Neymar, atacante brasileiro de 32 anos, concedeu entrevista ao ex-jogador Romário no canal do YouTube dele, exibida em 16 de janeiro de 2025, no Rio de Janeiro. Nela, o jogador admitiu desentendimentos com o francês Kylian Mbappé durante a passagem pelo Paris Saint-Germain, entre 2017 e 2023. O conflito surgiu após a chegada de Lionel Messi ao clube em 2021, segundo o brasileiro.
O ex-atacante do Santos destacou que a parceria inicial com Mbappé foi positiva, mas mudou com o tempo. Ele descreveu o francês como fundamental no começo, mas apontou mudanças de comportamento a partir da integração de Messi ao trio de ataque. Essa revelação ocorre um ano e meio após Neymar deixar o PSG para o Al-Hilal, na Arábia Saudita.
Atualmente no Al-Hilal, Neymar enfrenta desafios com lesões, tendo disputado apenas dois jogos desde outubro de 2023. A entrevista aborda também seu auge no futebol europeu e perspectivas futuras, incluindo especulações sobre retorno ao Brasil.
- Principais pontos da entrevista:
- Admissão de briga com Mbappé por ciúmes envolvendo Messi.
- Crítica ao ego coletivo no PSG como barreira para títulos.
- Elogio ao técnico Jorge Jesus, apesar de complicações físicas.
- Interesse em clubes brasileiros como Santos e Flamengo.
Desentendimentos no PSG
A relação entre Neymar e Mbappé começou promissora no PSG. O brasileiro o apelidou de “Golden Boy” e o ajudou em treinos e conversas pessoais, com visitas à casa de Neymar. Essa proximidade durou anos de parceria bem-sucedida.
Tudo mudou com a chegada de Messi em agosto de 2021. Neymar relatou que Mbappé demonstrou ciúmes da amizade crescente entre o brasileiro e o argentino. As brigas surgiram de mudanças no comportamento do francês, que não queria dividir atenção no vestiário.
O trio atuou junto por duas temporadas, marcando 110 gols combinados na Ligue 1 entre 2021 e 2023. Apesar disso, o PSG não avançou além das oitavas de final na Liga dos Campeões nessas épocas.
Ego como barreira para conquistas
O ego excessivo dos jogadores impediu o PSG de alcançar títulos maiores, na visão de Neymar. Ele enfatizou que o individualismo afeta o coletivo, com astros priorizando si mesmos em vez de colaboração. “Ego é bom, mas você não joga sozinho”, declarou o atacante.
Essa dinâmica resultou em eliminações precoces na Europa. Em 2021/22, o PSG caiu para o Real Madrid nas oitavas, apesar de 4-0 no jogo de ida. Na temporada seguinte, o Bayern de Munique eliminou o time nas mesmas fase.
Neymar destacou que a falta de esforço mútuo comprometeu o desempenho. O clube conquistou três Ligue 1 nesse período, mas falhou na principal competição continental, meta principal da diretoria.
O brasileiro lamentou as lesões que o tiraram de campo por meses, prejudicando chances de prêmios individuais. Ele considerou seu período no PSG como o auge técnico, mas as contusões o impediram de disputar a Bola de Ouro.
Adaptação inicial no Barcelona
Neymar chegou ao Barcelona em 2013, aos 21 anos, após vencer a Copa das Confederações contra a Espanha. A transição para o futebol europeu levou seis meses de dificuldades, com falhas em dribles e erros em jogos.
Um episódio marcante ocorreu no intervalo contra o Athletic Bilbao, quando ele chorou de frustração. Messi bateu à porta do vestiário e o incentivou a jogar sem pressão, como no Santos. Essa conversa mudou sua confiança.
A partir daí, Neymar brilhou. Em quatro temporadas, conquistou oito títulos, incluindo a Liga dos Campeões de 2014/15, com 105 gols em 186 partidas.
Saída do Barça e motivações
A transferência para o PSG em 2017 surpreendeu, por 222 milhões de euros. Neymar negou que o objetivo fosse se tornar o melhor do mundo. Messi questionou a decisão, prometendo apoiá-lo no Barça.
Fatores pessoais e financeiros influenciaram a escolha. A presença de compatriotas como Thiago Silva, Marquinhos e Daniel Alves facilitou a adaptação. Ele buscava um novo desafio, não prêmios individuais.
No PSG, Neymar marcou 118 gols em 173 jogos, tornando-se ídolo. A saída em 2023 visava recuperação física e novo ambiente no Al-Hilal.
Avaliação sobre Jorge Jesus
No Al-Hilal desde agosto de 2023, Neymar elogiou o técnico português Jorge Jesus. Apesar de lesões no joelho esquerdo, ele descreveu o treinador como sincero e vencedor, que cobra desempenho diário.
Jesus indicou, em 16 de janeiro de 2025, chances reduzidas de inscrever Neymar na Liga Saudita. O regulamento permite 10 estrangeiros, e o clube optou por manter os atuais, priorizando intensidade física. Neymar foi inscrito na Liga dos Campeões da Ásia.
O contrato vai até junho de 2025, com salário de 80 milhões de euros anuais. O jogador disputou cinco jogos pelo clube, marcando um gol.
Especulações sobre retorno ao Brasil
Neymar admitiu se sentir balançado com rumores de volta ao futebol brasileiro. Santos e Flamengo surgiram como opções, gerando mensagens de torcedores. Ele descreveu Santos como “amor de criança” e Flamengo como desejo antigo.
O atacante evitou escolher entre os clubes, citando emoção versus razão. Seu contrato no Al-Hilal permite negociações, mas prioriza recuperação para alto nível.
Clubes dos EUA, como Inter Miami e Chicago Fire, monitoram a situação. O Inter Miami, com Messi e Suárez, oferece chance de reencontro. Especulações crescem com o fim do contrato em junho.
Comparação com ligas
Neymar concordou com Cristiano Ronaldo ao afirmar que a Liga Saudita supera a francesa em competitividade. Ele elogiou o nível físico e técnico na Arábia, contrastando com críticas ao Brasileirão.
No Al-Hilal, o time lidera a liga com 45 pontos em 17 jogos, invicto em casa. Neymar vê o campeonato como oportunidade de títulos, apesar de limitações por lesão.
Ele evitou projeções, focando em treinos. A entrevista reforça sua maturidade aos 32 anos, priorizando saúde sobre transferências.
