Ibovespa rompe barreira dos 160 mil pontos e atinge novo recorde histórico nesta terçaPor Bruna
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O principal índice da B3 encerrou o pregão desta terça-feira (2) em forte alta de 1,37%, aos 160.778,90 pontos, marcando o maior nível já registrado. O movimento refletiu o otimismo dos investidores com sinais de melhora no cenário fiscal brasileiro e o acompanhamento do viés positivo das bolsas americanas. O giro financeiro alcançou R$ 22,8 bilhões, acima da média recente.
O dólar comercial terminou o dia em baixa de 0,54%, cotado a R$ 5,329, enquanto os contratos de juros futuros operaram com leves quedas na ponta longa, indicando apostas em controle inflacionário.
- Ibovespa: +1,37% (160.778,90 pontos)
- Dólar comercial: –0,54% (R$ 5,329)
- Volume negociado: R$ 22,8 bilhões
Fatores que impulsionaram o recorde consecutivo
Pesquisas recentes apontaram aumento na rejeição ao governo atual e declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre possível candidatura em 2026. Esses elementos alimentaram expectativas de maior disciplina fiscal em um eventual novo governo. Analistas destacaram que o mercado precifica redução nas curvas de juros futuras com eventual mudança de rumo na política econômica.
Bancos registraram ganhos expressivos no pregão. Itaú Unibanco (ITUB4) subiu 1,91%, Banco do Brasil (BBAS3) avançou 1,72% e Bradesco (BBDC4) teve alta de 0,96%. O setor financeiro respondeu por parte relevante do impulso positivo do índice.

Destaques setoriais no pregão
Vale (VALE3) terminou com valorização de 0,49%, cotada a R$ 68,25, após apresentar guidance de produção de minério de ferro entre 335 milhões e 345 milhões de toneladas para 2026. A empresa realizou o Vale Day em Londres e reforçou foco em metais básicos, como cobre e níquel.
Petrobras operou de forma mista, com PETR4 em alta de 0,06% e PETR3 em baixa de 0,03%. Executivos da estatal projetaram aumento de 400 mil barris diários na capacidade de refino até 2030.
Locadoras de veículos também se destacaram positivamente:
- Localiza (RENT3): +3,55%
- Movida (MOVI3): +3,62%
- CVC (CVCB3): +6,63% (maior alta do índice)
Exterior favorece apetite por risco
Wall Street encerrou o dia em território positivo, sustentada por apostas quase unânimes de corte de 25 pontos-base na taxa de juros do Federal Reserve na reunião de dezembro. O Nasdaq avançou 0,48%, o S&P 500 subiu 0,13% e o Dow Jones ganhou 0,24%.
O índice de volatilidade VIX recuou 2,49%, para 16,81 pontos, sinalizando menor percepção de risco global. Dados fracos da indústria americana reforçaram a probabilidade de 87% de redução dos juros na próxima semana.
Produção industrial e dados internos
O IBGE divulgou que a produção industrial brasileira cresceu apenas 0,1% em outubro na comparação com setembro, ficando abaixo das expectativas de 0,4%. Na comparação anual, houve recuo de 0,5%. O resultado reforçou apostas de início do ciclo de corte da Selic em janeiro de 2026.
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou projeto que eleva gradualmente a tributação de casas de apostas online e fintechs. O texto segue agora para a Câmara dos Deputados.
Perspectivas para os próximos pregões
Analistas do JPMorgan mantiveram projeção de Ibovespa em 190 mil pontos ao fim de 2026, mas destacaram cenários binários dependendo do resultado das eleições presidenciais. No cenário otimista, o índice poderia alcançar 230 mil pontos; no pessimista, recuaria a 120 mil pontos.
O mercado segue monitorando declarações políticas e os próximos indicadores de atividade, além do comportamento das commodities. Minério de ferro e petróleo apresentaram variações moderadas no mercado internacional.
O Ibovespa acumula valorização superior a 18% em 2025 e consolida posição entre os índices de melhor desempenho global no período. O patamar acima dos 160 mil pontos representa novo marco psicológico para investidores institucionais e pessoa física.







