Marina Ruy Barbosa nega contato com Suzane von Richthofen na preparação para TremembéPor Beatriz
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Marina Ruy Barbosa, de 30 anos, interpretou Suzane von Richthofen na série Tremembé, produção do Prime Video lançada em 31 de outubro de 2025. A atriz revelou, em entrevista durante evento de moda no Rio de Janeiro, que não manteve contato com a condenada pelo assassinato dos pais em 2002. O encontro nunca integrou o processo de criação da personagem, que foca no cotidiano da Penitenciária de Tremembé.
A série, dirigida por Vera Egito, baseia-se em livros de Ulisses Campbell e retrata a rotina de detentos notórios na unidade paulista. Marina enfatizou que a produção evita romantizar os crimes, priorizando reflexões sobre o sistema prisional. O diálogo ocorreu com repórter em 6 de novembro de 2025, no Jardim Botânico.
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Os cinco episódios, com duração total de cerca de 4 horas, já lideram o ranking de audiência no Prime Video no Brasil. A escolha de Marina marca sua primeira grande produção após 20 anos na Globo.
- Base de pesquisa: livros como “Suzane: Assassina e Manipuladora” e materiais online.
- Equipe criativa: roteiro de Campbell, Egito, Juliana Rosenthal e outros.
- Foco narrativo: interações reais entre detentos, sem licenças excessivas.
Preparação sem encontro direto
Marina Ruy Barbosa optou por uma abordagem independente para compor Suzane. Ela acessou documentos públicos e relatos jornalísticos, sem buscar interação pessoal. Essa decisão manteve o processo criativo separado da realidade da condenada.
A atriz destacou que conteúdos disponíveis, incluindo autos processuais, bastaram para a construção. A produção Paranoid, em parceria com Amazon MGM Studios, recriou o presídio com base em visitas e fotos reais.
Características da série Tremembé
Tremembé explora o dia a dia na Penitenciária Doutor José Augusto César Salgado, a 172 km de São Paulo. A narrativa mistura drama e true crime, com diálogos inspirados em depoimentos. A direção de Vera Egito garante fidelidade aos fatos, sem glamourizar os eventos.
O elenco inclui Felipe Simas como Daniel Cravinhos e Carol Garcia como Elize Matsunaga. Gravações ocorreram no segundo semestre de 2024, com revisão jurídica para evitar contestações.
A série levanta questões sobre penas e mídia, mas evita julgamentos. Crimes como o de Richthofen continuam em debate, com audiências altas desde a estreia.
Privilégios na unidade prisional
A Penitenciária de Tremembé difere de outras por abrigar detentos de alto perfil. Presos têm acesso a oficinas, biblioteca e campo de futebol, sob supervisão da Fundação Prof. Essa estrutura visa proteção contra riscos em unidades comuns.
Marina observou que o local oferece condições diferenciadas, como máquinas de costura para trabalhos manuais. No entanto, refeições ocorrem nas celas, e banho de sol é diário.
O governo de São Paulo planeja transferências para Potim, alterando o perfil da P2 para semiaberto. Isso pode dispersar os “famosos” em 2026.
Elenco e inspirações reais
Personagens baseiam-se em investigações de Campbell, com ajustes na cronologia para ritmo narrativo. Marina evitou curiosidade pessoal por Suzane, focando em camadas humanas da figura.
Bianca Comparato interpreta Anna Carolina Jatobá, consultando psiquiatras do caso Nardoni. Letícia Rodrigues vive Sandrão, detenta envolvida em relacionamentos no presídio.
A produção registrou picos de visualizações em novembro de 2025, superando estreias nacionais do Prime Video.
Presos notórios retratados
Vários detentos marcaram a história de Tremembé. Roger Abdelmassih, condenado a 181 anos por estupros, permanece isolado com problemas de saúde. Robinho cumpre nove anos por estupro coletivo.
Lindemberg Alves, por 39 anos no caso Eloá, tem saídas temporárias após revogações. Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá estão em condicional.
- Cristian Cravinhos: romance com detento confirmado.
- Elize Matsunaga: transferência após rebelião em Ribeirão Preto.
- Daniel Cravinhos: liberdade condicional recente.
Reflexos no sistema carcerário
Tremembé destaca dinâmicas como brigas e alianças, baseadas em relatos. A unidade masculina P1 e feminina P1 abrigam perfis variados, com reestruturações em curso.
Marina acredita que a série promove diálogos sobre crimes recorrentes. Audiência reflete interesse por true crime no Brasil.
A produção evoca o massacre de Carandiru em 1992, que influenciou a criação do local.
Marina Ruy Barbosa concluiu que materiais abundantes permitiram uma personagem autêntica, sem necessidade de contato. Tremembé, com sua abordagem factual, soma 4 horas de conteúdo que integra jornalismo e ficção, alcançando o topo das plataformas em novembro de 2025, e reforça o escrutínio sobre o encarceramento de figuras públicas no país, onde apenas poucos, como Abdelmassih e Alves, mantêm-se confinados, enquanto outros progrediram regimes, ilustrando as variações no cumprimento de penas que vão de 9 a 181 anos, e debates sobre privilégios em unidades como essa, localizada no Vale do Paraíba e sujeita a mudanças governamentais para redistribuição de detentos.















