A chuva de meteoros Geminidas, considerada a mais intensa do ano, começou na quinta-feira, 11 de dezembro de 2025, e segue ativa até a próxima terça-feira, 16 de dezembro. O fenômeno é produzido por partículas do asteroide 3200 Faetonte e pode gerar até 120 meteoros por hora em condições ideais. O pico máximo ocorre na noite de sábado (13) para domingo (14), com maior atividade concentrada na madrugada.
O radiante, ponto aparente de origem dos meteoros, está localizado na constelação de Gêmeos, próximo à estrela Pollux. Neste ano, a presença da Lua minguante reduz a visibilidade dos meteoros mais fracos, especialmente após a meia-noite.
Melhores horários para observação no Brasil
O horário ideal varia conforme a fase lunar e a posição da Lua no céu. Nas noites de 11, 12 e 13 de dezembro, a recomendação é observar entre 22h e 0h (horário de Brasília), quando a Lua ainda está baixa ou abaixo do horizonte.
A partir da noite de 14 para 15, o intervalo entre 21h50 e 2h oferece melhores condições. O pico global ocorre por volta das 5h de domingo, 14, favorecendo principalmente a costa leste da América do Norte, mas o evento tem duração ampla de quase 12 horas.
Quantidade prevista por região brasileira
Em condições ideais – céu limpo, sem poluição luminosa e sem interferência lunar –, o número de meteoros visíveis varia conforme a latitude. Estados do Norte apresentam taxas mais altas.
- Amapá e Roraima: até 86 meteoros por hora
- Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará e Rio Grande do: até 75
- Piauí, Paraíba e Pernambuco: até 72
- Acre, Rondônia, Tocantins, Alagoas e Sergipe: até 67
- Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Bahia: até 62
- Rio Grande do Sul registra a menor taxa, até 35 por hora
Como observar com qualidade
A observação não exige equipamentos especiais. O essencial é escolher locais afastados de cidades, com horizonte livre e céu sem nuvens. Deitar em cadeira reclinável ou esteira amplia o campo de visão.
Os olhos precisam de cerca de 15 minutos para se adaptar à escuridão. Fixar o olhar próximo às Três Marias e usar visão periférica aumenta as chances de registrar os traços. Júpiter, visível na mesma região do céu, serve como referência para iniciantes.
Características dos meteoros Geminidas
Diferente da maioria das chuvas, os Geminidas têm origem em asteroide, não em cometa. As partículas entram na atmosfera a 35 km/s, velocidade considerada média. A maioria apresenta coloração amarelada, com traços de longa duração.
Meteoros mais brilhantes podem deixar rastros persistentes por alguns segundos. Casos raros incluem fragmentação visível e tons verdes ou alaranjados. Cerca de 30% dos meteoros são classificados como brilhantes.
Origem incomum do fenômeno
O asteroide 3200 Faetonte, com aproximadamente 6 km de diâmetro, é apontado como fonte das partículas. Estudos indicam que se trata de núcleo extinto de cometa que perdeu quase todo o gelo. Observações da sonda STEREO registraram ejeção de material próximo ao periélio.
Faetonte pertence ao grupo Apolo, que cruza a órbita terrestre. Apesar do risco teórico de impacto futuro, não há ameaça nos próximos séculos. A chuva ocorre anualmente quando a Terra atravessa a esteira de fragmentos deixada pelo objeto.
Dicas práticas para maior aproveitamento
A paciência é fundamental. Sessões de pelo menos uma hora aumentam significativamente o número de meteoros vistos. Evitar luz direta da Lua nos olhos preserva a adaptação à escuridão.
Cobrir a Lua com anteparo ou posicionar-se de costas para ela melhora a visualização. Observar em grupo facilita o registro, pois diferentes campos de visão captam meteoros distintos.
