Gabigol avalia saída do Cruzeiro após reserva constante e reunião com diretoria em dezembroPor Carolina Costa
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O atacante Gabriel Barbosa, conhecido como Gabigol, considera deixar o Cruzeiro ao fim da temporada de 2025, em Belo Horizonte. A insatisfação surge da pouca utilização como titular sob o comando do técnico Leonardo Jardim. Uma reunião com a diretoria está agendada para dezembro, após o término do Campeonato Brasileiro. O jogador busca maior protagonismo em campo, conforme apurado nos bastidores do clube mineiro.
Gabigol chegou ao Cruzeiro em janeiro de 2025, com contrato até 2028 e salário mensal de R$ 2,4 milhões. Inicialmente visto como reforço principal, ele disputou 42 jogos, marcou 13 gols e deu 4 assistências. No entanto, mudanças táticas priorizaram Kaio Jorge, que lidera a artilharia da equipe com 22 gols.
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A diretoria, liderada por Pedro Lourenço, expressa desejo de manter o atleta. Lourenço afirmou que o clube está satisfeito com a contribuição de Gabigol e que a permanência depende do próprio jogador. Apesar disso, o atacante respeita as decisões de Jardim, mas demonstra desconforto com o papel de reserva.
Desempenho na temporada
Gabigol iniciou 2025 como titular absoluto e contribuiu com gols decisivos nos primeiros meses. A equipe mineira alcançou o 7º lugar no Brasileirão, com 47 pontos acumulados até novembro. No entanto, após a adoção de esquemas como 4-3-3 e 4-2-3-1, o atacante perdeu espaço para opções mais móveis.
O técnico português Leonardo Jardim elogiou o comportamento profissional de Gabigol nos treinos. Jardim destacou a boa convivência do jogador no grupo e seus princípios sólidos. Ainda assim, o treinador optou por variações ofensivas que favorecem transições rápidas, limitando minutos do camisa 9.
Em jogos recentes, como a vitória por 1 a 0 sobre o Grêmio, Gabigol entrou apenas aos 34 minutos do segundo tempo. Sua participação foi mínima, e ele evitou as comemorações coletivas, o que gerou debates internos.
Posição da diretoria
Pedro Lourenço, gestor da SAF do Cruzeiro, reforçou a confiança no atacante durante entrevista recente. O presidente enfatizou que o contrato até 2028 oferece estabilidade, mas admitiu que o futuro depende das negociações pós-temporada. Lourenço mencionou planos para ajustes no elenco, incluindo reforços no meio-campo.
O CEO Alexandre Mattos também comentou o caso, adotando tom cauteloso. Mattos recordou lições de negociações passadas, como a de Dudu em junho de 2025, para evitar anúncios prematuros. A diretoria avalia o impacto financeiro da possível saída, que liberaria recursos para contratações defensivas.
Internamente, líderes como Fabrício Bruno e Cássio atuam para mediar o vestiário. Os veteranos destacam a importância da coesão para disputas como as quartas de final da Copa do Brasil, onde o Cruzeiro inicia em duas semanas. A gestão prioriza a vaga direta na Libertadores, ausente desde 2019.
- Gabigol soma 13 gols em 42 partidas disputadas.
- Kaio Jorge lidera com 22 gols e atua como referência central.
- Salário do atacante chega a R$ 2,4 milhões mensais.
- Contrato vigente vai até dezembro de 2028.
Concorrência no ataque
Kaio Jorge emergiu como peça central no esquema de Jardim, com mobilidade e pressão alta. Contratado em maio de 2025 por R$ 41,5 milhões, o jovem de 22 anos acumula 14 gols no Brasileirão. Sua adaptação rápida contrastou com a de Gabigol, mais fixo na área.
Matheus Pereira complementa o setor com criações, somando assistências chave. O meia, em fim de contrato, não respondeu propostas de renovação, aumentando suspense no elenco. Outros nomes, como Rodriguinho e Bolasie, disputam vagas nas pontas, ampliando a rotação.
Gabigol, aos 29 anos, busca recuperar o ritmo de artilheiro visto no Flamengo. Lá, ele marcou 160 gols em 307 jogos e conquistou duas Libertadores. A transição para Belo Horizonte trouxe desafios de adaptação ao estilo coletivo mineiro.
A possível saída envolve opções como Santos, clube formador, ou ligas estrangeiras. No entanto, o Cruzeiro monitora sondagens para manter o equilíbrio orçamentário.
Opções para 2026
O atacante prioriza clubes que garantam titularidade regular. Propostas da Arábia Saudita circulam, mas Gabigol prefere o futebol brasileiro por enquanto. O Corinthians surge como interessado, dependendo de saídas como a de Depay.
No exterior, ligas como Turquia e Portugal oferecem visibilidade, mas com menor atratividade financeira. Gabigol consultou amigos sobre a vida em Belo Horizonte, mas o foco agora é na reta final do Brasileirão.
Uma suspensão por cartão amarelo pode forçar sua entrada em jogos decisivos. Com dois cartões, ele está pendurado, ao lado de William, Walace e outros. Essa oportunidade serve para demonstrar valor à diretoria.
O Cruzeiro planeja variações táticas, como deslocar Gabigol para a ponta direita. Isso liberaria Kaio Jorge para diagonais, ampliando o leque ofensivo de Jardim.
Rumores e reações
Especulações sobre rescisão ganharam força após o empate por 1 a 1 com o Mirassol, em agosto. Gabigol ficou no banco, apesar da necessidade de gols. Torcedores expressaram frustração nas redes, cobrando mais minutos para o reforço de peso.
O técnico rebateu críticas, defendendo a rotação para preservar o elenco. Jardim citou 50 finalizações de Gabigol na temporada, com 30 no alvo, como prova de envolvimento. A diretoria evita declarações definitivas até dezembro.
Pedro Lourenço descartou crise interna, mas admitiu que o desempenho final definirá o rumo. O presidente elogiou a liderança de veteranos no grupo, essencial para a meta de Libertadores.
Números em campo
Gabigol contribuiu com 11 gols em 30 jogos até o meio da temporada. Sua taxa de conversão caiu para 22%, abaixo da média de carreira. No Flamengo, ele atingia 30% em bolas na área, mas o Cruzeiro cria menos oportunidades assim.
Kaio Jorge, por outro lado, balançou as redes 22 vezes, liderando artilharia interna. A dupla soma 35 gols, base para a campanha no Brasileirão e Copa do Brasil. Assistências de Gabigol totalizam 4, com destaque em transições.
O time mineiro enfrenta seis pendurados, incluindo o atacante, no duelo contra o Internacional. Essa partida pode ser pivotal para sua sequência. Estatísticas mostram que o Cruzeiro tem 47% de posse média, favorecendo contra-ataques onde Gabigol rende mais.















