Parasita mortal ameaça rebanho bovino dos EUA com caso no Texas

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Boi, gados

Boi, gados - Brandmeister/shutterstock.com

Larvas da mosca-da-bicheira foram detectadas em um bezerro no Texas. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos confirmou o caso na quarta-feira. Trata-se da primeira ocorrência da praga em território americano em uma década. O animal, de três semanas de idade, apresentava infestação na região umbilical. Autoridades ativaram medidas imediatas de contenção para evitar a disseminação.

O parasita, conhecido como New World screwworm, deposita ovos em feridas ou mucosas de animais de sangue quente. As larvas se alimentam de tecido vivo e podem levar o hospedeiro à morte em poucos dias se não forem tratadas. O rebanho bovino dos EUA já opera no menor patamar em 75 anos. Qualquer avanço da praga pode agravar a pressão sobre a produção de carne e elevar custos para frigoríficos.

Detecção ocorreu perto da fronteira com o México

O caso foi identificado em La Pryor, no condado de Zavala, a cerca de 50 quilômetros da fronteira mexicana. O USDA confirmou a presença das larvas após análise em laboratório. Não há registro de outros casos até o momento. Produtores da região estavam em alerta desde o avanço do parasita no México nos últimos meses.

Restrições à movimentação de animais foram impostas em um raio de 20 quilômetros ao redor do local. Equipes aceleram a liberação de moscas estéreis na área para interromper o ciclo reprodutivo da praga. O FDA autorizou o uso emergencial de medicamentos veterinários caso a situação se agrave.

  • Larvas encontradas na região umbilical do bezerro de três semanas
  • Primeira confirmação nos EUA desde 2016
  • Medidas sanitárias limitam transporte de gado na zona afetada
  • Liberação de moscas estéreis já em andamento
  • Monitoramento intensificado para novos focos
mosca – Agung pramudita/Shutterstock.com

Impacto no mercado de carne já se reflete em ações

Após o anúncio, as ações da Tyson Foods recuaram 4,2% em Nova York. O papel da JBS caiu 2,6%, atingindo o menor nível desde a listagem nos EUA. O rebanho reduzido dos EUA já elevava preços da carne. Uma eventual disseminação da mosca-da-bicheira pode intensificar esses efeitos.

O parasita não representa risco à segurança alimentar quando a carne é processada corretamente. O foco das autoridades permanece na proteção do gado e da cadeia produtiva. O USDA reforça que o animal afetado deve se recuperar com tratamento adequado.

Estratégia de erradicação histórica é reativada

Os Estados Unidos erradicaram a mosca-da-bicheira em seu território na década de 1960 por meio de um programa massivo de moscas estéreis. A técnica consiste em liberar machos estéreis que competem com os selvagens e reduzem a reprodução da espécie. O método foi usado com sucesso em várias regiões das Américas.

A detecção atual reacende discussões sobre vigilância na fronteira sul. O México enfrenta surtos recentes, o que aumentou o risco de entrada nos EUA. Autoridades americanas expandiram armadilhas e monitoramento em áreas de risco. O plano envolve contenção rápida para preservar a sanidade do rebanho nacional.

Produtores recebem orientações para prevenção

Ranchers foram orientados a inspecionar feridas em animais e reportar qualquer suspeita imediatamente. O tratamento precoce das miíases evita perdas individuais e reduz o risco de propagação. O USDA mantém equipes de resposta em prontidão.

A pecuária americana já lida com custos elevados por causa do rebanho encolhido. Qualquer ameaça adicional pode pressionar ainda mais os preços ao consumidor. Analistas acompanham o desenrolar das ações de controle nas próximas semanas.

O caso isolado serve como lembrete da fragilidade das cadeias produtivas frente a parasitas transfronteiriços. Medidas preventivas seguem em execução para proteger a produção bovina dos Estados Unidos.

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