Um eclipse lunar total ocorreu na noite de terça-feira para quarta-feira, entre 3 e 4 de março de 2026, transformando a Lua cheia em uma tonalidade avermelhada conhecida como Lua de Sangue. O fenômeno foi visível em sua totalidade na Nova Zelândia, Austrália, leste da Ásia e partes do Pacífico, com condições ideais de observação em Auckland. Josh Aoraki, astrônomo do Te Whatu Stardome, capturou imagens em timelapse que mostram o processo completo do eclipse, destacando a fase de totalidade quando a Lua ficou imersa na umbra terrestre.
O evento começou por volta das 21h44 (horário local da Nova Zelândia) com a fase penumbral, progredindo para a parcial e alcançando a totalidade após a meia-noite. A duração da totalidade foi de aproximadamente 58 minutos, com o pico do eclipse registrado às 00h33 local na quarta-feira. Observadores na região do Pacífico tiveram a oportunidade de ver o fenômeno com a Lua alta no céu, o que facilitou registros detalhados.
Captura em timelapse destaca fases do eclipse
Imagens em timelapse registradas por Josh Aoraki revelam a transição gradual da Lua de branca para tons de cobre e vermelho intenso. O vídeo compacta horas de observação em segundos, permitindo visualizar o avanço da sombra terrestre sobre o satélite.
O material capturado em Auckland mostra claramente as diferenças de coloração causadas pela refração da luz solar na atmosfera da Terra. Astrônomos locais consideram a Nova Zelândia como um dos melhores locais para esse eclipse específico devido à posição elevada da Lua durante a totalidade.
Condições favoráveis impulsionam registros de qualidade
Céus limpos na maior parte da Nova Zelândia permitiram observações sem interrupções significativas. Entusiastas e profissionais montaram equipamentos em locais abertos para capturar o evento.
Registros semelhantes ocorreram em outras regiões da Oceania, mas as imagens de Auckland ganharam destaque pela clareza e pela duração do timelapse. O fenômeno atraiu atenção de comunidades astronômicas locais.
Explicação científica do fenômeno Lua de Sangue
Durante um eclipse lunar total, a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, bloqueando a luz direta. A tonalidade vermelha surge porque a luz solar passa pela atmosfera terrestre, filtrando comprimentos de onda azuis e permitindo que os vermelhos alcancem a Lua.
Esse processo de dispersão Rayleigh explica a cor característica, semelhante ao pôr do sol ou nascer do sol. O eclipse de março de 2026 teve magnitude de 1,150, indicando uma imersão completa e profunda na sombra.
Detalhes da visibilidade global e duração total
O eclipse completo durou cerca de 5 horas e 39 minutos, abrangendo todas as fases desde a penumbral até o fim da parcial. Regiões como o leste da Ásia e a Austrália viram o início à noite, enquanto na América do Norte o fenômeno ocorreu nas primeiras horas da manhã.
Na Nova Zelândia, a observação foi privilegiada porque a Lua permaneceu alta durante o pico. Astrônomos alertam que esse foi o único eclipse lunar total visível em 2026, com o próximo ocorrendo apenas em 2028.
Registros astronômicos marcam o evento único do ano
O timelapse de Josh Aoraki serve como documento científico e visual do fenômeno. Imagens detalhadas ajudam na educação e divulgação da astronomia.
Observatórios e grupos amadores compartilharam fotos e vídeos semelhantes, ampliando o alcance do evento. A Lua de Sangue reforça o interesse público por eventos celestes acessíveis a olho nu.
Fenômeno reforça importância da observação local
A Nova Zelândia ofereceu condições excepcionais para o eclipse, com baixa poluição luminosa em muitos pontos. Isso permitiu visibilidade clara mesmo em áreas urbanas como Auckland.
Registros profissionais contribuem para arquivos astronômicos globais. O evento destaca como alinhamentos celestes criam espetáculos naturais periódicos.
O eclipse lunar total de 3 de março de 2026, com destaque para as imagens em timelapse da Lua de Sangue na Nova Zelândia.

