Lei 15.413 entra em vigor e garante acesso de crianças e adolescentes à saúde mental no SUS

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SUS - Foto: Andrzej Rostek/iStock.com

A Lei 15.413, de 2026, foi publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União. O texto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente para incluir o direito explícito ao acesso a programas de saúde mental no SUS. A medida abrange prevenção, tratamento e atenção especializada.

A legislação determina que crianças e adolescentes tenham garantido atendimento psicossocial básico e especializado. Casos de urgência e emergência também entram na cobertura. Para quem vive em situação de vulnerabilidade, os medicamentos indicados devem ser oferecidos de forma gratuita ou subsidiada.

Alteração no Estatuto da Criança e do Adolescente cria novo artigo

A lei insere o artigo 11-A no Estatuto da Criança e do Adolescente. O dispositivo assegura programas promovidos pelo SUS voltados à prevenção e ao tratamento de transtornos mentais.

Profissionais de saúde envolvidos na linha de cuidado precisam receber formação específica. O foco está na detecção precoce de sinais de risco e no acompanhamento adequado dos pacientes. A norma também inclui atenção hospitalar quando necessário.

  • Crianças e adolescentes passam a ter direito a programas de prevenção de transtornos mentais
  • Atendimento psicossocial básico e especializado fica garantido no SUS
  • Medicamentos gratuitos ou subsidiados para casos de vulnerabilidade
  • Formação contínua de profissionais para identificação de riscos
  • Cobertura de atenção de urgência, emergência e hospitalar
Criança apontando para quadro-negro com rostos emocionais, Conceito de psicologia infantil – Anton Vierietin/shutterstock.com

Projeto partiu de iniciativa da senadora Damares Alves

A proposta original era o PL 4928/2023, apresentado pela senadora Damares Alves. O texto tramitou no Senado e na Câmara dos Deputados. A Comissão de Assuntos Sociais aprovou a matéria com relatoria do senador Flávio Arns.

O Congresso Nacional concluiu a análise e enviou o projeto para sanção presidencial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei sem vetos. A publicação ocorreu nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026.

A senadora Damares Alves destacou a importância da medida para enfrentar índices elevados de sofrimento mental entre jovens. Ela citou a necessidade de o poder público atuar de forma obrigatória no acolhimento.

Lei responde a demandas por ampliação de serviços no SUS

Dados de saúde pública indicam aumento de casos de ansiedade e depressão na faixa etária infantojuvenil nos últimos anos. A nova norma busca estruturar respostas dentro do sistema público.

Estados e municípios vão precisar adequar suas redes de atenção psicossocial. O texto reforça as linhas de cuidado já existentes, mas cria obrigação legal clara. Especialistas veem potencial para reduzir filas e melhorar o acesso em regiões com menor oferta de serviços.

A implementação deve ocorrer de forma gradual. O Ministério da Saúde ainda deve detalhar portarias e fluxos operacionais para os gestores locais.

Mudança fortalece direitos previstos no Estatuto da Criança

O Estatuto da Criança e do Adolescente, de 1990, já previa proteção integral à saúde. A Lei 15.413 adiciona especificidade ao tema da saúde mental.

A alteração acontece em um momento de maior visibilidade sobre o tema. Famílias relatam dificuldades para conseguir vagas em serviços especializados. A lei estabelece que o SUS deve oferecer as ações necessárias conforme as diretrizes nacionais.

Profissionais da rede básica ganham respaldo para identificar casos e encaminhar adequadamente. A formação continuada prevista deve alcançar equipes de Estratégia Saúde da Família e centros de atenção psicossocial infantojuvenil.

Próximos passos envolvem regulamentação e capacitação

Secretarias de saúde nos estados e municípios começam a receber orientações sobre a aplicação da lei. O foco inicial deve ser na integração entre serviços de atenção básica e especializada.

A lei entra em vigor imediatamente após a publicação. No entanto, a expansão efetiva da oferta depende de recursos e planejamento local.

O texto aprovado representa um avanço normativo. Ele consolida o entendimento de que saúde mental faz parte da atenção integral à criança e ao adolescente.

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