriar” o ritmo do jogo nos momentos de maior ímpeto adversário. O camisa 1 demonstrou inteligência e reflexo, garantindo que a vantagem conquistada no Rio de Janeiro fosse mantida.
Léo Pereira, por sua vez, foi dominante nas disputas pelo alto, tirando inúmeras bolas cruzadas e neutralizando a principal aposta ofensiva do Racing. A atuação da defesa, reforçada também por Léo Ortiz, que se manteve firme mesmo sentindo o tornozelo, foi a chave para o resultado. O Flamengo suportou quase 40 bolas alçadas em sua área, demonstrando a “alma copeira” destacada por Filipe Luís após a partida.
Quarta final em sete anos consolida ambição
A classificação para a final de 2025 reforça a hegemonia do Flamengo na Libertadores nos últimos anos, marcando sua quarta decisão desde 2019, com dois títulos conquistados (2019 e 2022). O técnico Filipe Luís ressaltou que a vitória foi de um time “com alma, competitivo e aguerrido, que sabe jogar em qualquer circunstância e sabe jogar a Libertadores”.
Essa ambição dos jogadores multicampeões é apontada como fator crucial para o sucesso recente na competição. A equipe brasileira aguarda agora a definição do seu adversário para buscar mais um título continental.















