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Um soldado do Exército Brasileiro confessou o feminicídio de uma cabo no Distrito Federal, na tarde de sexta-feira, 5 de dezembro de 2025. O crime ocorreu no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, unidade responsável pela guarda presidencial em Brasília. A vítima, Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, foi encontrada carbonizada após o suspeito atear fogo no local para ocultar o homicídio.

Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, também lotado no regimento, foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Distrito Federal. Ele admitiu ter esfaqueado a vítima no pescoço durante uma discussão e fugido com a arma dela, que foi recuperada posteriormente em um bueiro. O Exército informou que o agressor responde a processo criminal e será excluído das fileiras da instituição.

O caso ganhou repercussão imediata devido ao contexto militar e à natureza do crime, classificado como feminicídio. Investigadores destacam que o suspeito alegou um relacionamento extraconjugal com a vítima, versão contestada pela família dela.

  • Principais crimes imputados: feminicídio, furto de arma de fogo, incêndio e fraude processual.
  • Pena máxima possível: até 54 anos de prisão, conforme análise inicial da delegacia.
  • Local exato: setor de fanfarra do 1º RCG, no Setor Militar Urbano.
  • Tempo de serviço da vítima: ingressou há cinco meses como musicista.

Trajetória da vítima no regimento

Maria de Lourdes Freire Matos ingressou no Exército há cinco meses, ocupando a vaga de saxofonista na fanfarra do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas. Sua passagem pela unidade foi marcada por avaliações positivas de colegas, que destacaram o compromisso com as atividades musicais e protocolares.

A cabo participava de cerimônias oficiais, incluindo eventos de guarda presidencial, contribuindo para a tradição da banda militar. Familiares relataram que ela via o serviço como realização profissional, após formação em música e aprovação em concurso interno.

O regimento emitiu nota lamentando a perda, enfatizando o profissionalismo da militar em seus seis meses de serviço.

Homenagem do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas
Homenagem do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas – Instagram

Detalhes da confissão e prisão

Kelvin Barros da Silva foi detido logo após o crime, no Batalhão de Polícia do Exército de Brasília. Em depoimento à 2ª Delegacia de Polícia, da Asa Norte, ele descreveu a sequência de eventos iniciada por uma discussão sobre o relacionamento.

O suspeito afirmou que a vítima sacou sua pistola, momento em que ele a conteve e usou uma faca militar dela para o golpe no pescoço. Em seguida, utilizou álcool e isqueiro para incendiar o setor de fanfarra, fugindo com a arma, que descartou no Itapoã.

A polícia recuperou a pistola envolta em uniforme militar, mas o celular da vítima permanece desaparecido. O delegado Paulo Noritika confirmou que o agressor não possui antecedentes criminais.

Investigadores realizaram perícias conjuntas com Polícia do Exército, Civil e Corpo de Bombeiros para mapear evidências no local.

Procedimentos internos do Exército

O Exército Brasileiro instaurou Inquérito Policial Militar imediatamente após o ocorrido. A nota oficial da Força destaca o apoio à família da vítima e a rejeição a atos criminosos, com punição rigorosa aos envolvidos.

Tanto o suspeito quanto a vítima pertencem ao 1º RCG, conhecido como Dragões da Independência, responsável por missões de elite na capital federal. A exclusão de Kelvin Barros segue protocolos administrativos para militares envolvidos em crimes graves.

A instituição reforçou que as investigações prosseguem para esclarecer todas as circunstâncias, incluindo o acesso a materiais inflamáveis no quartel.

  • Apoio prestado: assistência psicológica e logística à família de Maria de Lourdes.
  • Medidas preventivas: revisão de protocolos de segurança em unidades semelhantes.
  • Prazo do inquérito: até 40 dias, prorrogáveis conforme necessidade.

Repercussão no contexto militar

O crime expõe questões sobre relações interpessoais em ambientes castrenses, onde hierarquia e disciplina regem a rotina. Colegas de farda expressaram condolências em comunicações internas, focando no legado da cabo como musicista dedicada.

Autoridades do Distrito Federal classificam o caso como feminicídio qualificado, dada a motivação passional alegada. A família da vítima nega qualquer envolvimento romântico, o que pode influenciar a linha de defesa do suspeito.

O Corpo de Bombeiros controlou o incêndio em minutos, evitando maiores danos à estrutura do regimento. Peritos identificaram material combustível em excesso, fator que acelerou a propagação das chamas.

Versão familiar e investigativa

Familiares de Maria de Lourdes Freire Matos contestam a narrativa de relacionamento apresentada por Kelvin Barros. Eles afirmam que a cabo mantinha foco exclusivo na carreira militar, sem indícios de envolvimento afetivo com o soldado.

A delegacia colhe depoimentos adicionais de testemunhas no regimento para corroborar ou refutar os fatos. O delegado Noritika enfatiza a robustez das provas materiais, como a faca encontrada cravada na lesão.

O inquérito avança com análise de comunicações entre os envolvidos, visando reconstruir a timeline exata do incidente.

O Exército mantém sigilo sobre detalhes operacionais, priorizando a integridade da apuração.

Contexto do crime no quartel

O 1º Regimento de Cavalaria de Guardas opera em ambiente de alta segurança, com rotinas que incluem treinamentos e eventos protocolares. O setor de fanfarra, onde ocorreu o homicídio, abriga instrumentos e materiais para apresentações oficiais.

O incêndio foi reportado às 14h de sexta-feira, com equipes de bombeiros acionadas via rádio militar. Durante o resfriamento, o corpo carbonizado foi localizado, iniciando a cadeia de investigações.

Especialistas em cenas de crime realizaram coletas de vestígios, incluindo resíduos de álcool e impressões digitais no isqueiro usado.

A unidade suspendeu temporariamente atividades na área afetada para perícias completas, sem impacto em missões essenciais.

Atualizações sobre o suspeito

Kelvin Barros da Silva, lotado no mesmo regimento há mais tempo que a vítima, integrava equipe de apoio logístico. Sua prisão ocorreu em flagrante, com transferência imediata para custódia militar.

O processo de exclusão administrativa avança paralelo ao judicial, conforme regulamento da Força. Advogados de defesa ainda não se manifestaram publicamente sobre a confissão.

A polícia monitora possíveis conexões adicionais, mas o foco permanece na autoria direta do crime.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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