Destroços do USS Stewart são localizados em santuário marinho na Califórnia
Imagens de sonar de alta resolução mostraram a silhueta de um navio de guerra quase vertical no fundo do mar. A descoberta ocorreu em agosto de 2024 durante operação com veículos autônomos. O local fica dentro de uma área marinha protegida.
O USS Stewart, conhecido como o navio fantasma do Pacífico, teve a localização confirmada após décadas de buscas. O destróier foi afundado de propósito pela Marinha dos Estados Unidos em maio de 1946 como alvo de exercício. A identificação aconteceu a uma profundidade de 1.036 metros, cerca de 48 quilômetros da costa norte da Califórnia, no Cordell Bank National Marine Sanctuary.
Sonar de alta resolução registrou casco quase intacto
Três veículos subaquáticos autônomos HUGIN 6000 da Ocean Infinity percorreram a área por 24 horas a partir de 1º de agosto de 2024. Os equipamentos usaram sonar de abertura sintética e sondagem acústica multifeixe. Os dados revelaram o contorno claro de um destróier Clemson-class de 314 pés de comprimento.
O casco permanece em posição quase vertical. Estruturas principais aparecem preservadas para um navio com mais de cem anos. Imagens mostram o casco elegante e imponente coberto por crescimento marinho, mas sem sinais graves de colapso.
- O destróier mede cerca de 96 metros de comprimento.
- A profundidade registrada é de 1.036 metros.
- A posição é consistente com registros históricos do afundamento.
- A área pertence ao santuário marinho Cordell Bank.
- O mapeamento inicial durou 24 horas contínuas.
História do USS Stewart inclui serviço em duas marinhas
O navio entrou em serviço na Marinha americana em 1920. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele atuou no Pacífico. Em 1942, sofreu danos em combate contra forças japonesas e foi capturado. A embarcação passou a integrar a Marinha Imperial Japonesa como barco patrulha número 102.
Aliados relataram avistamentos de um destróier americano operando em território inimigo. O episódio gerou o apelido de navio fantasma do Pacífico. Ao final da guerra, o USS Stewart foi encontrado abandonado em um porto japonês. A Marinha dos Estados Unidos o recuperou e o trouxe de volta.
Equipe combinou tecnologia e pesquisa histórica
A operação contou com parceria entre Ocean Infinity, Air Sea Heritage Foundation, SEARCH Inc., NOAA Office of National Marine Sanctuaries e Naval History and Heritage Command. Pesquisadores cruzaram coordenadas antigas de rebocadores com dados modernos de busca.
A Ocean Infinity testava novos sistemas em uma área de dezenas de milhas náuticas quadradas. Os veículos autônomos entregaram imagens nítidas em poucas horas de varredura. Depois do sonar inicial, uma inspeção visual com ROV confirmou detalhes do local.
O presidente da Air Sea Heritage Foundation destacou o valor histórico do achado. A descoberta reforça o potencial de veículos autônomos para mapear o fundo oceânico e preservar patrimônio naval.
Preservação excepcional chama atenção de especialistas
O estado do casco surpreende pela idade do navio. Destróieres dessa classe raramente permanecem tão inteiros após décadas submersos. A posição ereta no fundo contribui para a conservação relativa das estruturas.
Cientistas observam que o local protegido dentro do santuário marinho pode ter ajudado a reduzir danos. O naufrágio não sofre interferência humana direta. Imagens mostram esponjas e outros organismos marinhos sobre o metal, mas a forma geral se mantém reconhecível.
Detalhes técnicos do mapeamento
A busca usou múltiplos sensores simultâneos. O sonar de alta resolução produziu imagens que permitiram identificar o tipo exato de embarcação. A profundidade e a orientação coincidem com relatos de 1946 sobre o exercício de afundamento.
- Veículos usados: três HUGIN 6000 da Ocean Infinity.
- Sensores principais: sonar de abertura sintética e multifeixe.
- Duração da varredura principal: 24 horas.
- Profundidade confirmada: 1.036 metros.
- Distância da costa: aproximadamente 48 quilômetros.
A operação ocorreu sem perturbar o sítio. Todas as atividades seguiram permissão do santuário e aprovação da Marinha americana.
Significado para estudos de arqueologia subaquática
O caso do USS Stewart demonstra como tecnologia moderna pode resolver mistérios antigos. O navio serviu em dois lados do conflito e depois virou alvo de treino. Sua trajetória única o tornou símbolo de histórias pouco conhecidas da Segunda Guerra no Pacífico.
Pesquisadores planejam análises adicionais com base nos dados coletados. O material ajuda a entender melhor a construção naval da época e os efeitos do tempo no fundo do mar. O santuário protege o local para futuras investigações não invasivas.
A descoberta também destaca o papel de parcerias entre empresas de robótica marinha, instituições sem fins lucrativos e órgãos governamentais. O trabalho conjunto acelerou o processo que poderia levar anos com métodos tradicionais.
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