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Lewis Hamilton vence na Espanha e encerra jejum de quase dois anos da Ferrari na Fórmula 1

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Foto: Lewis Hamilton - @lewishamilton
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O veterano Lewis Hamilton voltou a ocupar o lugar mais alto do pódio na Fórmula 1 após um hiato de 686 dias sem vitórias. Em uma exibição de pura estratégia no Grande Prêmio da Espanha neste domingo, o piloto superou George Russell, que havia largado na frente. A terceira colocação caiu no colo de Lando Norris nos momentos finais, graças a uma quebra inesperada no carro de Kimi Antonelli, que lidera a temporada atual.

A última vez que o heptacampeão mundial havia estourado o champanhe da vitória foi no GP da Bélgica de 2024, acumulando uma seca exata de um ano, dez meses e 17 dias. Aos 41 anos de idade, o britânico atinge a impressionante marca de 106 triunfos na categoria máxima do automobilismo, consolidando um recorde absoluto que o afasta ainda mais dos adversários históricos. De quebra, o resultado na pista catalã o isola como o maior vencedor do circuito com sete troféus, deixando para trás a lenda Michael Schumacher.

Para a equipe Ferrari, a bandeirada final representou um alívio imenso ao quebrar um jejum incômodo de um ano e meio sem subir ao degrau principal. O time de Maranello não sentia o gosto do triunfo desde a conquista de Carlos Sainz no México, ainda em outubro de 2024. Com o sucesso deste fim de semana, a tradicional escuderia italiana amplia sua hegemonia histórica e chega a 249 vitórias, mantendo-se isolada no topo das estatísticas da categoria.

Confira como ficou a tabela de resultados após a bandeirada na Espanha

O quadro a seguir detalha as posições definitivas de todos os competidores que cruzaram a linha de chegada no circuito catalão.

Resumo dos fatos que definiram o rumo da prova

Primeiras curvas definem ritmo inicial dos ponteiros

Assim que as luzes vermelhas se apagaram, George Russell defendeu bem a vantagem da pole e contornou a primeira curva à frente do pelotão. Logo atrás, Kimi Antonelli tentou dar o bote no carro da Ferrari, mas Lewis Hamilton fechou a porta e garantiu a vice-liderança momentânea. O restante do grupo da frente não sofreu grandes alterações, com Lando Norris sustentando o quarto posto, enquanto Max Verstappen precisou suar para recuperar o quinto lugar após perder duas posições nos metros iniciais.

No pelotão intermediário, o brasileiro Gabriel Bortoleto enfrentou dificuldades na arrancada e despencou do 12º para o 17º lugar, ficando preso na traseira de Oliver Bearman. Outro que teve um começo desastroso foi Isack Hadjar, que desperdiçou sua excelente sexta posição no grid e recuou rapidamente para o 14º posto.

Guerra nos boxes dita o ritmo das ultrapassagens

A escolha de compostos ditou o ritmo do primeiro stint, com o carro da Ferrari apostando nos pneus macios contra a borracha média do líder da prova. Essa diferença permitiu a Russell abrir uma margem de 1,5 segundo logo de cara, que saltou para a casa dos dois segundos na quarta passagem. Percebendo o desgaste acelerado, os estrategistas italianos chamaram seu piloto principal para a troca logo na volta 12.

Calçando pneus duros novos, o veterano devolveu seu carro à pista no sétimo lugar, observando a traseira de Oscar Piastri. A Mercedes não perdeu tempo e convocou o líder na passagem seguinte para instalar o mesmo tipo de composto. O retorno do britânico da equipe alemã ocorreu na quinta colocação, sustentando uma folga de dois segundos em relação ao rival de vermelho.

As paradas obrigatórias de Lando Norris e do jovem líder do campeonato alçaram a dupla britânica novamente para o topo da tabela, separados por menos de dois segundos. Charles Leclerc tentou esticar seu stint ao máximo, mas precisou visitar os mecânicos na volta 17. Esse movimento devolveu a ponta da corrida para as mãos de Russell, sempre com a Ferrari número 44 em seu encalço.

Aproximação perigosa força novas paradas nos boxes

Ao longo de um bloco de sete passagens, o ponteiro da Mercedes sofreu para tentar abrir uma janela confortável, estacionando a vantagem na casa de 2,2 segundos. Mais atrás, Antonelli engatou um ritmo alucinante e cortou quatro segundos de desvantagem para o segundo colocado em um piscar de olhos. Para evitar o ataque iminente, o muro da Ferrari agiu rápido e trouxe seu carro para uma nova troca na volta 28.

Agora equipado com borracha de faixa amarela, o heptacampeão ressurgiu na sétima posição, colado no difusor de Oscar Piastri, efetuando a ultrapassagem logo no giro seguinte. O competidor da McLaren, naquele momento, estava focado em caçar a outra Ferrari de Charles Leclerc na briga direta pelo quinto lugar.

Intervenção da direção de prova muda o destino do troféu

A escalada do carro vermelho continuou quando Max Verstappen foi aos boxes na passagem 30, entregando o quinto posto de bandeja. Pouco depois, a ultrapassagem sobre o companheiro de equipe monegasco foi concluída com sucesso, enquanto a briga pela liderança esquentava entre os dois carros da Mercedes. O chamado da equipe alemã para trocar os pneus do líder devolveu a vice-liderança momentânea para as mãos da escuderia italiana.

Tentando o pulo do gato, a garagem da estrela de três pontas antecipou o serviço no carro de Antonelli no giro 38. Isso colocou os dois carros de Maranello nas primeiras posições provisórias, até que o monegasco também fizesse sua parada regulamentar. O cenário mudou drasticamente na volta 41, quando o motor de Fernando Alonso apagou e obrigou o espanhol a encostar na área de escape.

Os comissários acionaram imediatamente o safety car virtual, criando a janela perfeita para um pit stop sem perda de tempo significativo. A Ferrari aproveitou a chance de ouro e realizou a terceira troca de pneus de seu piloto principal, que retornou ao asfalto com 1,9 segundo de frente para o rival da Mercedes exatamente no momento em que a pista foi liberada.

Quebras mecânicas marcam os quilômetros finais na Catalunha

Com pneus em melhores condições, o novo líder precisou de apenas oito voltas para cravar uma margem confortável de 6,6 segundos. Dez giros depois, o abismo para o segundo colocado já batia a marca de 13 segundos, consolidando a vitória. Sem ritmo, o antigo ponteiro da corrida acabou virando presa fácil para seu próprio companheiro de equipe, perdendo a posição na volta 61.

O trecho final parecia definido, com a McLaren número 4 pressionando em busca de um lugar no pódio. O drama atingiu seu ápice na volta 63, quando o carro do líder do campeonato apagou de vez por falha mecânica, entregando o terceiro lugar de presente para Lando Norris. Em meio à bandeira amarela localizada, a maré de azar também atingiu Charles Leclerc, que recolheu seu monoposto para as garagens alegando pane no sistema de direção.

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