Grupos da Copa do Mundo 2026 são sorteados hoje em Washington com Brasil no pote 1 e 12 chaves

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Troféu Copa do Mundo 2026 Foto: Troféu Copa do Mundo 2026 - X.com/ FIFA World Cup

A FIFA realiza o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026 nesta sexta-feira, 5 de dezembro, no Kennedy Center, em Washington, capital dos Estados Unidos. O evento tem início às 12h no horário local da Costa Leste dos EUA (12h ET / 9h PT) e às 14h no horário de Brasília. A cerimônia define as 12 chaves com quatro equipes cada, reunindo 48 seleções classificadas ou em repescagem. O torneio será disputado entre 11 de junho e 19 de julho de 2026 nos Estados Unidos, Canadá e México.

Representantes de 41 seleções já classificadas participam do sorteio, que utiliza quatro potes baseados no ranking da FIFA atualizado em novembro de 2025. Os três países-sede, México, Canadá e Estados Unidos, ocupam posições fixas nos grupos A, B e D, respectivamente. A transmissão ao vivo acontece pela Globo, SBT, Sportv, ge.tv, CazéTV e FIFA+, permitindo acesso amplo ao público.

O procedimento garante equilíbrio entre as equipes, com restrições para evitar confrontos precoces entre as quatro melhores ranqueadas: Espanha, Argentina, França e Inglaterra. Essas seleções serão distribuídas em quadrantes opostos, adiando possíveis duelos até as semifinais, caso avancem como líderes de seus grupos.

Composição dos potes para o sorteio

Os potes foram divulgados pela FIFA na semana anterior ao evento, com base no ranking mundial. Cada grupo receberá uma equipe de cada pote, exceto para seleções europeias, limitadas a no máximo duas por chave.

  • Pote 1: Canadá, México, Estados Unidos, Espanha, Argentina, França, Inglaterra, Brasil, Portugal, Holanda, Bélgica e Alemanha.
  • Pote 2: Croácia, Marrocos, Colômbia, Uruguai, Suíça, Japão, Senegal, Irã, Coreia do Sul, Equador, Áustria e Austrália.
  • Pote 3: Noruega, Panamá, Egito, Argélia, Escócia, Paraguai, Tunísia, Costa do Marfim, Uzbequistão, Catar, Arábia Saudita e África do Sul.
  • Pote 4: Jordânia, Cabo Verde, Gana, Curaçao, Haiti, Nova Zelândia, além de placeholders para as repescagens europeias A, B, C e D, e intercontinentais 1 e 2.

Essa divisão promove diversidade geográfica e técnica, com 16 vagas para a Europa, 9 para a América do Sul e distribuições semelhantes para outras confederações.

Procedimento detalhado do evento

A cerimônia inicia com o sorteio do pote 1, onde as bolas coloridas dos anfitriões são direcionadas para suas posições pré-definidas: México em A1 com bola verde, Canadá em B1 com bola vermelha e Estados Unidos em D1 com bola azul. As demais nove equipes do pote, em bolas brancas, são alocadas sequencialmente nos grupos restantes.

Prossegue-se com os potes 2, 3 e 4, sorteando uma equipe por grupo em ordem alfabética de A a L. Um sistema computacional da FIFA monitora restrições continentais para evitar deadlocks, garantindo que cada chave tenha no máximo uma seleção por confederação, exceto UEFA.

O processo dura cerca de 45 minutos dentro de um show de 90 minutos, que inclui apresentações musicais de artistas como Andrea Bocelli e Robbie Williams. Equipes das repescagens, definidas em março de 2026, serão integradas posteriormente sem alterar os grupos.

A FIFA enfatiza que o sorteio não define posições dentro dos grupos, o que influencia horários e locais das partidas. Essa etapa ocorre no sábado, 6 de dezembro, às 14h de Brasília, em transmissão ao vivo com análise de ex-jogadores.

Seleções envolvidas nas repescagens

Seis vagas permanecem abertas, preenchidas por playoffs em março de 2026. As repescagens europeias envolvem equipes tradicionais que buscam retorno ao Mundial.

