Ceo do Grêmio acusa Flamengo de querer transformar Brasileirão em Bundesliga com domínio absolutoPor Thiago Lemos
5 min de leitura
![]() |
Alex Leitão, novo CEO do Grêmio, concedeu entrevista recente onde analisou a disputa interna na Libra envolvendo o Flamengo. O dirigente reconheceu a legitimidade das ações do clube carioca nas negociações de direitos comerciais, mas alertou para os riscos de desequilíbrio no futebol brasileiro. Leitão comparou a estratégia rubro-negra ao modelo da Bundesliga, onde o Bayern de Munique exerce hegemonia há anos.
A declaração ocorreu em meio a tensões judiciais resolvidas parcialmente nos últimos meses. O Flamengo discorda da distribuição de receitas definida pela Libra, bloco que inclui diversos clubes da Série A e inferiores. Essa divergência levou a bloqueios de valores em 2025, posteriormente ajustados por decisões judiciais.
Siga o Mix Vale no Google e veja nossas notícias primeiro
Leitão enfatizou a necessidade de união entre os demais clubes para preservar a competitividade do Campeonato Brasileiro. Ele defendeu uma distribuição mais equilibrada de recursos para evitar concentração excessiva em poucas equipes.
#TBT PELAS LENTES DO ADM 🇪🇪📸 Nossa galeria é assim: cheia de registros do Tricolor. Um ano de jogos, viagens e muito alento junto ao Grêmio. Que venha 2026! pic.twitter.com/2rZePNdMMf
— Grêmio FBPA (@Gremio) December 18, 2025
Declarações principais de Alex Leitão
O CEO gremista detalhou sua visão sobre as intenções do Flamengo nas negociações da Libra. Ele afirmou que o presidente rubro-negro atua em defesa dos interesses do clube, o que considera natural.
- Leitão destacou que o objetivo seria posicionar o Flamengo como equivalente ao Bayern de Munique.
- Nesse cenário, o rubro-negro conquistaria a maioria dos títulos nacionais.
- A comparação refere-se aos últimos 13 anos da Bundesliga, com 12 conquistas bávaras.
Essa postura, segundo o dirigente, exige resposta coletiva dos outros 19 clubes da Série A. Leitão argumentou que diferenças financeiras menores fortalecem o campeonato como um todo.
Contexto da disputa na Libra
A Libra reúne clubes como Palmeiras, São Paulo, Santos, Atlético-MG, Bahia, Grêmio e o próprio Flamengo. O bloco assinou contrato com a Globo para transmissões de jogos mandantes entre 2025 e 2029.
O Flamengo questionou critérios de rateio, baseados em audiência, desempenho e divisão igualitária. Ações judiciais bloquearam repasses temporariamente, com valores ajustados para cerca de R$ 22 milhões em disputa recente.
- A entidade prioriza decisões coletivas para sustentabilidade do futebol brasileiro.
- Divergências públicas ocorreram entre dirigentes, como presidentes de Flamengo e Palmeiras.
- O bloco manteve contrato garantindo pagamentos mínimos com nove clubes na elite.
Esses episódios refletem debates sobre modelo comercial ideal para o Brasileirão.
Necessidade de união segundo o Grêmio
Leitão trouxe experiências internacionais para embasar sua posição sobre ligas unificadas. Ele trabalhou anos nos Estados Unidos, acompanhando NFL e MLS.
O dirigente rejeitou ideias extremas, como exclusão de clubes do campeonato. Em vez disso, focou na venda conjunta de direitos comerciais.
Um bloco unido negocia 361 jogos, contra 19 individuais. Essa força coletiva reduz distâncias financeiras, na visão gremista. Leitão afirmou trabalhar por liga única, onde clubes vendam direitos em conjunto.
Modelo ideal para o futebol brasileiro
O CEO defendeu redução de desigualdades para evitar previsibilidade no Brasileirão. Distribuição consciente de direitos beneficia todos os participantes.
- Experiência americana mostra sucesso de ligas com governança compartilhada.
- NFL representa maior faturamento global entre esportes coletivos.
- MLS adota princípios semelhantes, priorizando equilíbrio competitivo.
Leitão vê dinheiro perdido com blocos separados atualmente. Ele reforçou compromisso com diálogo para fortalecer o campeonato nacional.
Posição sobre negociações individuais
Leitão questionou eficácia de vendas isoladas de direitos por um clube. Bloco maior inclui jogos do adversário, ampliando poder de barganha.
Essa abordagem política discute futuro desejado para o futebol no país. O dirigente evitou polêmicas sobre participação em campo, focando aspectos comerciais.
Visão de liga unificada
Grêmio busca modelo onde receitas comerciais beneficiem conjunto de clubes. Leitão citou perdas atuais com divisões em blocos distintos.
Ele trabalha dentro de possibilidades para unificação de vendas. Essa estrutura segue exemplos bem-sucedidos no exterior, adaptados à realidade brasileira.
O CEO enfatizou discussão aberta sobre distribuição equilibrada. Recursos mais justos mantêm atratividade do Brasileirão a longo prazo.
Clubes envolvidos na Libra
A entidade inclui equipes de diversas divisões do futebol nacional. Membros fundadores mantêm contrato coletivo com emissora.
- Palmeiras, Bragantino e São Paulo representam força paulista.
- Clubes como Vitória e Bahia adicionam presença nordestina.
- Equipes menores, como Brusque e Sampaio Corrêa, participam do bloco.
Essa composição reflete tentativa de equilíbrio entre grandes e emergentes.
Perspectivas comerciais atuais
Contrato da Libra garante valores fixos para ciclo até 2029. Ajustes judiciais resolveram parte das contestações recentes.
Blocos separados geram negociações paralelas no mercado. Leitão vê vantagem em união para maximizar receitas totais.
Essa dinâmica influencia planejamento de clubes para temporadas futuras.
Experiência internacional de Leitão
Anos nos Estados Unidos moldaram visão do CEO sobre governança esportiva. NFL destaca-se por faturamento e equilíbrio competitivo.
MLS segue padrões semelhantes, com crescimento sustentado. Leitão aplica esses princípios ao contexto brasileiro.
Ele defende adaptação para realidade local, priorizando sustentabilidade.















