A seleção do México inicia sua terceira trajetória como anfitriã em Mundiais nesta quinta-feira, medindo forças com a África do Sul a partir das 16h (horário de Brasília). Para o confronto, a equipe conta com o retrospecto favorável de seu principal calvário e fortaleza esportiva: o estádio Azteca. O selecionado mexicano jamais sofreu uma derrota atuando no tradicional gramado da capital, palco que recebeu elogios públicos do mandatário da Fifa, Gianni Infantino, que o classificou como um templo do futebol global.
Nos torneios de 1970 e 1986 sediados em território mexicano, o time da casa acumulou cinco triunfos e duas igualdades nas sete vezes em que pisou no gramado do estádio Azteca. A desclassificação em ambas as oportunidades ocorreu justamente quando a equipe precisou se deslocar para outras arenas. Na primeira experiência, o grupo obteve um empate por 0 a 0 diante da União Soviética e superou El Salvador por 4 a 0 e a Bélgica por 1 a 0, mas acabou batido pela Itália nas quartas de final ao atuar na cidade de Toluca.
Dezesseis anos mais tarde, o melhor desempenho histórico do país na competição foi interrompido no município de Monterrey. Até aquele momento, os donos da casa haviam superado os belgas por 2 a 1, o Iraque por 1 a 0 e empatado com o Paraguai em 1 a 1 na etapa inicial do torneio. Na fase seguinte, despacharam a Bulgária com um placar de 2 a 0, contudo, na emblemática quinta partida, foram superados nos pênaltis pela Alemanha Ocidental longe da capital.
O chaveamento logístico elaborado para a atual edição do torneio se mostra vantajoso para os comandados locais, que duelam com os sul-africanos e com a República Tcheca no estádio Azteca, saindo de lá apenas para o compromisso frente à Coreia do Sul, agendado para a cidade de Guadalajara. Caso o México consolide a liderança da sua chave, o retorno ao Distrito Federal estará garantido para enfrentar um dos times classificados na terceira posição de outros grupos. A quebra do histórico tabu de alcançar as quartas de final poderá ser consolidada no próprio estádio Azteca se a equipe avançar nas oitavas, sendo que um eventual sexto duelo seria disputado nos Estados Unidos.
O atual comandante da equipe, Javier Aguirre, participou do plantel de atletas na edição de 1986 e destacou o impacto positivo que o apoio vindo das arquibancadas exercerá sobre os jogadores em campo. O técnico declarou em entrevista coletiva que o público apoiará o time independentemente das circunstâncias, transformando o evento em uma lembrança duradoura, e ressaltou o desejo de iniciar a caminhada com um resultado positivo para marcar um momento singular na carreira dos atletas.

