Novo medicamento reduz em 60% risco de morte por câncer de pâncreas em estudo apresentado no Asco 2026

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Câncer de pâncreas

Câncer de pâncreas - Foto: Mohammed Haneefa Nizamudeen / Istockphoto.com

O maior congresso de oncologia do mundo apresentou resultados que podem alterar o tratamento de tumores agressivos. O Asco 2026, realizado em Chicago entre 29 de maio e 2 de junho, reuniu cerca de 35 mil profissionais. O oncologista Fernando Maluf, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo e do Einstein Hospital Israelita, acompanhou os estudos de perto.

Ele apontou o avanço contra o câncer de pâncreas como um dos pontos mais importantes. Um medicamento experimental mostrou números expressivos.

Medicamento experimental dobra sobrevida em câncer de pâncreas

O daraxonrasib inibe uma proteína presente em mais de 90% dos casos de câncer de pâncreas. O estudo de fase 3 demonstrou redução de 60% no risco de morte. A sobrevida mediana passou de 6,7 meses com quimioterapia padrão para 13,2 meses com o novo remédio.

A apresentação do resultado gerou aplausos e emoção na plateia. O medicamento oral atua em mutações da família RAS, alvo considerado difícil por décadas.

  • O remédio foi testado em pacientes com câncer de pâncreas metastático
  • A pesquisa envolveu centros em vários países
  • Os dados foram divulgados na sessão plenária do evento

Pesquisadores observam que o resultado representa o maior avanço registrado até agora para esse tipo de tumor.

Avanços em câncer de bexiga e próstata também chamam atenção

Estudos sobre câncer de bexiga trouxeram opções adicionais de tratamento. Novas combinações de medicamentos mostraram ganhos em controle da doença. No câncer de próstata, os dados reforçaram estratégias já em uso e indicaram refinamentos.

Fernando Maluf avaliou que o congresso entregou progressos consistentes em múltiplas frentes. Ele destacou a compreensão cada vez maior sobre o crescimento individual de cada tumor.

Terapia celular expande alcance para tumores sólidos

A terapia celular, como a abordagem CAR-T, ganhou espaço com dados promissores. Até então mais consolidada em tumores hematológicos, a técnica avança para tumores sólidos. Os resultados iniciais indicam possibilidade de ação mais direcionada.

Especialistas acompanham o desenvolvimento de marcadores tumorais. Esses indicadores ajudam a escolher o tratamento mais adequado para cada paciente. A personalização ganha força com base nos estudos apresentados.

O oncologista brasileiro citou o equilíbrio entre os avanços científicos e os desafios de acesso. Novas drogas demandam tempo para aprovação e incorporação em sistemas de saúde.

O que muda na prática clínica nos próximos anos

Os resultados do Asco 2026 alimentam expectativas de protocolos atualizados. Câncer de pâncreas, um dos mais letais, pode ter nova opção em breve. Outros tumores também se beneficiam de refinamentos.

Fernando Maluf reforçou a importância de acompanhar a evolução dos estudos. Ele participou do evento como uma das referências brasileiras no tema.

O congresso reforça a tendência de tratamentos mais precisos. A combinação de drogas inteligentes, marcadores e terapias celulares define o caminho adiante.

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