Paredes e De Paul detalham o impacto emocional de Messi no grupo e o desejo de adiar a despedida do craque

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Messi Foto: Messi - X.com/ Argentina

Lionel Messi conduziu a seleção argentina em uma reviravolta marcante sobre o Egito, assegurando a permanência dos atuais detentores do título na disputa pelo bicampeonato global. Além da ambição pela taça, os colegas do camisa 10 expressaram, na quarta-feira, 9 de julho de 2026, um incentivo adicional na campanha da Copa do Mundo: prolongar a participação do ídolo no torneio.

O volante Paredes, por exemplo, enfatizou a dedicação do grupo ao seu capitão, que brilhou com um passe decisivo e um gol na memorável virada pelas oitavas de final, em Atlanta.

“Nós lhe dissemos diversas coisas. Buscamos acolhê-lo para que ele perceba que estaremos com ele até o fim. Ter sua presença é uma vantagem para nós. Também atuamos para que sua última partida jamais aconteça. Penso que demonstramos nossa resiliência mais uma vez”, declarou Paredes.

Lionel Messi
Lionel Messi – X.com/ Argentina

Aos 39 anos, Messi indicou que esta Copa do Mundo marcará sua despedida, mas continua a exibir uma performance histórica. O atacante marcou em todos os confrontos da Argentina no campeonato, somando oito gols e liderando a artilharia desta edição. Adicionalmente, com 21 tentos, ele se consolidou como o artilheiro máximo na história dos Mundiais.

Messi mostrou-se crucial no momento em que a Argentina esteve próxima da eliminação nas oitavas de final, salvando os campeões mundiais de uma conjuntura delicada. Primeiramente, ele fez um cruzamento certeiro para Romero reduzir o placar para 2 a 1. Logo depois, igualou o jogo com um arremate preciso, enquanto Enzo Fernández garantiu o triunfo por 3 a 2.

O meio-campista De Paul, parceiro frequente do astro tanto na seleção argentina quanto no Inter Miami, ressaltou que o empenho de Messi inspira os companheiros não só no aspecto futebolístico, mas também emocionalmente.

“Por tudo que ele irradia, para além do que realiza em campo. Ele nos afeta como capitão, nos impacta profundamente no sentimental. Na sua maneira de correr, de inspirar, na personalidade, em tudo. Assim, é claro que não desejamos que isso chegue ao fim”, ponderou De Paul.

A Argentina enfrentará a Suíça nas quartas de final, em um confronto agendado para o próximo sábado, em Kansas City. A seleção treinada por Lionel Scaloni alimenta a esperança de estar a somente três jogos de uma marca histórica nos Mundiais: apenas a Itália, nas edições de 1934 e 1938, e o Brasil, em 1958 e 1962, conseguiram a proeza de conquistar dois títulos consecutivos na história da competição. A equipe busca, assim, um lugar seleto na história do futebol.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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