Honda WN7 vira primeira moto elétrica policial no Japão e lidera Hakone Ekiden 2026Por Maria
4 min de leitura
![]() |
O Governo Metropolitano de Tóquio realizou uma cerimônia de apresentação pública da primeira motocicleta policial elétrica produzida nacionalmente no Japão, modelo Honda WN7, no dia 19 de dezembro de 2025. A governadora Yuriko Koike e o ator Takeshi Tsuruno participaram do evento, onde o veículo foi exibido com adaptações específicas para uso policial.
A Honda WN7, revelada inicialmente no salão EICMA em novembro de 2025, será utilizada como moto de liderança nos trechos iniciais do Hakone Ekiden, tradicional revezamento universitário realizado em janeiro de 2026. A empresa emprestará quatro unidades ao governo local para operação em cooperação com o Departamento de Polícia Metropolitana.
Essa iniciativa integra a meta de Tóquio de alcançar zero emissões de CO2, com plano de tornar 100% das novas motocicletas vendidas na cidade elétricas até 2035. A WN7 representa um avanço ao ser a primeira moto elétrica do tipo straddle fabricada no Japão adotada para fins policiais.
Cerimônia de apresentação
A cerimônia ocorreu no edifício do Governo Metropolitano de Tóquio e destacou o compromisso com a mobilidade sustentável. A governadora Koike enfatizou o uso da moto em tarefas policiais cotidianas, comparando-a a modelos scooter já empregados em entregas.
Takeshi Tsuruno, entusiasta de motocicletas, testou o veículo e elogiou seu design futurista e silencioso. Ele comparou a aparência esguia, sem escapamento, a elementos de ficção científica.
- Design sem emendas e silhueta imponente.
- Assinatura luminosa horizontal como identidade futura das elétricas Honda.
- Estrutura centralizada com bateria de alumínio integrando o chassi.
O engenheiro-chefe da Honda explicou que as especificações policiais mantêm as bases do modelo exibido em Milão, com adições como sirenes e luzes.
Especificações técnicas
A WN7 utiliza motor elétrico refrigerado a água com potência máxima de 50 kW, equivalente a motos de 600 cc a combustão, e torque de 100 Nm, comparável a modelos de 1000 cc. A potência nominal de 18 kW classifica-a como motocicleta leve no Japão.
A bateria fixa de íon-lítio de 9,3 kWh oferece autonomia de 140 km no ciclo WMTC, suficiente para os trechos do Hakone Ekiden de 21,3 km e 23 km. Suporta carregamento rápido CCS2 e padrão Type 2 doméstico.
Uma adaptação policial inclui pedal no pé esquerdo simulando câmbio, adicionado após testes para melhorar a posição de pilotagem. A produção ocorre na fábrica de Kumamoto, com fornecimento global previsto para 2026.

Contexto da mobilidade elétrica
Tóquio promove a adoção de veículos elétricos para reduzir emissões urbanas. Motos scooter estrangeiras já lideram eventos, mas a WN7 marca a estreia nacional em formato straddle policial.
A Honda desenvolve a WN7 como parte de sua estratégia de neutralidade carbônica até 2040. O modelo não tem planos imediatos de adoção oficial pela polícia nacional ou comercialização ampla no Japão.
Detalhes de design e funcionalidade
O chassi utiliza a caixa de bateria como elemento estrutural, conectando diretamente direção dianteira e traseira à unidade de potência central. Isso reduz peso e centraliza massas para melhor manejo.
A WN7 mantém superfícies lisas no contato com o piloto, priorizando funcionalidade. Não utiliza baterias intercambiáveis de scooters Honda, optando por unidade fixa compacta.
Participação no Hakone Ekiden
O revezamento Hakone Ekiden ocorre anualmente em janeiro, com etapas dentro de Tóquio lideradas por motos policiais. A WN7 guiará os primeiros e segundos trechos em 2026.
Essa aparição oferece oportunidade rara de ver o modelo de perto antes de seu lançamento global. A Honda visa demonstrar viabilidade elétrica em aplicações de alta demanda.
Produção e perspectivas
Fabricada em Kumamoto, principal planta de motocicletas da Honda, a WN7 inicia entregas internacionais em 2026. Versões com potência reduzida para habilitação A1 estão disponíveis em alguns mercados.
A introdução policial simboliza transição para frotas sustentáveis no Japão. Observadores destacam o silêncio e aceleração instantânea como vantagens em operações urbanas.







