Defeito crônico no PS5: oxidação do metal líquido afeta até modelos Slim e exige manutenção em todos
Um problema de projeto no sistema de resfriamento do PlayStation 5 está se mostrando mais abrangente do que se imaginava, afetando agora até mesmo as versões mais recentes do console, como o PS5 Slim. A falha, relacionada à degradação do metal líquido usado na Unidade de Processamento Acelerado (APU), causa superaquecimento e perda de desempenho, independentemente de o aparelho ser usado na vertical ou horizontal.
Diagnósticos recentes confirmam que a oxidação e a secagem do composto térmico são um processo inevitável, decorrente do desgaste natural e da qualidade da aplicação de fábrica. Um caso documentado em dezembro de 2025, envolvendo um PS5 Slim com menos de dois anos de uso, acendeu um novo alerta para proprietários de todas as versões do console da Sony.
Técnicos especializados apontam que o reparo, que consiste na limpeza e reaplicação do metal líquido, será uma necessidade para toda a linha PS5 ao longo do tempo. Os sintomas podem variar de ruídos excessivos no ventilador a desligamentos súbitos durante o uso, indicando que o sistema de proteção térmica foi ativado para evitar danos permanentes ao hardware.

O que causa a falha no resfriamento
A Sony optou por utilizar metal líquido no PlayStation 5 devido à sua altíssima condutividade térmica, cerca de 73 vezes superior à das pastas térmicas tradicionais. Esse composto, geralmente uma liga de gálio e índio, permite que o calor gerado pela potente APU seja transferido de forma eficiente para o dissipador de calor, mantendo o console em temperaturas seguras mesmo durante sessões de jogos intensas. No entanto, essa tecnologia apresenta desafios de durabilidade. Com o tempo e os ciclos de aquecimento e resfriamento, o gálio presente na liga pode oxidar, formando pequenos aglomerados sólidos que perdem a capacidade de conduzir calor. Esse processo de degradação cria pontos secos no processador, comprometendo o contato com o dissipador e resultando em superaquecimento localizado.
O problema é agravado pela migração do material. Embora os modelos iniciais do PS5 incluíssem barreiras de espuma e borracha para conter o metal líquido, falhas na aplicação de fábrica ou movimentação brusca do console podiam causar vazamentos ou deslocamentos. Quando o composto se move para fora da área crítica da APU, a dissipação de calor fica severamente prejudicada. Em testes de laboratório realizados por oficinas independentes, unidades com o metal líquido degradado registraram temperaturas até 20 graus Celsius acima do normal sob carga máxima, o que explica a perda de desempenho e os desligamentos automáticos reportados por usuários.
Modelos novos também apresentam o problema
A crença de que apenas os primeiros modelos do PS5, lançados em 2020, eram suscetíveis ao problema foi desmentida por casos recentes. O diagnóstico realizado em 9 de dezembro de 2025 em um PS5 Slim, modelo CFI-2016, que estava em uso há apenas 18 meses, foi um marco. O técnico responsável pela análise encontrou resíduos secos e oxidados diretamente sobre o núcleo da APU, confirmando que a degradação é um processo químico natural e não um defeito exclusivo das primeiras levas de produção. O console em questão foi utilizado exclusivamente na posição vertical, o que reforça a conclusão de que a orientação do aparelho não é a causa raiz da falha, mas sim a longevidade e a estabilidade do próprio composto térmico. Relatos semelhantes, que surgiram inicialmente em 2023, agora se intensificam, mostrando que a vida útil do metal líquido aplicado pela Sony pode ser menor do que o esperado, transformando a manutenção preventiva em uma recomendação quase obrigatória para garantir a durabilidade do hardware a longo prazo.
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Sinais de alerta para os proprietários
O principal sintoma de que o metal líquido está falhando é uma mudança no comportamento acústico do console. O ventilador pode começar a operar em velocidade máxima de forma constante, mesmo em tarefas leves ou no menu principal, em uma tentativa de compensar a ineficiência da transferência de calor.
Outro sinal claro é a perda de desempenho em jogos. Títulos que antes rodavam de maneira fluida podem apresentar quedas na taxa de quadros (fps), travamentos ou “engasgos”, especialmente em momentos de maior processamento gráfico. Isso ocorre porque o sistema reduz a performance da APU para evitar o superaquecimento.
O estágio mais crítico do problema são os desligamentos automáticos. O PS5 possui um sistema de proteção que desliga o console subitamente quando a temperatura interna atinge um nível perigoso. Se isso acontecer, é crucial interromper o uso imediatamente para evitar danos permanentes à placa-mãe ou ao processador.
A resposta da Sony e as melhorias de design
Ciente dos riscos, a Sony implementou melhorias graduais nos modelos mais recentes do console. A partir de 2024, especialmente com o lançamento do PS5 Pro e a atualização das linhas de produção do PS5 Slim, a empresa introduziu sulcos mais profundos no dissipador de calor.
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Essas ranhuras foram projetadas para “travar” o metal líquido no lugar, aumentando a área de contato e reduzindo significativamente o risco de migração do material, mesmo que o console seja transportado ou mantido na vertical por longos períodos.
Além das mudanças físicas, a empresa também teria revisado o processo de aplicação em 2025, passando a utilizar fórmulas de metal líquido com maior viscosidade, que são naturalmente menos propensas a escorrer ou se deslocar com as variações de temperatura.
Apesar dessas mitigações, técnicos afirmam que a qualidade da aplicação inicial ainda varia entre as diferentes fábricas. Relatórios de oficinas especializadas indicam que o problema persiste em cerca de 15% dos consoles analisados, com maior incidência naqueles com mais de dois anos de uso.
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Custos e recomendações de manutenção
Para consoles dentro do período de garantia, geralmente de um a dois anos, a assistência técnica autorizada da Sony deve realizar o reparo sem custos. No entanto, para a vasta maioria das unidades que já ultrapassaram esse prazo, o conserto deve ser feito em oficinas especializadas.
O custo médio para a limpeza da APU e a reaplicação de um metal líquido de alta qualidade varia entre 200 e 400 dólares, dependendo da região e da complexidade do serviço. Especialistas recomendam uma manutenção preventiva a cada três anos para estender a vida útil do console.
A escala do problema na base de usuários
Até março de 2025, a Sony já havia vendido mais de 77 milhões de unidades do PlayStation 5 em todo o mundo. Com o envelhecimento natural dessa enorme base de consoles, o número de reclamações relacionadas a falhas térmicas cresceu 25% em 2025 em comparação com o ano anterior.
Embora as melhorias de design nos modelos mais novos devam reduzir a incidência de falhas em unidades futuras, o foco agora se volta para o suporte pós-venda. A empresa pode ser pressionada a oferecer programas de reparo estendido ou a comunicar oficialmente as melhores práticas de manutenção para mitigar os custos de um recall em massa.
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Durabilidade e alternativas da comunidade
Em condições ideais, o metal líquido pode durar entre cinco e sete anos antes de exigir substituição. Contudo, a comunidade de modders e técnicos já se mobiliza para oferecer soluções. Kits de reposição com compostos mais estáveis e barreiras aprimoradas já estão disponíveis no mercado, com preços em torno de 50 dólares, oferecendo uma alternativa acessível para usuários dispostos a realizar o procedimento por conta própria.















