Magnata russo morre de infarto ao ser condenado por agredir modeloPor Bruna
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Dmitry Kuzmin, empresário russo de 41 anos, sofreu um infarto fatal dentro da sala de audiência logo após ouvir a sentença de oito anos de prisão por tentativa de homicídio. O magnata havia espancado brutalmente sua ex-namorada, a modelo Anzhelika Tartanova, causando deformação do crânio e lesões neurológicas irreversíveis. O colapso cardíaco ocorreu segundos após o juiz proferir a condenação, impedindo que Kuzmin cumprisse sequer um dia de sua pena.
A morte súbita do agressor gerou repercussão internacional, com cobertura de veículos europeus como o tabloides britânico The Sun. O caso expõe a violência extrema do crime e contrasta o destino trágico do acusado com a luta contínua da vítima pela recuperação das lesões permanentes sofridas.
Sentença desencadeia colapso cardíaco no tribunal
A leitura da sentença marcou momento de tensão máxima na audiência. Kuzmin havia apostado, junto com sua defesa, que escaparia da prisão através da loophole oferecida pela lei penal russa: alistar-se como soldado na guerra contra a Ucrânia. O juiz, porém, proferiu condenação direta e sem margem para recursos em liberdade.
Ao compreender que seria enviado para regime fechado, o empresário começou a passar mal. Relatos indicam que a parada cardíaca foi fulminante, induzida pelo nível extremo de estresse psicológico do momento. Kuzmin, que construiu sua fortuna expressiva no setor de construção de estradas, não resistiu à sentença.
A morte no tribunal eliminou qualquer possibilidade de apelação ou revisão judicial. O magnata faleceu enquanto ainda usava a toga do acusado, antes mesmo de sair do edifício do tribunal.

Agressão ocorreu após término de relacionamento de seis meses
O crime aconteceu em 23 de novembro de 2025, quando Anzhelika Tartanova decidiu encerrar o relacionamento com Kuzmin. A rejeição desencadeou uma reação violenta imediata do empresário, que atacou a companheira de forma impiedosa dentro de seu próprio local de residência.
A vítima foi espancada com tal brutalidade que perdeu a consciência e caiu gravemente ferida na rua. Vizinhos acionaram os serviços de emergência após encontrá-la inconsciente. Os golpes foram tão severos que resultaram em traumatismo craniano catastrófico.
Tartanova, que tinha 33 anos na época do ataque, nunca havia dado motivo aparente para a violência. O relacionamento durara apenas seis meses. Testemunhas descrevem o ataque como desproporcional e deliberadamente brutal.
Lesões neurológicas irreversíveis marcam recuperação da modelo
O diagnóstico médico revelou destruição severa da estrutura craniana. Anzhelika sofreu deformação permanente do crânio, com perda de parte da estrutura óssea. Os danos ultrapassavam o trauma físico imediato. As lesões neurológicas extensas provocaram problemas cognitivos de caráter permanente e irreversível.
Durante os primeiros meses de reabilitação hospitalar, a modelo ficou completamente impossibilitada de falar ou se comunicar. Ela permaneceu em estado de dependência total, necessitando de assistência intensiva para funções básicas. Meses de terapia foram necessários apenas para recuperar a capacidade mínima de expressão:
- Perda parcial da audição em um dos ouvidos
- Dificuldades severas de fala e articulação
- Comprometimento da memória de curto prazo
- Limitações motoras no lado esquerdo do corpo
- Necessidade contínua de medicação neurológica
Tartanova conviverá com essas limitações pelo resto da vida. A recuperação completa é medicamente impossível. Enquanto ela enfrenta uma existência marcada pelas sequelas permanentes, o responsável morreu antes de cumprir qualquer dia de cadeia.
Empresário enfrentava pressão legal desde o ataque
O processo criminal se estendeu por mais de um ano entre o crime e a sentença final. Durante esse período, Kuzmin permaneceu livre, circulando normalmente em Moscou enquanto sua vítima lutava pela recuperação das lesões. A defesa do magnata argumentou por pena reduzida, mas o tribunal considerou insuficientes os atenuantes apresentados.
A condenação a oito anos foi considerada rigorosa por padrões russos para casos de violência doméstica. O juiz responsável levou em conta a gravidade das lesões causadas e o caráter premeditado da agressão. A alternativa militar oferecida pela legislação penal russa permitia que condenados se alistassem no conflito na Ucrânia para reduzir ou evitar a pena.
Kuzmin possuía fortuna estimada em milhões de rublos, acumulada através de contratos de construção de infraestrutura rodoviária. Seus advogados preparam estratégia legal para explorar brechas processuais, mas a morte eliminaria qualquer ação futura.
Repercussão internacional e reações públicas
A morte dramática de Kuzmin na sala de audiência gerou manchetes em veículos europeus de grande circulação. O contraste entre a morte súbita do agressor e a luta contínua da vítima pelas limitações permanentes alimentou debate sobre violência doméstica e desproporção entre castigos.
Redes sociais russas explodiram em comentários sobre o caso, com parte do público vendo a morte como “justiça do destino” e outra parte expressando preocupação com a saúde mental de Kuzmin. Organismos de defesa dos direitos das mulheres utilizaram o caso como exemplo de vulnerabilidade das vítimas de violência em relacionamentos.
Anzhelika Tartanova não comentou publicamente a morte de seu agressor. Seu estado atual de saúde permanece sob privacidade total, com apenas informações médicas genéricas divulgadas periodicamente.







