Embarcações das Guardas Costeiras do Japão e da China confrontaram-se nesta terça-feira (7) próximo a um arquipélago sobre o qual ambos os países reivindicam soberania. As duas nações relataram ter afastado navios da guarda costeira adversária, evidenciando uma crescente tensão diplomática na região.
O aumento das hostilidades marítimas se deu nas proximidades das ilhas Senkaku. Embora administradas pelo Japão, essas formações são energicamente reclamadas pela China, que as denomina Diaoyu. Esse conjunto de ilhotas desabitadas está estrategicamente posicionado no Mar da China Oriental, entre Okinawa e Taiwan.
Em nota oficial, a Guarda Costeira japonesa divulgou ter impedido e obrigado o recuo de duas embarcações da Guarda Costeira Chinesa (GCC). Segundo o comunicado, os navios chineses teriam se aproximado indevidamente de um barco de pesca japonês na área.
A agência de monitoramento naval japonesa detalhou que suas equipes “emitiram comandos de retirada” e foram bem-sucedidas em forçar a saída dos navios da Guarda Costeira Chinesa das águas consideradas territoriais pelo Japão.
O documento ainda ressaltou que um total de quatro embarcações chinesas transitavam na região, com duas delas adentrando, em seguida, as águas de soberania japonesa. A Guarda Costeira japonesa classificou as ações da GCC como uma “violação flagrante do direito internacional”.
Por sua vez, a Guarda Costeira chinesa apresentou uma narrativa distinta do ocorrido. Horas após a declaração do Japão, a autoridade marítima chinesa informou ter coagido um pesqueiro nipônico a se retirar das proximidades das ilhas.
Em sua comunicação oficial, a Guarda Costeira chinesa explicou que o “pesqueiro japonês Zuihou Maru havia ingressado em águas territoriais” chinesas. Para tanto, os “navios da GCC empregaram as providências cabíveis de alerta e expulsão” do barco.
Há um longo histórico de desentendimentos entre as duas nações em relação a essas ilhas, o que tem se tornado um foco persistente de atritos bilaterais.
Esta nova escaramuça ocorre após um período de intensa crise diplomática entre os dois países, registrada no final de 2025. Naquela ocasião, a então recém-eleita primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, alertou que uma agressão chinesa a Taiwan poderia provocar uma retaliação militar por parte do Japão, sublinhando a delicadeza do equilíbrio regional e a interconexão das disputas territoriais.
