Um quadro de miopia infantil superior a 5 graus nos dois olhos foi diagnosticado em uma criança de 3 anos no Hospital Infantil de Henan, localizado na província de Henan, na China. O paciente desenvolveu a condição visual — que causa dificuldade para enxergar objetos distantes — após utilizar o aparelho celular por um período médio de cinco a seis horas diárias.
Os pais entregavam o dispositivo eletrônico ao filho como uma espécie de babá eletrônica para entreter e distrair o menino ou menina durante a rotina da família. O caso ganhou repercussão no Brasil nesta sexta-feira, 23 de outubro de 2026, acompanhado de um alerta médico sobre os riscos do contato precoce e prolongado com telas na primeira infância.
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Dados do diagnóstico de miopia no Hospital Infantil de Henan
O registro clínico feito pela equipe de oftalmologia chinesa reúne indicadores sobre a rotina da família e os limites estabelecidos para cada faixa etária. Os números exatos do atendimento e das diretrizes médicas de prevenção são os seguintes:
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- Idade do paciente atendido: 3 anos
- Diagnóstico clínico: mais de 5 graus de miopia em cada olho
- Unidade de saúde responsável: Hospital Infantil de Henan, na província de Henan, China
- Tempo médio de exposição ao celular: de 5 a 6 horas por dia
- Diretriz para a faixa de 0 a 3 anos: proibição total do uso de celulares, tablets e computadores
- Diretriz para a faixa de 3 a 6 anos: redução máxima do tempo de contato com aparelhos eletrônicos com tela
Os relatos médicos divulgados pelo hospital preservam a identidade da criança e dos pais. A instituição de saúde também não informou a data exata em que o atendimento oftalmológico foi realizado na província chinesa.
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Riscos de cegueira e complicações apontados por Chu Ruixue
A vice-chefe de medicina do departamento de oftalmologia do Hospital Infantil de Henan, Chu Ruixue, informou que a ausência de acompanhamento médico e de intervenção precoce em quadros severos de miopia na infância eleva a probabilidade de problemas oculares graves no futuro. De acordo com a médica, a progressão do grau sem controle adequado pode resultar em descolamento de retina (separação da camada interna do fundo do olho), glaucoma (lesão no nervo óptico associada à pressão ocular), catarata (opacidade do cristalino, a lente natural do olho) e até cegueira irreversível.
Apesar da rotina intensa da criança diante do aparelho, a avaliação clínica do caso não permite concluir que o uso do celular tenha provocado, de forma isolada, a totalidade dos mais de 5 graus de miopia diagnosticados nos dois olhos. Os médicos da instituição chinesa apontam que o desenvolvimento dessa alteração visual na primeira infância costuma envolver múltiplos elementos combinados, o que inclui tanto os hábitos visuais diários da família quanto fatores de predisposição genética do próprio paciente.
Quais sinais indicam dificuldade visual e miopia na infância?
Para identificar precocemente alterações na visão, os responsáveis precisam observar reações físicas que demonstram esforço visual excessivo durante as tarefas do cotidiano. Os principais comportamentos de alerta listados pelos oftalmologistas incluem:
- Franzir a testa ou apertar os olhos para tentar focar objetos distantes, como aparelhos de televisão ou a lousa escolar
- Inclinar a cabeça repetidamente para um dos lados no momento de assistir a vídeos ou realizar atividades de estudo
- Piscar os olhos com uma frequência incomum ao longo do dia
Regras para uso de telas e quando procurar um médico oftalmologista
A presença isolada de comportamentos como piscar excessivamente ou inclinar a cabeça não confirma, por si só, o diagnóstico de miopia infantil. Os especialistas orientam que o tempo diante de telas eletrônicas não deve substituir atividades físicas, brincadeiras ao ar livre e a interação direta com os familiares, experiências necessárias para o desenvolvimento nos primeiros anos de vida.
Caso a criança apresente qualquer um dos sinais de esforço para enxergar ou tenha histórico de exposição prolongada a aparelhos eletrônicos, o passo indicado pelos médicos é agendar uma consulta presencial com um médico oftalmologista. O profissional é o responsável por realizar os exames clínicos de refração ocular, identificar eventuais alterações na estrutura dos olhos e definir o tratamento adequado para cada faixa etária.
