Ex-BBB Harumi Ishihara lamenta morte de Jimmy Cliff, com quem namorou nos anos 80 na JamaicaPor Carolina Costa
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Jimmy Cliff, lenda jamaicana do reggae, morreu nesta segunda-feira, 24 de novembro de 2025, aos 81 anos, vítima de uma convulsão seguida de pneumonia. A notícia foi confirmada pela esposa do cantor, Latifa Chambers, em postagem nas redes sociais. O artista, conhecido por hits como “You Can Get It If You Really Want” e “The Harder They Come”, influenciou gerações com sua música e atuação no cinema.
A família de Cliff expressou gratidão aos fãs e colaboradores que acompanharam sua carreira de sete décadas. O cantor, nascido James Chambers em 1944 na Jamaica, popularizou o reggae globalmente por meio de álbuns premiados com Grammy e o filme cult de 1972. Sua morte ocorre em um momento em que o gênero continua a ecoar em produções internacionais.
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Harumi Ishihara, jornalista brasileira de 73 anos e ex-participante do Big Brother Brasil 16, manifestou luto pelo ex-namorado. Em publicação no Instagram, ela escreveu: “Uma grande paixão. Descanse em paz. Give thanks. Love & peace”. O relacionamento entre os dois durou cerca de dois anos, nos anos 1980, e incluiu uma temporada na Jamaica.
Encontro que mudou trajetórias
O romance começou em 1980, durante coletiva de imprensa no Brasil. Harumi, então repórter, cobria a turnê de Jimmy Cliff ao lado de Gilberto Gil. Uma conversa inicial gerou conexão imediata, levando a um namoro que transcendeu fronteiras.
Ela descreveu o momento à produção do BBB como uma atração forte, sem misturar trabalho e vida pessoal. Ambos consultaram seus respectivos companheiros na época: Cliff estava casado, com a esposa grávida, e Harumi tinha um namorado em São Paulo. O casal manteve o relacionamento de forma aberta e consensual.
A paixão resultou em experiências compartilhadas, como a mudança temporária de Harumi para a Jamaica. Lá, ela conviveu com o cotidiano do cantor, imersa na cultura local que inspirava suas composições.
Legado musical de Cliff no mundo
Jimmy Cliff surgiu na cena musical aos 14 anos, com o single “Hurricane Hattie”. Em 1962, mudou-se para Kingston e adotou o nome artístico, assinando com a Island Records em 1964. Sua ida a Londres ampliou o alcance, incorporando soul e rhythm and blues ao reggae.
O filme “The Harder They Come”, de 1972, marcou sua estreia como ator e elevou o gênero a cult internacional. A trilha sonora vendeu milhões, com faixas como “Many Rivers to Cross” e “Sitting in Limbo”. Cliff ganhou um Grammy em 2010 e foi introduzido ao Rock and Roll Hall of Fame no mesmo ano.
Colaborações com artistas como Paul Simon e Rolling Stones reforçaram sua influência. Seus álbuns, como “Rebirth” de 2012, mantiveram produção ativa até os anos recentes.
- Hits principais: “I Can See Clearly Now”, “Wonderful World, Beautiful People”.
- Prêmios: Grammy de melhor álbum de reggae em 2010 por “Rebirth”.
- Filmes: Aparições em “Club Paradise” (1986) e “Marked for Death” (1990).
O primeiro-ministro jamaicano, Andrew Holness, destacou Cliff como “gigante cultural” que levou a essência da nação ao mundo.
Conexão brasileira com o reggae pioneiro
Harumi Ishihara integrou o clipe “We All Are One”, gravado por Cliff no Rio de Janeiro em 1983. A participação reflete o intercâmbio cultural entre Brasil e Jamaica nos anos 1980, impulsionado por turnês e festivais.
Como jornalista, Harumi cobriu eventos musicais que aproximaram os países. Seu episódio no BBB 16, em 2016, trouxe à tona histórias pessoais, incluindo o namoro, atraindo atenção para o reggae no Brasil.
O relacionamento terminou amigavelmente, mas deixou memórias afetivas. Harumi, eliminada na primeira semana do reality, usou o espaço para compartilhar trajetórias de superação e conexões globais.
A notícia da morte de Cliff gerou repercussão em portais brasileiros, com fãs relembrando shows no país. Turnês com Gil nos anos 1970 e 1980 fortaleceram laços, com álbuns gravados localmente como “Jimmy Cliff in Brazil”.
Homenagens globais ao ícone jamaicano
A morte de Jimmy Cliff provocou tributos imediatos de artistas e autoridades. Wyclef Jean, dos Fugees, recordou a inspiração na juventude haitiana. O primeiro-ministro Holness enfatizou o papel de Cliff na narrativa jamaicana.
Fãs em redes sociais compartilharam faixas clássicas, destacando mensagens de perseverança. O álbum “The Harder They Come” continua referência para estudos sobre reggae e cinema.
Cliff explorou espiritualidade muçulmana em viagens à África nos anos 1970, influenciando letras sobre luta e esperança. Seus trabalhos tardios, como colaborações com Bruce Springsteen, mostram vitalidade criativa.
Em Jamaica, cerimônias fúnebres planejam honras nacionais. A família agradeceu o apoio global, afirmando que o legado de Cliff perdura na música.
Presença de Harumi na mídia pós-BBB
Após o Big Brother Brasil 16, Harumi manteve carreira jornalística ativa. Entrevistas revelaram detalhes do romance com Cliff, incluindo a decisão de morar na Jamaica por dois anos.
Ela posou nua nos anos 1970 para publicações, marcando fase ousada na profissão. No reality, destacou-se por discursos sobre empoderamento feminino e diversidade.
Amigos de Harumi comentaram sua resiliência em postagens recentes. A homenagem a Cliff reforça laços com o reggae, gênero que ganhou espaço no Brasil via artistas como Ed Motta.
O episódio conecta gerações, com jovens descobrindo Cliff por meio de histórias como a de Harumi.
Influência duradoura do reggae jamaicano
O reggae, impulsionado por Cliff, alcançou status UNESCO em 2018 como patrimônio imaterial. Suas composições abordam temas sociais, de pobreza a direitos humanos.
Cliff atuou em poucos filmes, priorizando música. “The Harder They Come” inspirou documentários e remakes, mantendo relevância.
Álbuns como “Hard Road to Travel” (1968) misturaram ska e soul, pavimentando para Bob Marley. Vendas globais superam 20 milhões de cópias.
- Contribuições chave: Tema de “Cocktail” (1988) com “The Harder They Come”.
- Reconhecimentos: Ordem do Mérito da Jamaica, maior honra cultural.
Sua partida fecha ciclo de pioneiros, mas faixas eternizam o som.















