Desintegração do cometa C/2025 K1 (ATLAS) é capturada em fotos por astrônomosPor Maria
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Astrônomos acompanham a desintegração contínua do cometa C/2025 K1 (ATLAS), um corpo celeste identificado no começo de 2025 que se fragmentou após uma recente aproximação do Sol. As imagens mais recentes, divulgadas em novembro de 2025, confirmam o fenômeno, revelando múltiplos pedaços.
As fotografias notáveis foram obtidas pelo astrônomo Gianluca Masi, do Projeto Telescópio Virtual, que registrou o cometa C/2025 K1 (ATLAS) se partindo. Acredita-se que o núcleo, composto por gelo, tenha se desintegrado em várias seções devido ao intenso calor emitido pelo Sol. Sua máxima aproximação da estrela ocorreu em 8 de outubro de 2025, e desde então as evidências de fragmentação se tornaram mais claras.
As recentes captações confirmam a separação em múltiplos fragmentos. Em um comunicado que acompanha as imagens, Masi detalhou a observação de “três fragmentos do núcleo original e possivelmente um quarto”, destacando a complexidade do evento.
A aquisição das imagens por Masi, realizada ao longo da última semana de novembro, utilizou um telescópio Celestron C14 Schmidt-Cassegrain em uma montagem Paramount ME, equipado com uma câmera CCD autoguiada SBIG ST-10XME. Foram combinadas sete exposições individuais de 60 segundos, todas sem o uso de filtros.

As exposições foram feitas em cinco noites distintas, entre 11 e 18 de novembro de 2025, e sobrepostas para formar uma animação que ilustra o deslocamento dos fragmentos uns em relação aos outros.
Uma análise de uma das imagens levou Masi a suspeitar da existência de um possível quarto fragmento, adicionando mais uma peça ao quebra-cabeça da desintegração.
Observadores do Observatório de Asiago, na Itália, também registraram o cometa C/2025 K1 (ATLAS) em 11 de novembro de 2025. Utilizando o telescópio Copernicus de 1,82 metros, eles notaram que o corpo celeste já havia se dividido em dois fragmentos separados por uma distância de aproximadamente 2.000 quilômetros.
Contudo, mesmo com as primeiras observações, os astrônomos de Asiago já desconfiavam de “um terceiro fragmento, menor e mais tênue, à esquerda do par”, conforme detalhado por Mazzotta Epifani em um informe oficial do Instituto Nacional de Astrofísica da Itália.
A origem do C/2025 K1 (ATLAS), como a de muitos cometas, está ligada à distante Nuvem de Oort. Essa vasta bolha esférica, composta por corpos gelados, circunda as fronteiras mais remotas do nosso sistema solar. Cometas de longo período, que raramente se aventuram nas regiões internas do sistema, nascem nessa região. A Nuvem de Oort é considerada um reservatório de bilhões de objetos gelados, incluindo cometas e até corpos maiores classificados como planetas anões, o que explica a composição e a fragilidade do C/2025 K1 (ATLAS) ao se aproximar do Sol.







