Ochoa disputa sua sexta Copa do Mundo pelo México: “Tão animado quanto da primeira vez”

Guillermo Ochoa

Guillermo Ochoa - Marco Iacobucci Epp/ shutterstock.com

Metade da trajetória de vida voltada ao principal torneio de futebol do planeta. Dessa forma é possível resumir a caminhada profissional desenvolvida pelo arqueiro Guillermo Ochoa. O grande expoente da seleção do México começa nesta quinta-feira, no confronto diante da África do Sul (ainda que iniciando no banco de suplentes), a sua sexta jornada em Mundiais. Um feito histórico que somente ele, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo alcançaram até hoje.

— No aspecto individual, me sinto motivado e contente com este período inédito da minha trajetória, com mais uma Copa do Mundo prestes a começar. Conforme mencionei em diferentes oportunidades, não representou uma tarefa simples atingir a minha sexta Copa do Mundo. Sinto a mesma empolgação registrada na minha primeira experiência — manifestou o arqueiro, em depoimento concedido à entidade máxima do futebol.

Guillermo Ochoa se encontra em sua sexta Copa do Mundo, contudo não atuou em todas as edições. No torneio inicial, em 2006, Oswaldo Sánchez ocupou o posto de titular. No ano de 2010, Óscar Pérez ganhou uma nova oportunidade aos 37 anos de idade — superando justamente a concorrência de Guillermo Ochoa.

  • 2006 – Permaneceu na reserva durante todo o torneio
  • 2010 – Permaneceu na reserva durante todo o torneio
  • 2014 – Atuou em quatro confrontos: obteve dois triunfos, um empate e revés único
  • 2018 – Atuou em quatro confrontos: obteve dois triunfos e dois reveses
  • 2022 – Atuou em três confrontos: obteve um triunfo, um empate e revés único

O atleta exerceu a titularidade da meta mexicana nos anos de 2014, 2018 e 2022. Guillermo Ochoa se apresenta para a competição de 2026 sem carregar a preferência unânime para a vaga. Mesmo diante do desfalque de Luis Malagón, cortado por problemas físicos, o cenário provável aponta que ele seja o reserva imediato de José Raúl Rangel.

Contudo, essa condição não reduz a sua relevância perante os atletas e os cidadãos do país, de forma ampla. Coube a Guillermo Ochoa receber das mãos da governante máxima do país, Claudia Sheinbaum, o pavilhão nacional do México, durante solenidade promovida na última segunda-feira.

O defensor passou o ano de 2025 sem figurar nas listas de convocados da seleção do México, mas acabou lembrado para o confronto preparatório contra a Austrália no mês de maio e assegurou uma vaga na relação definitiva para o torneio de 2026. Um elenco que apresenta também o competidor de menor idade de todo o campeonato.

— Sendo bastante sincero, o Memo configura uma das minhas grandes referências, visto que desde a infância, todas as vezes que acompanhava as partidas da seleção, ele se posicionava na meta, evitando que sofrêssemos goleadas. Atualmente, usufruir da oportunidade de estar no gramado com ele e contar com sua parceria no elenco representa a realização de um grande objetivo — declarou o jovem meio-campista Gil Mora, atualmente com 17 anos.

De que maneira Guillermo Ochoa obteve uma ascensão tão acelerada ao posto de principal arqueiro do esquadrão mexicano? Sua primeira partida pela seleção ocorreu em dezembro de 2005, em um enfrentamento amistoso contra a Hungria, quando tinha 20 anos de idade. Naquele período, ele cumpria o seu terceiro ano como atleta principal no América. A chance na equipe de cima do clube do México aconteceu por intermédio do suporte de um profissional nascido no Brasil.

— Fui o responsável por conceder a primeira chance para Memo Ochoa. Seu nome de batismo é Guillermo, porém realizamos o chamado por Memo. Acompanho a evolução dele desde o período formativo no América. Ele não iniciará entre os titulares, contudo encontra-se focado e possui plenas capacidades. Não representa uma tarefa simples suportar o ciclo de seis Copas do Mundo. Há a necessidade de tolerar muita pressão. Apresentar uma constância extremamente relevante. Nutro enorme consideração e profunda admiração por sua história — declarou o antigo atleta brasileiro Zaguinho, detentor do posto de maior goleador da história do América e do Estádio Azteca.

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