Banhistas escorregam e carros atolam em bolsão de lama na maior praia do BrasilPor Beatriz
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Um trecho de aproximadamente dois quilômetros da Praia do Cassino, em Rio Grande, no Sul do Rio Grande do Sul, está interditado desde a última semana por causa de grande acúmulo de lama. A área recebeu barreiras de areia e proibição de banho e circulação de veículos. O fenômeno ocorre às vésperas da temporada de verão, quando o movimento de turistas aumenta significativamente.
A interdição abrange região próxima ao balneário e atinge banhistas, ambulantes e motoristas que utilizam a faixa de areia. Frequentadores relatam quedas de idosos e crianças ao escorregar na superfície instável. Veículos também ficam presos com frequência.
Área interditada recebe barreiras físicas
Autoridades locais montaram barreiras de areia para delimitar o trecho afetado. Placas indicam a proibição de banho e tráfego de veículos na região comprometida.
O bloqueio abrange cerca de dois quilômetros entre os postos de salvamento habituais. A medida visa evitar acidentes até que a lama seja dispersa naturalmente pelas correntes.
Comerciantes temem prejuízo na temporada
A alta temporada de verão representa o principal período de faturamento para estabelecimentos e ambulantes da orla. A interdição parcial da praia reduz o fluxo de clientes na área mais movimentada.
Estudantes e trabalhadores informais que atuam no local apontam queda imediata nas vendas. A expectativa é de recuperação apenas após a limpeza natural do trecho.

Banhistas relatam quedas e dificuldades
Frequentadores habituais observam aumento de incidentes no local. Pessoas escorregam ao pisar na camada de lama que cobre a areia firme.
Crianças e idosos figuram entre os mais afetados pelas quedas. Carros que tentam atravessar o trecho acabam atolados, exigindo auxílio para desprendimento.
Fenômeno ocorre por transporte natural de sedimentos
O acúmulo resulta do transporte de sedimentos da Lagoa dos Patos para o oceano. Tempestades fortes deslocam o material depositado próximo à costa.
Especialistas da Universidade Federal do Rio Grande monitoram o processo continuamente. O volume diário de sedimentos lançado pela lagoa chega a toneladas em períodos de maior agitação.
A dispersão depende de novas condições meteorológicas e marítimas. Não há intervenção humana planejada para acelerar o processo.
Dragagem na região não provoca o acúmulo
Operações de dragagem no canal de acesso ao porto são realizadas regularmente na área. A atividade mantém a navegabilidade para navios de grande porte.
Técnicos descartam relação entre a draga e o bolsão de lama na praia. O equipamento segue rota monitorada até o ponto autorizado de descarte.
A Portos RS acompanha o comportamento do depósito de sedimentos. Todas as operações respeitam os locais previamente definidos para lançamento do material.
Características da maior praia brasileira
A Praia do Cassino integra a maior faixa contínua de areia do mundo, com 218 quilômetros de extensão. O trecho vai do molhe de Rio Grande até a barra do Chuí, na fronteira com o Uruguai.
A praia recebe diferentes nomes ao longo do trajeto, como Hermenegildo em Santa Vitória do Palmar. Apesar das denominações locais, trata-se de uma única extensão ininterrupta.
- Extensão total: aproximadamente 218 km
- Localização: litoral sul do Rio Grande do Sul
- Trecho atual afetado: cerca de 2 km na área do Cassino
- Causa principal: transporte natural de sedimentos da Lagoa dos Patos
A situação permanece monitorada pelas autoridades ambientais e marítimas do estado.







