Homem recebe prisão preventiva após agredir irmão com tijolo e barra de ferro em SP
Alcides Ferreira de Souza, de 52 anos, foi preso em flagrante após agredir o próprio irmão, de 44, com um tijolo e uma barra de ferro em Registro, no interior de São Paulo. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada no domingo (10). A violência ocorreu no bairro Vila Ouro, onde o suspeito invadiu a residência da família.
De acordo com a Polícia Civil, três dias antes do ataque havia ameaçado familiares com uma faca. Esse histórico de agressividade foi determinante para a decisão judicial de manter Alcides detido sem direito a fiança.
Sequência de agressões durante a invasão
Alcides invadiu a casa e começou a ameaçar que ninguém o tiraria do imóvel. Ele então pegou um tijolo e desferiu golpes repetidos na cabeça do irmão, causando ferimentos graves. Logo em seguida, o agressor apanhou uma barra de ferro e continuou agredindo a vítima, focando nos braços e mãos.
Mais sobre o assunto: Impacto devastador: quando a agressão aos filhos mira emocionalmente a mulher, como em Itumbiara
A força dos ataques foi tanta que o próprio Alcides sofreu ferimentos durante o confronto. Ele apresentava lesão no antebraço quando a Polícia Militar chegou ao local. Ambos os irmãos foram levados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde receberam medicação e foram liberados após o atendimento.
Prisão e procedimentos policiais
Os policiais militares prenderam Alcides em flagrante delito ainda no local do crime. A barra de ferro utilizada nos ataques foi apreendida e enviada para perícia forense. O suspeito optou por permanecer em silêncio durante os procedimentos policiais, exercendo seu direito de não se autoincriminar.
O caso foi registrado formalmente como tentativa de homicídio no sábado (9). A qualificação do crime reflete a gravidade das agressões e o risco de morte que a vítima correu.
Os seguintes procedimentos foram realizados:
- Prisão em flagrante no local da agressão
- Apreensão da barra de ferro para análise forense
- Atendimento de emergência para ambas as vítimas
- Registro policial de tentativa de homicídio
- Encaminhamento para audiência de custódia no domingo
- Conversão da prisão em flagrante para preventiva pelo juiz
Escalada de violência nos dias anteriores
Três dias antes das agressões com tijolo e barra, Alcides havia invadido a mesma casa e ameaçado a mãe e o neto dela com uma faca. Esse primeiro episódio também resultou em prisão, mas o suspeito foi liberado durante sua audiência de custódia inicial. A soltura antecipada não impediu a continuidade dos atos violentos.
A Polícia Civil identificou uma clara escalada de agressividade e periculosidade no comportamento de Alcides. O padrão de invasões repetidas à mesma residência, combinado com ameaças com armas brancas e posterior ataque com objetos contundentes, demonstrou risco crescente à integridade física dos familiares.
Argumentação para a prisão preventiva
Durante a audiência de custódia realizada no domingo (10), o Tribunal de Justiça de São Paulo considerou diversos fatores para converter a prisão em preventiva. O histórico de violência doméstica, a escalada dos ataques, o uso de diferentes armas e a gravidade das lesões causadas foram pontos centrais na decisão judicial.
A solicitação da Polícia Civil enfatizou que Alcides representava risco significativo à segurança da família. A progressão de comportamentos agressivos, começando com ameaças e evoluindo para tentativa de homicídio, indicava potencial para crimes ainda mais graves se mantido em liberdade.
O magistrado responsável pela audiência de custódia deferiu o pedido de prisão preventiva, mantendo Alcides detido sem direito a fiança até o julgamento de mérito do processo. Essa decisão reflete a avaliação judicial de que o réu permanece perigoso e que sua soltura antecipada traria risco concreto aos familiares.

















