Hulk, camisa 7 do Atlético-MG, disputa neste sábado a décima final com o clube mineiro. O confronto ocorre contra o Lanús, pela decisão da Copa Sul-Americana, no Estádio Defensores del Chaco, em Assunção, no Paraguai, às 17h de Brasília. O atacante busca o primeiro título internacional desde que chegou ao Galo, em 2021, após carreira consolidada na Europa e Ásia. A partida marca o ápice de uma trajetória com sete conquistas nacionais.
O Galo eliminou o Independiente del Valle nas semifinais, com placar agregado de 4 a 2. Hulk contribuiu com gols na campanha, somando quatro na competição. O Lanús, por sua vez, superou a Universidad de Chile por 3 a 2 no agregado.
A final única segue formato adotado pela Conmebol desde 2019. O vencedor garante vaga na Libertadores de 2026 e na Recopa Sul-Americana de 2027.
Negociação que mudou o rumo do Galo
Rodrigo Caetano, ex-diretor de futebol do Atlético-MG, foi peça-chave na contratação de Hulk. Em 2021, o clube apresentou projeto ambicioso que atraiu o atacante, apesar de propostas de outros times brasileiros.
Marisa Alija, advogada e representante do jogador, destacou a busca por protagonismo. “Queríamos uma equipe onde ele pudesse mostrar o futebol e ser referência”, relatou. A negociação durou semanas, com foco em minutos em campo e estrutura.
O acerto ocorreu em janeiro de 2021. Hulk assinou por duas temporadas, com opção de extensão. A estreia veio em fevereiro, contra o Atlético-GO, pelo Mineiro, marcando o início de uma era vitoriosa.
Primeiros passos e conquistas nacionais
Hulk estreou com assistência na vitória por 4 a 0 sobre o Patrocinense, pelo Mineiro. Em abril, marcou dois gols contra o América de Cali, na Libertadores, sinalizando adaptação rápida.
No primeiro ano, o Galo venceu o Mineiro, o Brasileiro e a Copa do Brasil. Hulk foi artilheiro nas três competições, com 36 gols no total em 2021. A Tríplice Coroa quebrou jejum de 50 anos sem o nacional de pontos corridos.
Em 2022, veio a Supercopa do Brasil e outro Mineiro. O atacante somou mais 19 gols, consolidando hegemonia estadual. Lesões pontuais não impediram o ritmo.
Finais mineiras e domínio regional
O Atlético-MG ergueu o Mineiro em 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025. Hulk marcou em todas as decisões, com destaque para o hexa em março deste ano, contra o América, onde foi artilheiro com sete gols.
- Vitória por 2 a 0 na final de 2021, com gol de Hulk.
- 3 a 1 em 2022, após prorrogação.
- 2 a 0 em 2023, com domínio total.
- 1 a 0 em 2024, gol decisivo do camisa 7.
- Hexa em 2025, 2 a 1, com doblete na semifinal.
Esses títulos representam hegemonia inédita desde os anos 1970. O Galo não perdia o estadual há seis edições.
A sequência incluiu clássicos intensos, como contra o Cruzeiro, onde Hulk brilhou em 2025 com dois gols na fase inicial.
Frustrações na Libertadores e recuperação
O sonho internacional adiou em 2022, com queda nas quartas para o Palmeiras. Hulk marcou 16 gols na Libertadores pelo Galo, recorde do clube. Em 2023, eliminação nas oitavas, novamente para o alviverde.
Na final de 2024, derrota para o Botafogo por 1 a 0, apesar de jogar com um a menos. Hulk levou uma semana para superar o revés, segundo sua representante.
- Semifinal 2021: eliminação para o Palmeiras.
- Quartas 2022: revés por 4 a 1 no agregado.
- Oitavas 2023: 2 a 1 no jogo de volta.
Em 2025, o foco mudou para a Sul-Americana. Hulk recuperou forma, com 20 gols na temporada, incluindo quatro no torneio.
O técnico Jorge Sampaoli elogiou a evolução. “Estamos recuperando sua melhor versão, próximo do gol”, afirmou. A instabilidade inicial do ano deu lugar a consistência.
Bastidores da 10ª final e visão de ídolos
Diego Tardelli, ex-jogador do Galo, defendeu a titularidade de Hulk. “Sua presença muda o ambiente”, disse à ESPN. O ídolo marcou na Recopa de 2014 contra o Lanús.
Rodrigo Caetano, agora na CBF, classificou Hulk entre os três maiores ídolos do clube. “Fruto de profissionalismo e caráter”, elogiou. A amizade persiste, com torcida mútua pela taça.
Hulk vibra pelo coletivo, segundo Marisa Alija. “Ele vê o copo meio cheio e motiva companheiros”. Na pré-temporada, treinou extras para a final.
O Lanús busca o bi da Sul-Americana, conquistado em 2013 sobre a Ponte Preta. Times se enfrentaram três vezes antes, com vantagem mineira na Recopa de 2014.
- 1997: Copa Conmebol, Galo venceu por 4 a 1 no agregado.
- 2014: Recopa, 3 a 2 e 2 a 0 para o Atlético.
- Histórico total: três vitórias mineiras, um empate.
A final ocorre em campo neutro, com ingressos esgotados. Árbitro é Piero Maza, equatoriano com experiência em jogos sul-americanos.
