Dólar hoje e mercado financeiro: moeda americana recua para R$ 5,16, mas acumula alta de 2% no mêsPor Bruna
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A cotação do dólar fechou em baixa frente ao real, repercutindo um relatório mais fraco sobre a criação de empregos formais no Brasil. Esse resultado de maio, abaixo das projeções, sinaliza uma desaceleração econômica que tende a impactar as expectativas de juros e o fluxo de investimentos estrangeiros.
Nesta terça-feira (30), o valor do dólar à vista foi negociado a R$ 5,1630 ao fim do pregão, registrando uma queda de 0,22%. Apesar da desvalorização pontual, a divisa norte-americana encerrou o mês com uma valorização acumulada de 2,38% em relação ao real.
A performance do dólar no cenário nacional contrariou o movimento observado globalmente. Por volta das 17h (horário de Brasília), o índice DXY, que acompanha a moeda em comparação a seis outras moedas importantes como euro e libra, apresentava uma leve alta de 0,09%, atingindo 101,195 pontos.
Principais fatores que influenciaram a cotação da moeda americana
O mercado de câmbio esteve atento a uma série de informações macroeconômicas, tanto no Brasil quanto no exterior, além dos recentes desdobramentos geopolíticos na região do Oriente Médio.
Durante a manhã, a moeda norte-americana operou em valorização, impulsionada pela disputa na formação da taxa Ptax, que finalizou junho com um aumento de 2,37%, a R$ 5,1766. Contudo, no balanço do primeiro semestre, a taxa exibiu uma retração de 5,92%.
No cenário internacional, a incerteza nas discussões entre Estados Unidos e Irã, que ocorriam em Doha, no Catar, permaneceu como um ponto de atenção para os investidores globais.
Mais cedo, Esmail Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, declarou que não havia planos para encontros diretos com representantes dos Estados Unidos. Ele enfatizou que as conversas em Doha, realizadas na terça-feira (30), se restringiriam à aplicação de cláusulas de um memorando previamente estabelecido para finalizar o conflito.
Conforme as explicações de Baghaei, os encontros seriam conduzidos com a delegação do Catar, e a etapa de liberação de ativos iranianos bloqueados estava em andamento. Ele categoricamente afirmou: “Nunca houve um plano para nos reunirmos com os norte-americanos em qualquer nível”.
Essas declarações ocorreram após o Catar informar que enviados do presidente dos EUA, Donald Trump, incluindo Steve Witkoff e Jared Kushner, estavam em Doha para consultas com mediadores, mas sem a previsão de reuniões de alto nível entre Washington e Teerã.
Mesmo diante da tensão política, os contratos futuros do petróleo Brent, com vencimento em setembro e utilizados como referência global, apresentaram queda de 1,3%. O barril foi negociado a US$ 72,95 na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres.
No Brasil, a dívida bruta do governo geral apresentou um crescimento superior ao previsto em maio, elevando-se de 80,2% em abril para 81,1%. A dívida líquida do setor público também subiu no mesmo período, passando de 67,2% para 67,9%, conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC).

As estimativas dos economistas consultados pela agência Reuters apontavam para uma dívida bruta de 80,7% e líquida de 68,1%, indicando que o avanço foi mais acentuado do que o esperado pelo mercado.
Além disso, os dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) referentes a maio ficaram abaixo das expectativas do mercado. O país registrou a criação de 72.960 postos de trabalho formais em abril de 2026, resultado de 2.207.303 admissões e 2.134.346 desligamentos.
A projeção dos analistas indicava uma criação líquida de aproximadamente 120 mil vagas no período, de acordo com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, mostrando que o desempenho do mercado de trabalho foi menos robusto do que o antecipado.







