O Real Madrid não conseguiu avançar na contratação de um grande nome ofensivo para a próxima temporada. A promessa de Florentino Pérez de uma oferta recorde de 150 milhões de euros esbarrou em recusas firmes dos clubes envolvidos, deixando o presidente sem um “galáctico” acessível no mercado atual.
Alvos principais viram portas fechadas
Julián Álvarez era o principal objetivo. O Atlético de Madrid rejeitou qualquer negociação e direcionou o Real Madrid para a cláusula de rescisão de 500 milhões de euros do argentino, um valor considerado proibitivo. Antes disso, o nome de Michael Olise, destaque do Bayern de Munique, também circulou, mas o clube alemão foi categórico: o jogador não está à venda.
Com Joao Neves e Vitinha, do PSG, a situação se repetiu. Jorge Mendes, agente dos dois portugueses e de José Mourinho, novo treinador merengue, deixou claro que ambos são inegociáveis para o clube francês. “Eles nunca foram opção para ninguém. Estão muito felizes no PSG”, reforçou o empresário.
Mourinho prioriza equilíbrio e solidez defensiva
Diante do cenário, o foco do Real Madrid muda. Segundo informações consistentes, José Mourinho não vê necessidade urgente de uma estrela de ataque. O técnico português quer construir um time sólido e equilibrado, com ênfase na defesa. O clube já avançou nas contratações de Ibrahima Konaté e Denzel Dumfries para suprir as saídas de Alaba e Carvajal.
Os próximos passos incluem mais um zagueiro — nomes como Josko Gvardiol e Riccardo Calafiori são bem avaliados — e pelo menos um meio-campista. Para Mourinho, o setor ofensivo já conta com qualidade suficiente com Kylian Mbappé e Vinicius Júnior.
Haaland segue como incógnita distante
Erling Haaland aparece como a única possibilidade real de um galáctico no horizonte, mas com enormes dificuldades. Especulações sobre uma cláusula liberatória no Manchester City persistem, embora o pai e agente do norueguês já tenham desmentido promessas anteriores, inclusive uma feita por um candidato à presidência do Real Madrid.
O que muda para o Real Madrid
Essa sequência de recusas marca o fim, por enquanto, da estratégia de contratações bombásticas no ataque. O clube caminha para um modelo mais pragmático sob Mourinho, priorizando correções pontuais na defesa e meio-campo. A temporada 2026/27 começa com um time mais equilibrado, mas sem o impacto imediato de um novo superstar ofensivo.

