O menino autista João Raspante Neto, de 13 anos, foi encontrado morto na madrugada desta terça-feira, 7 de abril, em Marília, no interior de São Paulo. Ele estava desaparecido desde a tarde de segunda-feira, 6 de abril, após sair da residência da família no bairro Nova Marília 4, na zona sul da cidade. Equipes de resgate e moradores realizaram buscas intensas durante a noite em uma área de difícil acesso, com condições agravadas pela chuva. A Polícia Civil confirmou o óbito e segue com as investigações para determinar as circunstâncias da morte.
O garoto apresentava diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em nível 3 de suporte e era não verbal, o que dificultava qualquer comunicação com outras pessoas. Familiares relataram que ele deixou a chácara da família em um momento de crise, próximo a uma área rural na parte baixa da rua Arlindo Borges. As equipes de busca concentraram esforços em regiões com estrada de terra e proximidades de instalações de tratamento de água e esgoto.
- Mobilização envolveu moradores da zona sul
- Participação de equipes de resgate e Defesa Civil
- Buscas prosseguiram até a localização do corpo na madrugada
Mobilização comunitária nas buscas
Moradores da região se uniram rapidamente após o registro do desaparecimento. Voluntários e familiares percorreram trechos de difícil acesso durante a noite, com apoio de equipes especializadas. A chuva complicou os trabalhos em estradas de terra e áreas alagadas próximas à estação de tratamento.
As buscas avançaram de forma organizada, com foco em expandir o raio de procura a partir da última localização conhecida do menino. Coordenadores da Defesa Civil acompanharam as ações e orientaram os grupos para cobrir diferentes pontos da zona sul. O esforço coletivo continuou até as primeiras horas da madrugada.
Localização do corpo na estação de tratamento
O corpo de João Raspante Neto foi encontrado próximo a uma lagoa no Centro de Tratamento de Esgoto Barbosa, na zona sul de Marília. Equipes de resgate confirmaram a localização durante as buscas noturnas. A família e os grupos envolvidos nas operações receberam a informação ainda na madrugada desta terça-feira.
A área apresenta características rurais com vegetação e estruturas de infraestrutura pública. Condições climáticas, incluindo chuva recente, influenciaram o terreno e o andamento das atividades de busca. Autoridades isolaram o local para os procedimentos iniciais da perícia.
Investigações policiais em andamento
A Polícia Civil de Marília assumiu o caso e iniciou os trabalhos para esclarecer como o menino chegou ao local e as causas da morte. Até o momento, não há detalhes oficiais sobre possíveis circunstâncias que levaram ao óbito. Peritos realizam exames no corpo para auxiliar na apuração dos fatos.
Investigadores planejam reconstituir os últimos passos de João Raspante Neto desde o momento em que ele saiu de casa. A família colaborou com informações sobre o comportamento do garoto e o uso de medicação no período anterior ao desaparecimento. Equipes técnicas continuam analisando evidências recolhidas na região.
Detalhes sobre o perfil do menino
João Raspante Neto morava com a família na zona sul de Marília e frequentava escola municipal na cidade. O diagnóstico de autismo nível 3 exigia suporte constante, especialmente em situações de crise que podiam gerar desorientação. Ele foi visto pela última vez com uma camiseta verde, segundo relatos iniciais de familiares.
A condição não verbal aumentava a vulnerabilidade durante o tempo fora de casa. Comunidade local conhecia o menino e se mobilizou de imediato ao saber do sumiço. Informações preliminares indicam que ele deixou a residência em um horário da tarde de segunda-feira.
Ações das autoridades após o encontro
Equipes policiais e de resgate permaneceram no local para garantir a preservação da área durante os trabalhos periciais. A Defesa Civil apoiou a logística das buscas e o deslocamento de voluntários em segurança. Autoridades municipais acompanham o caso junto à família.
A investigação segue em sigilo para não prejudicar os levantamentos técnicos. Qualquer nova informação será divulgada oficialmente pelos canais competentes. O foco atual permanece na coleta de dados que expliquem a sequência de eventos.
Contexto da região e das buscas
A zona sul de Marília inclui bairros residenciais misturados a áreas rurais e de infraestrutura. A estação de tratamento de esgoto representa um ponto específico dentro dessa paisagem, com acesso por vias não pavimentadas. Chuvas recentes elevaram o nível de atenção em terrenos irregulares.
Moradores destacaram a rapidez na organização dos grupos de busca. A participação comunitária complementou o trabalho das equipes oficiais e permitiu cobertura mais ampla do terreno. As condições do local demandaram cuidado adicional por parte de todos os envolvidos.
João Raspante Neto desapareceu na tarde de segunda-feira após sair da chácara da família e teve o corpo localizado na madrugada de terça-feira em instalação pública de tratamento de esgoto. A Polícia Civil mantém as apurações abertas para determinar todos os detalhes relacionados ao caso na cidade de Marília.
