Preço do Bitcoin despenca em fevereiro de 2026 e provoca vendas generalizadas, mas supply fixo sustenta otimismoPor Beatriz
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O Bitcoin registrou forte desvalorização nas primeiras semanas de fevereiro de 2026, chegando a negociar abaixo de US$ 61 mil em alguns momentos. Essa queda representou uma perda de cerca de 45% em relação ao pico registrado em outubro de 2025, quando a criptomoeda superou a marca de US$ 126 mil.
A movimentação provocou reações intensas entre traders de curto prazo, com aumento de liquidações forçadas e vendas generalizadas. Outros ativos digitais, como Ethereum e XRP, também sofreram perdas significativas, acompanhando o movimento de aversão ao risco.
No dia 10 de fevereiro, o preço da criptomoeda apresentava recuperação parcial, negociando na faixa dos US$ 68 mil a US$ 70 mil. Analistas observam que a volatilidade permanece elevada, mas o comportamento não é exclusivo do mercado cripto.
Fatores que pressionaram o preço
A queda recente do Bitcoin coincidiu com um período de maior cautela nos mercados globais. Investidores institucionais, que haviam impulsionado altas anteriores por meio de ETFs, passaram a registrar saídas líquidas nos fundos negociados nos Estados Unidos.
Geopolítica e incertezas macroeconômicas contribuíram para o cenário de risk-off. Ativos considerados especulativos sofreram mais intensamente, enquanto ouro registrou valorização no mesmo intervalo.

Comparação com outros ativos
O Bitcoin não foi o único a registrar perdas expressivas no período. Prata e diversos tokens digitais apresentaram recuos superiores a 20% em poucas semanas.
Índices de ações tecnológicos também operaram em baixa durante fevereiro. O movimento reforçou a percepção de que a criptomoeda ainda se comporta como ativo de risco em momentos de turbulência.
Regulamentação nos Estados Unidos
O ambiente regulatório americano evoluiu de forma favorável nos últimos meses. A administração atual implementou medidas consideradas pró-cripto, incluindo a criação de uma reserva estratégica de Bitcoin.
Nomeações para cargos chave no setor financeiro sinalizaram apoio ao desenvolvimento do mercado digital. Essas mudanças contrastam com períodos anteriores de maior restrição por parte de órgãos como a SEC.
Segurança da rede Bitcoin
O hashrate da rede Bitcoin, indicador de segurança computacional, manteve-se próximo dos maiores níveis históricos apesar da volatilidade de preço. Mineradores continuaram a operar em escala elevada, demonstrando resiliência do ecossistema.
Empresas listadas em bolsa aumentaram gradualmente suas posições em Bitcoin ao longo do tempo. Soluções inovadoras baseadas na blockchain principal seguem sendo desenvolvidas por diferentes projetos.
Características fundamentais da criptomoeda
O limite fixo de 21 milhões de unidades permanece como principal atributo de escassez do Bitcoin. Essa característica diferencia a criptomoeda de moedas fiduciárias tradicionais e sustenta argumentos de valorização no longo prazo.
A rede opera de forma descentralizada desde sua criação, há menos de 18 anos. O objetivo de atuar como reserva de valor digital ainda está em fase inicial de consolidação global.
Perspectivas de adoção institucional
Fundos negociados em bolsa nos Estados Unidos registraram entrada significativa de recursos em períodos anteriores. Apesar das saídas recentes, o volume total sob gestão permanece elevado em comparação com anos passados.
- Aumento progressivo de empresas públicas detentoras de Bitcoin
- Desenvolvimento de produtos financeiros regulados baseados na criptomoeda
- Integração gradual em sistemas de pagamento institucionais
- Crescimento de infraestrutura de custódia qualificada
Esses pontos indicam continuidade do processo de maturação do mercado.
Comportamento histórico em ciclos
O Bitcoin já passou por ciclos de alta e correção em anos anteriores. Perdas superiores a 50% ocorreram em diferentes momentos desde 2011, seguidas por recuperações que estabeleceram novos patamares.
A atual correção segue padrão observado em expansões anteriores. Fatores externos, como política monetária e eventos globais, influenciaram intensidade das movimentações.
Analistas destacam que o suprimento fixo ganha relevância maior conforme a rede amadurece. Projeções de longo prazo mantêm cenários positivos baseados nessa característica estrutural.
Indicadores técnicos atuais
O preço encontrou suporte na faixa dos US$ 60 mil após teste de níveis inferiores. Recuperação parcial levou a cotação para próximo dos US$ 70 mil nas últimas sessões.
Traders monitoram resistências imediatas na região de US$ 71 mil a US$ 75 mil. Volume de negociações elevou-se significativamente durante o período de maior volatilidade.
Visão de investidores experientes
Profissionais com foco em horizonte prolongado continuam enfatizando fundamentos da rede. Eles argumentam que ruídos de curto prazo não alteram as propriedades básicas do protocolo.
A combinação de escassez programada e crescente infraestrutura regulada sustenta teses de valorização futura. Posições acumuladas em períodos de baixa histórica geraram retornos expressivos em ciclos passados.







