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Vítimas do golpe “Boa Noite, Cinderela” em BH perdem mais de R$ 80 mil para trio de mulheres

Golpe boa noite Cinderela
Foto: Golpe boa noite Cinderela - Reprodução
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Câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens e três mulheres entram em um elevador, instantes antes de as vítimas serem dopadas e terem seus pertences roubados em Belo Horizonte. O caso ocorreu no sábado, 11 de maio.

As gravações mostram as cinco pessoas acessando juntas o elevador do edifício residencial de um dos homens, logo após terem deixado um estabelecimento na área Centro-Sul da capital mineira.

Uma das vítimas, de 36 anos, relatou ter conhecido as mulheres em um bar na Rua Pium-Í durante a madrugada. Ele afirmou que o grupo conversou no local e que, quando ele e seu amigo, de 40 anos, decidiram sair, as três insistiram para acompanhá-los.

“Estávamos aproveitando a noite. Já tínhamos planos de ir embora e elas mencionaram o desejo de seguir para um motel. Eu, pessoalmente, não queria levá-las para minha residência. Meu amigo, então, sugeriu que fôssemos para a casa dele”, contou a vítima.

Homens perdem a consciência e acordam sem bens valiosos

De acordo com o relato do homem, pouco tempo após a chegada ao apartamento, ele perdeu totalmente a consciência.

“Minha última lembrança é de ter ido ao banheiro e, em seguida, apaguei. Acordei apenas às 9 horas da manhã, com meu amigo me chamando e me dizendo que todos os nossos bens haviam sido subtraídos pelas mulheres”, detalhou.

Golpe boa noite Cinderela
Golpe boa noite Cinderela – Reprodução

Ambos os homens desconfiam que foram dopados com uma substância comumente chamada de “Boa Noite, Cinderela”. Este tipo de golpe, infelizmente comum em ambientes sociais, visa incapacitar a vítima para facilitar a ação dos criminosos, que muitas vezes conseguem acesso fácil a celulares e contas bancárias.

Ao retomarem a consciência, notaram a ausência de seus celulares, cartões de banco e documentos pessoais, confirmando o roubo.

Prejuízos financeiros ultrapassam R$ 80 mil em compras e empréstimos

O prejuízo financeiro para as vítimas superou a marca de R$ 80 mil.

Conforme narrado, as suspeitas aproveitaram o reconhecimento facial dos aparelhos móveis para entrar em aplicativos de bancos e efetuaram compras, solicitaram empréstimos e realizaram diversas transferências financeiras.

“Em meu cartão, os gastos somaram cerca de R$ 15 mil. Já no cartão do meu amigo, foram utilizados R$ 50 mil em uma conta e outros R$ 20 mil em outra”, especificou a vítima.

Um dos homens conseguiu rastrear seu próprio celular, verificando que o aparelho foi levado para o Shopping Oiapoque, localizado na área Central de Belo Horizonte.

A vítima informou que as mulheres realizaram inúmeras aquisições no estabelecimento comercial e contaram com a ajuda de uma terceira pessoa para concretizar algumas das transações.

“A suspeita se dirigiu ao Oiapoque. Lá, foram efetuadas diversas compras, além do uso de cartões e solicitação de empréstimos”, explicou.

Polícia Civil investiga o caso e identifica as suspeitas

Segundo a vítima, a Polícia Civil já possui a identificação das três mulheres flagradas pelas câmeras de segurança e está trabalhando ativamente para localizá-las.

O homem declarou que as suspeitas são notoriamente conhecidas por praticar esse tipo de golpe em Belo Horizonte. Ele mencionou que amigos relataram um caso recente envolvendo as mesmas mulheres.

“De acordo com alguns de nossos conhecidos, elas já teriam aplicado o mesmo golpe em um jovem que as acompanhou a um motel”, afirmou a vítima.

O denunciante ainda pontuou que as mulheres têm o costume de se ausentar da capital mineira sempre que a situação se torna mais complicada para elas.

“É um comportamento recorrente delas aplicar esses golpes em Belo Horizonte e, quando a pressão aumenta, elas se deslocam para o Rio de Janeiro”, revelou.

Ademais, o relato indicou que, no dia seguinte ao ocorrido, as mulheres estariam celebrando o aniversário de uma delas em um sítio, utilizando produtos adquiridos com os cartões das vítimas.

“A polícia já tem conhecimento da identidade delas. Tenho fé que conseguirão solucionar este caso e impedir que novas pessoas sejam alvo desses golpes”, expressou o homem.

A investigação completa do caso está a cargo da Polícia Civil de Minas Gerais.

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