Bebê de 11 meses sofre parada cardíaca e exame detecta anfetamina no sangue em FlorianópolisPor Maria
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A Polícia Civil de Santa Catarina investiga as circunstâncias em que um bebê de 11 meses ingeriu anfetamina, uma droga sintética proibida fora de contextos médicos controlados. O caso ocorreu na noite de sexta-feira, 19 de dezembro de 2025, na Praça XV de Novembro, no centro de Florianópolis, onde a família passava o tempo. A criança sofreu uma parada cardíaca e foi socorrida imediatamente pela Polícia Militar, que a levou ao Hospital Infantil Joana de Gusmão.
Exames laboratoriais confirmaram a presença da substância no sangue da vítima, que permanece internada com quadro estável até a manhã de 22 de dezembro. Os pais, de origem venezuelana, foram conduzidos à delegacia. O pai teve o flagrante convertido em prisão preventiva pela Justiça, enquanto a mãe foi liberada por ausência de elementos que indicassem sua participação direta no momento do incidente.
A delegada responsável pelo caso inicial destacou indícios de que a droga estava acessível à criança, embora não haja confirmação de administração intencional. A investigação foi transferida para a Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso, que conduzirá as diligências complementares.
Circunstâncias do socorro
Policiais militares em patrulhamento ouviram pedidos de ajuda na praça central da capital. Ao se aproximarem, encontraram o casal com o bebê desacordado no colo. Os agentes realizaram manobras de reanimação no local e transportaram a criança diretamente ao hospital mais próximo.
A rápida intervenção evitou consequências imediatas mais graves. No pronto-atendimento, os médicos identificaram sintomas compatíveis com intoxicação por estimulante, como pupilas dilatadas e alterações cardíacas.
Situação da família
A família residia temporariamente em um quarto de hotel custeado pela Prefeitura de Florianópolis, destinado a pessoas em vulnerabilidade social. A mãe possui outros quatro filhos, com idades variando de 4 a 16 anos.
Três das crianças menores foram acolhidas pelo Conselho Tutelar após o episódio. O adolescente de 16 anos permaneceu com a mãe, pois não estava presente no local do incidente.
O pai possuía antecedentes relacionados a porte de substâncias ilícitas. Esses registros contribuíram para a decisão judicial de manter a prisão preventiva.

Efeitos da anfetamina
A anfetamina atua como estimulante do sistema nervoso central, elevando níveis de dopamina e noradrenalina no cérebro. Em doses não controladas, provoca euforia, redução do apetite e insônia, mas também riscos graves como arritmias cardíacas e convulsões.
No Brasil, a substância é regulada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária e permitida apenas com prescrição médica para condições específicas. O uso recreativo ou irregular configura ilícito penal.
Crianças são particularmente vulneráveis a overdoses, pois quantidades mínimas podem causar reações intensas no organismo em desenvolvimento. Sintomas incluem aceleração cardíaca, hipertensão e, em casos extremos, parada respiratória.
Especialistas alertam que exposição acidental em ambientes com presença de drogas representa risco elevado para menores.
Posição da prefeitura
A Secretaria de Assistência Social de Florianópolis emitiu nota oficial lamentando o ocorrido. O órgão confirmou que prestou suporte às autoridades para esclarecimento dos fatos.
O município reforçou repúdio a qualquer forma de negligência envolvendo crianças e adolescentes. Medidas de acolhimento foram adotadas imediatamente para proteger os irmãos da vítima.
Autoridades municipais acompanham o caso em conjunto com o Conselho Tutelar. Ações de apoio social à família continuam em avaliação, priorizando a segurança dos menores envolvidos.
Detalhes da prisão
O pai permaneceu à disposição da Justiça após audiência de custódia. A conversão do flagrante em preventiva considerou os indícios de risco à criança e os antecedentes do investigado.
A mãe não apresentou elementos de participação no momento em que o bebê passou mal. Ela foi ouvida e liberada, mantendo a guarda do filho mais velho.
A Polícia Civil coleta depoimentos adicionais e analisa objetos apreendidos. O inquérito busca determinar a origem da substância e o modo exato de acesso pela criança.
- Parada cardíaca ocorreu na Praça XV de Novembro, centro de Florianópolis.
- Socorro prestado por guarnição da Polícia Militar em patrulhamento.
- Transporte imediato ao Hospital Infantil Joana de Gusmão.
- Exames confirmaram anfetamina como causa principal da intoxicação.
- Três irmãos acolhidos pelo Conselho Tutelar local.
Estado de saúde atual
O bebê segue internado no Hospital Infantil Joana de Gusmão, referência pediátrica em Santa Catarina. A Secretaria Estadual de Saúde informou que o quadro clínico é estável, sem divulgação de prognósticos detalhados.
Equipes multidisciplinares monitoram a evolução diária. Tratamentos incluem suporte cardiorrespiratório e neutralização de efeitos residuais da substância.
Médicos observam possíveis sequelas neurológicas comuns em intoxicações por estimulantes. A recuperação depende da resposta individual do organismo infantil ao protocolo aplicado.
Avanços na apuração
Diligências iniciais identificaram o local onde a família se concentrava diariamente. Objetos pessoais foram coletados para análise pericial.
A Delegacia especializada assume o caso para aprofundar aspectos de proteção infantil. Testemunhas da praça são ouvidas para reconstruir a sequência dos eventos.
Autoridades priorizam celeridade na conclusão do inquérito. Resultados de exames complementares devem auxiliar na qualificação jurídica dos fatos.
A anfetamina pertence à classe das substâncias psicoestimulantes sintéticas, com potencial elevado de dependência. Seu comércio irregular alimenta redes de tráfico em diversas regiões urbanas.
Casos de exposição infantil destacam a necessidade de vigilância em ambientes vulneráveis. Órgãos de proteção reforçam campanhas sobre riscos de substâncias ao alcance de menores.
Florianópolis registra ações integradas entre polícia e assistência social para famílias em situação de rua. Programas de acolhimento visam prevenir episódios semelhantes por meio de suporte contínuo.







