Faxineira acusada de encobrir desaparecimento em Nantes é libertada sob supervisãoPor Bruna
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Uma mulher de 27 anos, contratada como faxineira, foi libertada sob supervisão judicial na quarta-feira após meses detida no caso do desaparecimento de Manon Relandeau, jovem mãe da região de Nantes. A decisão partiu da câmara de instrução do Tribunal de Apelação de Rennes, que considerou suficientes as restrições judiciais em lugar da prisão preventiva. Ela havia sido acusada de conspiração para cometer um crime e alteração da cena do crime em 23 de abril, logo após ser contratada pelo companheiro da vítima no final de março.
A faxineira argelina respondeu a um anúncio online publicado pelo marido de Manon Relandeau e iniciou trabalhos na casa do casal em Saint-Étienne-de-Montluc em 27 de março — o mesmo dia em que a agricultor de 31 anos foi visto pela última vez. Seu advogado, Kamel Derouiche, argumenta que ela não tinha conhecimento do plano de fuga e não possuía informações que a levassem a suspeitar de um crime, especialmente porque teria começado a trabalhar há apenas alguns dias.
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Argumento da defesa sobre limpeza do imóvel
O advogado parisiense criticou a acusação de “alteração da cena do crime” alegando que a cliente apenas cumpria suas funções. “Não se pode culpar uma faxineira por limpar”, afirmou Derouiche à imprensa após audiência a portas fechadas. De acordo com a defesa, a mulher foi acusada especificamente porque supostamente limpou o apartamento onde Manon Relandeau desapareceu, mas essa atividade é parte ordinária de seu trabalho.
A mulher chegou à França em outubro de 2025 com formação acadêmica de mestrado obtida na Argélia. Segundo relatos de seu advogado, ela tornou-se vítima de violência doméstica grave logo após chegar ao país, sendo acolhida pelos serviços sociais do Samu em situação precária em 9 de março. Esse contexto, para a defesa, torna implausível que tivesse participado voluntariamente de um crime apenas dias depois.
Companheiro de Manon preso na Argélia
O homem de 41 anos, companheiro da vítima, encontra-se atualmente detido na Argélia. Ele viajou para Argel em 2 de abril com a filha do casal, então com apenas 15 meses de idade, dias após o desaparecimento de Manon Relandeau. Registros indicam que ele possui antecedentes de violência doméstica, tendo recebido pena de prisão suspensa por violência contra uma ex-companheira.
A investigação avança em múltiplos fronts, com acusações relacionadas ao desaparecimento e possível homicídio ainda em andamento. As autoridades francesas trabalham no caso enquanto o principal suspeito permanece fora do alcance da justiça europeia.
Outros envolvidos liberados
Diversos indivíduos ligados ao caso já foram soltos nas semanas anteriores. Um motorista de táxi, acusado de ter auxiliado o companheiro de Manon Relandeau, também foi libertado na semana passada. Como a faxineira, ele estava sob suspeita de envolvimento nas ações posteriores ao desaparecimento.
As acusações contra os envolvidos incluem:
- Conspiração para cometer um crime
- Alteração e ocultação da cena do crime
- Possível ocultamento de cadáver
- Auxílio em fuga para jurisdição estrangeira
- Envolvimento em desaparecimento forçado
Cronologia dos eventos
O desaparecimento de Manon Relandeau marca um ponto crítico em 27 de março, quando a jovem foi vista pela última vez em sua residência. Três dias depois, em 2 de abril, seu companheiro deixou a França rumo à Argélia com a filha menor. A faxineira foi formalizada acusada em 23 de abril, quase um mês após o desaparecimento. As decisões judiciais em favor de liberações sob supervisão começaram cerca de uma semana antes dessa data.
A defesa continua argumentando que a faxineira não teve oportunidade de conhecer detalhes do plano de fuga e que sua contratação recente no imóvel torna improvável seu envolvimento premeditado. A supervisão judicial agora imposta permite que ela permaneça sob restrições mais leves enquanto aguarda desdobramentos da investigação.















