Como usar a carta celeste para identificar estrelas e constelações
Contemplar os corpos celestes constitui uma atividade antiga, aplicada em setores como agricultura, orientação naval e aferição do tempo. O instrumento conhecido como carta celeste funciona como um diagrama do firmamento à noite, delineando a posição de estrelas, agrupamentos estelares e galáxias, sendo ajustada para uma data, horário e ponto geográfico específicos.
Este mapa do cosmos serve para auxiliar na compreensão dos elementos visíveis no céu, atuando como um verdadeiro roteiro pelo universo. Sua aplicação é acessível a qualquer interessado em aprofundar conhecimentos sobre estrelas e constelações, sem a necessidade de adquirir aparelhos caros ou complexos.
Primeiros passos para utilizar o guia estelar
Para iniciar, é fundamental empregar uma carta celeste que corresponda à sua localidade e ao período exato, geralmente indicado por ferramentas digitais, visto que a disposição dos astros se altera continuamente. Ao ter o mapa em mãos, siga estas orientações:
- Posicione-se em direção ao ponto cardeal sul;
- Erga seu mapa celeste na direção do céu, fazendo coincidir a marcação “Sul” do papel com a direção sul verdadeira;
- Encontre referências em formações estelares conhecidas, como o Cruzeiro do Sul, o Cinturão de Órion, ou identifique um planeta com brilho intenso naquele momento.
Após essa etapa inicial, a navegação pelo firmamento se torna mais intuitiva, facilitando a identificação de outras constelações. O astrônomo Eugênio Reis, do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), enfatiza as condições ideais para a observação com o auxílio da carta celeste, destacando a crescente acessibilidade da astronomia amadora: “Procure um local com pouca ou nenhuma poluição luminosa, com o céu limpo sem nuvens e horizonte desimpedido, de preferência, para ajudar na visualização.” A popularização de aplicativos e recursos online democratiza ainda mais essa prática milenar.
Mensalmente, o Mast, uma instituição de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e situado no Rio de Janeiro (RJ), disponibiliza sua própria versão da carta celeste destinada à capital fluminense. Além disso, existe a facilidade de obter ou consultar mapas estelares personalizados para qualquer região e período por meio de aplicativos e plataformas digitais.


















