Telescópio espacial Swift reentra a 27 mil km/h e mobiliza alerta da Força Espacial dos EUAPor Maria
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O observatório espacial Neil Gehrels Swift encerrou 22 anos de atividades e iniciou o processo de reentrada na atmosfera terrestre em 4 de novembro de 2026. A Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos confirmou a desativação após o equipamento de 1,5 tonelada perder altitude gradualmente e atingir o limite crítico de segurança orbital. A Força Espacial norte-americana estimou o horário central da descida para 4h30 pelo horário de Brasília, mantendo margem de variação calculada em 11 horas para mais ou para menos.
Projetado em 2004 para funcionar por apenas dois anos, o satélite superou em dez vezes a expectativa original de durabilidade.
A maior parte da estrutura metálica é consumida pelo atrito com os gases da atmosfera a 27 mil quilômetros por hora. Especialistas em monitoramento orbital indicam que peças pesadas fabricadas em tungstênio e fragmentos dos espelhos ópticos podem resistir ao calor extremo e tocar o solo. A probabilidade de qualquer detrito atingir seres humanos foi calculada em uma chance em 2.100.
O trajeto orbital restringe o ponto de impacto a uma faixa delimitada entre as latitudes 20,6° Norte e 20,6° Sul. Esse corredor geográfico abrange o oceano e setores da América do Sul, cruzando o território brasileiro entre os estados do Amapá e do Espírito Santo. Engenheiros afirmam que o desfecho provável é o descarte definitivo em águas oceânicas distantes de áreas povoadas.
A perda de sustentação decorreu da expansão térmica das camadas altas da Terra provocada pelo pico de atividade solar registrado em 2024. A radiação solar intensa inflou a atmosfera rarefeita a cerca de 600 quilômetros do solo, elevando o atrito das moléculas gasosas contra o corpo do satélite ao longo de cada volta planetária.
Uma operação emergencial tentou resgatar a estrutura antes do comando final de desativação emitido no dia 20 de outubro de 2026. A agência espacial destinou 30 milhões de dólares para a empresa Katalyst Space desenvolver um módulo acoplador dotado de braços robóticos. O veículo espacial auxiliar apresentou falhas graves de estabilização logo após o lançamento e esgotou os propulsores, inviabilizando a manobra que empurraria o observatório para uma cota mais elevada.
Cientistas da Universidade Estadual da Pensilvânia operavam os três instrumentos principais dedicados a captar explosões de raios gama geradas por supernovas e choques de estrelas de nêutrons. Ao todo, a base de dados do observatório serviu de alicerce para a publicação de cerca de 7 mil artigos científicos em mais de duas décadas. A astronomia contemporânea opera agora sem outro satélite equipado para detecção imediata desses fenômenos cósmicos de alta energia.







