Ancelotti encerra 2025 com ideia de jogo definida, mas laterais e camisa 9 seguem indefinidos

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Carlo Ancelotti Foto: Carlo Ancelotti - Rafael Ribeiro / CBF

Seleção brasileira empata por 1 a 1 com a Tunísia nesta terça-feira (18) em Lille, na França, e encerra a última data Fifa de 2025. O resultado mantém o saldo positivo do período, que começou com vitória por 1 a 0 sobre Senegal. Sob comando de Carlo Ancelotti, o time demonstrou evolução na ideia de jogo, mas deixou dúvidas em posições-chave da defesa e do ataque.

O técnico italiano realizou menos alterações no time titular entre os dois jogos – apenas três trocas – e consolidou o esquema 4-2-4 como base principal. A equipe apresentou maior organização em relação aos meses anteriores, embora tenha oscilado no segundo tempo contra os tunisianos.

Esquema 4-2-4 consolida preferência

O modelo com quatro atacantes permite explorar a velocidade de jogadores como Estêvão e Raphinha, quando este estiver disponível. A formação prioriza transições rápidas e movimentação constante no setor ofensivo.

Sem um armador clássico, Ancelotti opta pela verticalidade para criar oportunidades. O sistema funcionou melhor contra Senegal, quando o Brasil encontrou espaços para contra-ataques.

Laterais seguem como principal dor de cabeça

A lateral-direita continua sem dono fixo. Wesley falhou no gol tunisiano e saiu no intervalo, enquanto Éder Militão atuou improvisado na posição em parte dos jogos.

Ancelotti testou Paulo Henrique, Vanderson e Vitinho ao longo do ano sem convencer totalmente. Danilo mantém espaço pela versatilidade, apesar de não ser especialista.

Na esquerda, Caio Henrique estreou como titular e cumpriu tabela defensiva, mas não se destacou. Alex Sandro passou em branco no primeiro amistoso, e Douglas Santos aparece como opção mais testada até o momento.

Ataque tem concorrência saudável e falta de centroavante fixo

Estêvão consolidou vaga com atuações decisivas e dificulta qualquer mudança no quarteto. O jovem atacante marcou contra Tunísia e mostrou repertório completo.

Vitor Roque entrou bem, sofreu pênalti, mas não carimbou lugar como referência. Pedro, Igor Jesus e Richarlison seguem na disputa pela camisa 9.

A volta de Raphinha, melhor brasileiro na Europa na última temporada, reacende debate sobre quem sai do time. Neymar permanece como incógnita até a convocação final para a Copa do Mundo de 2026.

Goleiros reservam atenção especial

Ederson não sofreu gols contra Senegal, porém errou passes com os pés em lances perigosos. Bento mostrou insegurança no duelo seguinte e não transmitiu confiança.

A posição de reserva ainda não tem titular absoluto definido. A sete meses do Mundial, o posto exige definição rápida.

Saldo final da data Fifa

O Brasil encerra 2025 mais estruturado do que iniciou o ano. A ideia de jogo ganhou contornos claros com Ancelotti, e o grupo demonstra maior entrosamento.

  • Vitória por 1 a 0 sobre Senegal
  • Empate por 1 a 1 com Tunísia
  • Menos oscilação em relação a datas anteriores
  • Esquema 4-2-4 como base principal
  • Dúvidas concentradas em laterais e centroavante

A seleção retoma atividades apenas em março de 2026, já no ano da Copa do Mundo.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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