A Europa A inclui Itália, Irlanda do Norte, País de Gales e Bósnia, com confrontos eliminatórios em jogo único. Na Europa B, Ucrânia, Suécia, Polônia e Albânia competem pelas vagas restantes.

Europa C reúne Turquia, Romênia, Eslováquia e Kosovo, enquanto Europa D tem República Tcheca, Irlanda, Dinamarca e Macedônia do Norte. Os vencedores ocupam o pote 4.

As repescagens intercontinentais 1 e 2 abrangem RD Congo, Jamaica e Nova Caledônia no primeiro, e Bolívia, Suriname e Iraque no segundo. Esses duelos ocorrem em formato de mata-mata, definindo os últimos participantes.

Transmissões e acessibilidade global

O sorteio alcança audiências em múltiplas plataformas, priorizando inclusão digital. No Brasil, emissoras abertas como Globo e SBT cobrem o evento, enquanto Sportv oferece análise em TV fechada.

Plataformas online como ge.tv e CazéTV fornecem streaming gratuito, com FIFA+ garantindo acesso mundial. A cobertura inclui narração em português por Galvão Bueno e Tiago Leifert no SBT, iniciando às 13h30.

Espectadores internacionais acessam via YouTube da FIFA e canais locais, com legendas em vários idiomas. A produção considera fusos horários, ajustando horários locais para maximizar audiência.

Expectativas para o novo formato do torneio

A expansão para 48 seleções introduz 12 grupos, com os dois primeiros e os oito melhores terceiros avançando ao mata-mata de 32 equipes. Essa estrutura aumenta confrontos iniciais em 36 partidas a mais que edições anteriores.

O calendário preliminar prevê jogos em 16 cidades-sede, com abertura no Estádio Azteca, no México, e final no MetLife Stadium, nos Estados Unidos. A FIFA ajusta sedes baseadas nos grupos sorteados, priorizando proximidade geográfica.

Técnicos das seleções, incluindo Dorival Júnior do Brasil, acompanham o evento para planejar estratégias iniciais. O foco recai em adaptações logísticas, como viagens entre países-sede.

A cerimônia reforça o compromisso da FIFA com a diversidade, convidando embaixadores como Pelé e Messi para o palco. Detalhes sobre premiações e direitos de transmissão foram confirmados previamente, totalizando US$ 11 bilhões em receitas projetadas.

Preparação das seleções classificadas

Equipes do pote 1, como Brasil e Argentina, preparam elencos com base em rankings recentes. A Seleção Brasileira, ranqueada em oitavo, testa formações em amistosos de novembro de 2025.

Países africanos no pote 3, como Senegal e Egito, fortalecem defesas contra potências europeias. A Ásia contribui com Japão e Coreia do Sul no pote 2, destacando velocidade em contra-ataques.

Anfitriões investem em infraestrutura, com os Estados Unidos reformando 11 estádios. Treinamentos conjuntos entre México, Canadá e EUA visam coordenação fronteiriça.

O evento de sábado detalha 104 jogos da fase de grupos, considerando horários locais para evitar fadiga. A FIFA planeja VAR aprimorado para lances de escanteio e cartões, testado em qualificatórias.

Logística e inovações no Mundial

Os 16 estádios selecionados distribuem-se por três países, com capacidade total para 2,6 milhões de espectadores. Seattle e Kansas City recebem estreias de grupos, enquanto Toronto sedia jogos canadenses.

Inovações incluem bolas de sorteio com tecnologia RFID para precisão. A FIFA integra sustentabilidade, com transporte elétrico entre sedes e metas de zero carbono.

Segurança envolve 50 mil agentes, coordenados com autoridades locais. A bilheteria abre em abril de 2026, com pacotes para fãs internacionais.

O torneio projeta 5 bilhões de espectadores globais, superando o de 2022. Parcerias com marcas como Coca-Cola financiam transmissões em 200 territórios.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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