Um médico ginecologista, juntamente com outras duas pessoas, foi preso em 03 de setembro de 2026 sob suspeita de envolvimento em um caso de sequestro, tortura e estupro ocorrido em Barreiras, na Bahia. O crime teve como alvo um homem com quem o profissional da saúde havia se relacionado.
Detalhes da emboscada e os crimes cometidos
O médico Rodrigo Costa Brandão, de 38 anos, é apontado como o idealizador de uma emboscada elaborada contra um homem de 27 anos, seu antigo companheiro. Ele teria contratado um homem de 34 anos e uma mulher de 30, cujas identidades não foram reveladas, para executarem os crimes contra a vítima em setembro do ano anterior. A defesa do médico foi contatada e indicou que se manifestaria após a audiência de custódia agendada para o mesmo dia.
A vítima foi atraída para o local do crime sob o pretexto de um encontro romântico. Contudo, ao chegar, foi submetida a horas de tortura e violência sexual, conforme divulgado pela Polícia Civil, que iniciou a investigação logo após o ocorrido.
As três pessoas suspeitas foram presas na data de 02 de setembro de 2026, em diferentes bairros da cidade, incluindo Barreirinhas, Morada Nobre e o centro. Durante as operações, as equipes de investigação também realizaram buscas em quatro endereços ligados aos envolvidos, resultando na apreensão de um pen drive, um cartão de memória, um notebook e diversos aparelhos celulares.
A clínica de Brandão divulgou, um dia antes das prisões, que suas atividades estariam suspensas até o início da semana seguinte. Em comunicado publicado nas redes sociais, o estabelecimento citou “motivos de saúde familiar” para o fechamento, informando que a agenda do médico e de outra profissional que atuava no local estaria temporariamente desativada.
O suspeito é especializado em ginecologia e obstetrícia, com formação obtida em 2012. Informações de seu registro profissional indicam que ele trabalhou no Distrito Federal antes de transferir sua inscrição para o estado da Bahia.
O Conselho Regional de Medicina informou que, até o momento, não havia denúncias ou processos administrativos abertos internamente contra o profissional. Em nota, a entidade acrescentou que “o fato relatado é uma ocorrência policial, devendo ser conduzida pelas autoridades competentes”.
