Tempestade geomagnética pode tornar aurora boreal visível em 23 estados dos EUA

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Aurora Boreal, Tempestade geomagnética

Aurora Boreal, Tempestade geomagnética - zorazhuang/ Istockphoto.com

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) emitiu alerta para tempestades geomagnéticas fortes que podem permitir a observação de aurora boreal em regiões do norte dos Estados Unidos. O fenômeno, raro em latitudes médias, deve ocorrer nesta quinta-feira, 4 de junho, e na sexta-feira, 5 de junho de 2026. Meteorologistas espaciais rastreiam múltiplas perturbações solares que se dirigem à Terra.

Três ejeções de massa coronal (EMC) e um fluxo de vento solar de alta velocidade se combinam para aumentar a atividade. Uma delas partiu em 30 de maio. Outras erupções de classe X ocorreram em 3 de junho. O índice Kp pode chegar a 8, o que indica condições severas.

Múltiplas ejeções solares convergem para o campo magnético terrestre

O Sol apresentou alta atividade nos últimos dias. Uma região ativa lançou flares de classes M e X. As ejeções resultantes devem interagir com o vento solar de um buraco coronal. Essa convergência amplifica o impacto esperado.

Especialistas acompanham o campo magnético interplanetário. Quando a componente Bz aponta para o sul, a conexão com a magnetosfera da Terra se fortalece. Satélites como o DSCOVR da NOAA medem velocidade e intensidade do vento solar em tempo real. O aviso de pico costuma chegar com apenas 30 minutos de antecedência.

A previsão indica tempestades de nível G3, com possibilidade isolada de G4. Esse patamar permite que partículas carregadas penetrem mais fundo na atmosfera.

Estados com chance de observação da aurora boreal

  • Washington, Idaho, Montana, Wyoming, Dakota do Norte, Dakota do Sul, Minnesota, Wisconsin, Michigan, Nova York e Maine têm as melhores condições no norte.
  • Oregon, Nebraska, Iowa, Illinois, Indiana, Ohio, Pensilvânia, Massachusetts, Connecticut, Rhode Island, Vermont e Nova Hampshire também podem registrar breves exibições.
  • Observadores no norte verão cores mais intensas no horizonte. Locais mais ao sul dependem de céu limpo e atividade máxima.

A lista cobre 23 estados ao todo. O fenômeno costuma ficar restrito a regiões polares.

Desafios para quem pretende observar o espetáculo

O solstício de junho se aproxima. No hemisfério norte, as noites são mais curtas e o crepúsculo se prolonga. Isso reduz a escuridão necessária para visualizar auroras fracas.

Recomenda-se procurar pontos afastados de poluição luminosa. Aplicativos e sites de monitoramento em tempo real ajudam a acompanhar o vento solar. A atividade pode surgir de forma repentina e durar minutos. Nuvens ou luzes urbanas atrapalham a visibilidade.

Mesmo com esses obstáculos, a força combinada das perturbações solares cria uma janela favorável.

O que causa as auroras boreais

Partículas carregadas do Sol colidem com gases da alta atmosfera terrestre. Oxigênio e nitrogênio se excitam e emitem luz em tons de verde, vermelho e roxo. Tempestades geomagnéticas aceleram esse processo.

O ciclo solar atual, o 25, está próximo do pico. Períodos de maior atividade aumentam a frequência de eventos como este. Histórico recente mostra auroras em latitudes inesperadas durante tempestades fortes.

Como acompanhar a evolução do evento em tempo real

A NOAA atualiza previsões regularmente em seu portal de clima espacial. Imagens de câmeras all-sky em diferentes regiões ajudam a confirmar avistamentos. Comunidades de observadores compartilham registros fotográficos quando as condições permitem.

Meteorologistas alertam que o pico pode variar conforme a chegada exata das ejeções. Modelos indicam chegada combinada a partir da tarde de quinta no fuso horário da Costa Leste.

O evento reforça a influência do Sol sobre o ambiente espacial próximo à Terra.

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