Seleção brasileira empata por 1 a 1 com a Tunísia nesta terça-feira (18) em Lille, na França, e encerra a última data Fifa de 2025. O resultado mantém o saldo positivo do período, que começou com vitória por 1 a 0 sobre Senegal. Sob comando de Carlo Ancelotti, o time demonstrou evolução na ideia de jogo, mas deixou dúvidas em posições-chave da defesa e do ataque.
O técnico italiano realizou menos alterações no time titular entre os dois jogos – apenas três trocas – e consolidou o esquema 4-2-4 como base principal. A equipe apresentou maior organização em relação aos meses anteriores, embora tenha oscilado no segundo tempo contra os tunisianos.
Esquema 4-2-4 consolida preferência
O modelo com quatro atacantes permite explorar a velocidade de jogadores como Estêvão e Raphinha, quando este estiver disponível. A formação prioriza transições rápidas e movimentação constante no setor ofensivo.
Sem um armador clássico, Ancelotti opta pela verticalidade para criar oportunidades. O sistema funcionou melhor contra Senegal, quando o Brasil encontrou espaços para contra-ataques.
Laterais seguem como principal dor de cabeça
A lateral-direita continua sem dono fixo. Wesley falhou no gol tunisiano e saiu no intervalo, enquanto Éder Militão atuou improvisado na posição em parte dos jogos.
Ancelotti testou Paulo Henrique, Vanderson e Vitinho ao longo do ano sem convencer totalmente. Danilo mantém espaço pela versatilidade, apesar de não ser especialista.
Na esquerda, Caio Henrique estreou como titular e cumpriu tabela defensiva, mas não se destacou. Alex Sandro passou em branco no primeiro amistoso, e Douglas Santos aparece como opção mais testada até o momento.
Ataque tem concorrência saudável e falta de centroavante fixo
Estêvão consolidou vaga com atuações decisivas e dificulta qualquer mudança no quarteto. O jovem atacante marcou contra Tunísia e mostrou repertório completo.
Vitor Roque entrou bem, sofreu pênalti, mas não carimbou lugar como referência. Pedro, Igor Jesus e Richarlison seguem na disputa pela camisa 9.
A volta de Raphinha, melhor brasileiro na Europa na última temporada, reacende debate sobre quem sai do time. Neymar permanece como incógnita até a convocação final para a Copa do Mundo de 2026.
Goleiros reservam atenção especial
Ederson não sofreu gols contra Senegal, porém errou passes com os pés em lances perigosos. Bento mostrou insegurança no duelo seguinte e não transmitiu confiança.
A posição de reserva ainda não tem titular absoluto definido. A sete meses do Mundial, o posto exige definição rápida.
Saldo final da data Fifa
O Brasil encerra 2025 mais estruturado do que iniciou o ano. A ideia de jogo ganhou contornos claros com Ancelotti, e o grupo demonstra maior entrosamento.
- Vitória por 1 a 0 sobre Senegal
- Empate por 1 a 1 com Tunísia
- Menos oscilação em relação a datas anteriores
- Esquema 4-2-4 como base principal
- Dúvidas concentradas em laterais e centroavante
A seleção retoma atividades apenas em março de 2026, já no ano da Copa do Mundo.
